Açude Boqueirão

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Açude Boqueirão
Nome Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão)
Dono Governo estadual
Espelho d'água 2.700 ha. km²
Localização Cariri paraibano
Volume de armazenamento 436.000.000 m³
Início de operação 1957
Observações Abastecimento e irrigação

O Açude Epitácio Pessoa, mais conhecido como Boqueirão, localiza-se no município paraíbano de Boqueirão e tem uma bacia que se estende pelos municípios de Boqueirão, Cabaceiras e São Miguel de Taipu. Abastece as cidades de Campina Grande, Boqueirão, Queimadas, Pocinhos, Caturité, Riacho de Santo Antônio e Barra de São Miguel, no estado da Paraíba, e suas águas, até fevereiro de 1999, eram liberadas através da descarga para o abastecimento urbano e rural e a diluição dos esgotos de mais 14 municípios. O acesso ao local pode ser feito a partir de Campina Grande, por via rodoviária, através da PB-148.

O termo «boqueirão» vem do fato de o Rio Paraíba fazer um grande corte na Serra do Carnoió, formando um boqueirão («garganta de serra por onde passa um rio).[1] O nome oficial do açude, Epitácio Pessoa, é uma homenagem ao único presidente do país nascido na Paraíba. No seu governo, o programa de construção de barragens foi intensificado, através do seu Ministério de Viação e Obras Públicas, exercido pelo engenheiro civil Dr. José Pires do Rio (1880–1950).

Bacia hidrográfica[editar | editar código-fonte]

Situado na sua bacia hidrográfica do Alto Paraíba, que juntamente com as sub-bacias hidrográficas do Rio Taperoá e do Médio e Baixo Paraíba constituem a bacia hidrográfica do Rio Paraíba.

A bacia inteira abrange uma área de 19.088,5 km², o que corresponde a 34% do território paraibano. Os 78 municípios inseridos nela abrigam uma população em torno de 1.800.000 habitantes, aproximadamente, 55% da população total do estado. O Paraíba é o maior curso d'água do estado e tem suas nascentes nas proximidades da cidade de Monteiro, desaguando no Oceano Atlântico entre os municípios de Cabedelo e Lucena.

A barragem recebe também as águas da sub-bacia hidrográfica do Rio Taperoá, que não é perene, e que se une ao Paraíba antes de ter suas águas represadas pelo açude. Essas duas sub-bacias hidrográficas estão situadas em uma área de baixa pluviosidade, com médias anuais inferiores a 600 mm.

Um estudo desenvolvido recentemente pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) revelou que o volume hídrico acumulado no açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) sofreu uma redução de 67,27% nos últimos 20 anos. Na época de sua construção, a capacidade de armazenamento do açude inicialmente era de 536.000.000 de m³, mas com o assoreamento hoje essa capacidade foi reduzida para 436.000.000 m³. A sua lâmina d'água abrange uma superfície em torno de 2.700 ha. Nesse mesmo período, segundo dados da pesquisa, o número de ligações de água em prédios residenciais e comerciais em Campina Grande, por exemplo, aumentou em 102,9%, as quais passaram de 40.298, em 1983, para 81.796, em 2003.

O clima de toda a região da bacia hidrográfica é tropical quente e seco, com máxima de 37°C e mínimas de 16°C. A precipitação média na região é de 600 mm/ano, caracterizando-se um clima de semi-árido.

História[editar | editar código-fonte]

A represa foi construída pelo DNOCS entre os anos de 1951 e 1956, tendo sido inaugurada pelo presidente Juscelino Kubitschek em janeiro de 1957. A sua inauguração consolidava assim a política de serviços hídricos do Governo Federal para a região Nordeste, que foi sempre a construção de grandes açudes, obras estas que eram apresentadas como a solução definitiva para a deficiência hídrica da região e que pelo tamanho impressionava a população. Por isso mesmo, eram as obras preferidas pelos políticos de todos os níveis.

A construção do açude solucionou o grave problema de abastecimento d'água de Campina Grande, pois a cidade ressentia-se de fontes de águas potáveis para a sua população, desde a inauguração do seu abastecimento urbano em 1939, em que tinha como fornecedora a represa de Vaca Brava, situada nas proximidades do município de Areia, no Agreste paraibano.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Redatores do Aulete (2007). Verbete «boqueirão» Dicionário Caldas Aulete. Visitado em 10/03/2014.
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