Arquidiocese de Tarragona

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Arquidiocese de Tarragona
Archidiœcesis Tarraconensis
Catedral de Tarragona
Localização
País Espanha
Dioceses Sufragâneas Gerona
Lérida
Vic
Tortosa
Urgel
Solsona
Estatísticas
Área 2 700 km²
Informação
Rito romano
Criação da Diocese Século I
Elevação a Arquidiocese Século V
Padroeiro Santa Tecla
Governo da Arquidiocese
Arcebispo Jaume Pujol Balcells
Jurisdição Arquidiocese Metropolitana
Contatos
Endereço Basílica Catedral Metropolitana i Primada de Santa Tecla
Página Oficial http://www.arquebisbattarragona.org/index.php

A Arquidiocese de Tarragona (Archidiœcesis Tarraconensis) é uma arquidiocese da Igreja Católica situada em Tarragona, na Catalunha. É fruto da elevação da diocese de Tarragona. Seu atual arcebispo é Jaume Pujol Balcells. Sua é a Basílica Catedral Metropolitana i Primada de Santa Tecla.

Possui 200 paróquias, 3 vigarias maiores e várias instituições religiosas.

História[editar | editar código-fonte]

Segundo a tradição, o surgimento da Diocese tem a ver com a visita de São Paulo de Tarso a Tarraco, então importante cidade na Hispânia.[1] No tempo em que foram feitas as perseguições aos cristãos promovidas por Galiano e Valeriano, foram queimados no anfitreatro da cidade Frutuoso, bispo da Diocese, junto com Augúrio e Eulógio, diáconos, no dia 21 de janeiro de 259. As atas desse martírio figuram como uma das sete consideradas autênticas pela Igreja Católica, sendo as mais antigas da Península Ibérica, constituindo os mais antigos escritos sobre o Cristianismo, o que supõe uma Igreja organizada na cidade.[2]

Em 385, o bispo Himerio consulta ao Papa Dâmaso I, para tirar dúvidas sobre a disciplina eclesiástica. Com a morte de São Dâmaso, Himerio consulta seu sucessor, o Papa Sirício. Dessa forma, surge o primeiro decreto papal para um bispo da Igreja Católica do Rito Romano, quem manda que faça cumprir suas prescrições aos bispos de sua província e também aos galegos, béticos e lusitanos. Assim, surge a primeira província eclesiástica da Península.[2]

Em 30 de dezembro de 465, Ascanio é feito metropolita pelo Papa Hilário. Em 6 de novembro de 516, ocorre o primeiro concílio provincial presidido pelo Arcebispo João, em que participaram vários bispos sufragâneos.[2]

Entre 711 e 956, ocorre a invasão muçulmana, que deixa a arquidiocese sem atividades. Então, e até 1089, os arcebispos de Terragona não ficam na Sé, ficando subordinados à Arquidiocese de Toledo, a partir desse época, reconhecida como a Primaz da Espanha, até que o Papa Urbano II restabelece a Sé Arcebispal de Tarragona, que todavia, perde a sua primazia.[2]

Em 1131, a cidade de Tarragona foi reocupada pelos cristãos, dessa forma, em 1148, o arcebispo Bernardo Tort passa a residir na Sé. Em 1154, o Papa Anastácio IV torna a arquidiocese novamente em metropolitana,[2] indicando quais igrejas e dioceses passam a ser sufragâneas.

No século XIV, a arquidiocese, junto com Toledo e Zaragoza, tornam-se as principais arquidioceses da Catalunha. Em 1320, cria-se uma querela entre os arcebispos de Tarragona e Zaragoza com a Coroa de Aragão, pela nomeação de João de Aragão e Anjou, filho de Jaime II de Aragão, como arcebispo de Toledo, quando este quis entrar na cidade com a Cruz Arquiepiscopal como Primaz. João chegou a ser excomungado pelos arcebispos, mas após intervenção da Santa Sé, a excomunhão foi revertida e João acabou por não usar a Cruz.[2]

Entre os séculos XV e XVII, ocorrem várias disputas por territórios e várias ordens religiosas instalam-se na região.[2] Continuam as dicussões sobre a primazia na Península Ibérica, apesar de já se considerar a Arquidiocese de Braga como a Primaz das Espanhas.

Durante a invasão napoleônica na região, no século XIX, os exércitos franceses invadiram o palácio arquidiocesano e destruíram todos os arquivos existentes ali. Ainda nas discussões sobre quem seria o Primaz da Espanha, durante o Concílio Vaticano I, o arcebispo de Tarragona senta-se entre os primazes.[2]

No decorrer da Guerra Civil Espanhola, as igrejas e os sacerdotes em Tarragona sofrem as consequências, sendo as igrejas destruídas e os clérigos, mortos. O Cardeal-Arcebispo Francisco de Asís Vidal y Barraquer exila-se na Suíça, de onde não retornaria à arquidiocese. Vidal y Barraquer recusou-se a assinar uma carta pastoral coletiva que legitimava a sublevação militar.

Prelados[editar | editar código-fonte]

Bispos[editar | editar código-fonte]

Arcebispos[editar | editar código-fonte]

Em 1154 a sé é elevada novamente a Arquidiocese Metropolitana pelo Papa Anastácio IV

Fontes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Segundo a Epístola de Paulo aos Romanos, 15:24
  2. a b c d e f g h Site da Arquidiocese