Voo Cruzeiro do Sul 302

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A aeronave de prefixo PP-CLB, envolvida no sequestro, em novembro de 1984

O voo 300 da-Cruzeiro do Sul foi um voo feito por um Airbus A300B4-203 de prefixo PP-CLB que partiu do Rio de Janeiro com destino a Manaus levando 176 pessoas (dos quais 158 eram passageiros)[1] a bordo e sequestrado em 3 de fevereiro de 1984 por pelo menos três pessoas que exigiram que o avião fosse levado a Cuba.[nota 1] Foi um dos muitos sequestros de aviões ocorridos durante o período da Ditadura militar no Brasil. A aeronave pousou em segurança na cidade cubana de Camagüey e não houve vítimas.[2]

Sequestradores[editar | editar código-fonte]

O avião foi sequestrado por pelo menos três pessoas: dois homens e uma mulher, que levava uma criança de apenas 3 meses de idade que não tinham nenhuma ligação conhecida com algum grupo político.

Havia escalas previstas no trajeto entre o Rio de Janeiro e Manaus: Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís e Belém. Em uma entrevista por rádio, um passageiro, Argemiro Figueiredo, afirmou que os sequestradores teriam embarcado durante a escala no Aeroporto Internacional de Fortaleza. Outros passageiros afirmaram que os sequestradores eram pelo menos sete e que alguns portavam pistolas.[3]

O sequestro[editar | editar código-fonte]

O voo partiu do Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís (que era uma das escalas) às 22h38 da sexta-feira, 3 de fevereiro e pousaria Aeroporto Internacional Val de Cans, em Belém, em duas horas. De acordo com um porta-voz da Cruzeiro do Sul, antes que o avião chegasse a Belém, alguns dos sequestradores entraram no cockpit e forçaram o piloto a desviar o voo. O Comte. Cruz explica que não possui combustível suficiente para chegar a Cuba e tenta repetidas vezes fazer contato com o controle da Caiena, com a finalidade de tentar pousar para reabastecer, mas não tem êxito, visto que não havia pessoal no controle àquela hora da noite. Após tentar fazer contato por quase duas horas, é instruído pelo controle de Belém a efetuar pouso emergencial em Paramaribo.[4] À 0h56 de 4 de fevereiro, a aeronave pousa no Aeroporto Zanderij, principal aeroporto internacional do Suriname, onde os sequestradores negociaram com o então embaixador do Brasil no país, Luiz Felipe Lampreia, e concordaram em libertar os 158 passageiros em troca de combustível extra e mapas, mas ainda mantendo os 14 membros da tripulação no avião.[3]

Os passageiros não foram avisados de que o avião havia sido sequestrado e inicialmente achavam que más condições climáticas tinham atrasado o pouso em Belém, mas pela hora em que o avião pousou no aeroporto de Zanderij, sabiam que haviam sido sequestrados, mas não sabiam aonde estavam.

Após a parada em Zanderij, o avião decolou para Cuba às 5h20 e pousa às 9h42 no Aeroporto Internacional Ignacio Agramonte, em Camagüey, Cuba.[4] Autoridades cubanas levaram os sequestradores em custódia e permitiram que o Comte.Cruz e sua tripulação levasse o avião de volta ao Brasil. Não houve registro de feridos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Os sequestradores seriam três jovens cearenses, e sua rota seria Fortaleza / São Luis / Belém / Manaus.[1]

Referências

  1. a b Paola Vasconcelos (28 de março de 2009). «Atenção a episódios de risco». Diário do Nordeste. Consultado em maio de 2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  2. Descrição do sequestro - Aviation Safety Network (em inglês)
  3. a b "Brazilian gang frees 158 on jet hijacked to Cuba" - Chronicle-Telegram - Chronicle-Telegram Elyria, O., Sun., Feb. 5, 1984 - Newspaper Archive (em inglês)
  4. a b "Sequestro" - Recordar e viver - Reservaer (em português)

Ligação externa[editar | editar código-fonte]