Arquidiocese de Mérida-Badajoz

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Arquidiocese de Mérida-Badajoz
Archidiœcesis Emeritensis Augustanus-Pacensis
Catedral de Badajoz
Localização
País Espanha
Dioceses Sufragâneas Diocese de Cória-Cáceres
Diocese de Plasencia
Estatísticas
Área 17 405 km²
Informação
Rito Romano
Criação da Diocese século III
Elevação a Arquidiocese 28 de julho de 1994
Padroeiro João Batista
Governo da Arquidiocese
Arcebispo Santiago García Aracil
Jurisdição Sé Metropolitana
Contatos
Endereço Apartado 8, Obispo San Juan de Ribera 13, 06002, Badajoz, Espanha
Página Oficial www.archimeridabadajoz.org/
Mapa da jurisdição da Arquidiocese.

A Arquidiocese de Mérida-Badajoz (em latim: Archidiœcesis Emeritensis Augustanus-Pacensis) é uma arquidiocese da Igreja Católica na Espanha. Foi criada no século III, sendo recriada em 1230 após a Reconquista e elevada em 28 de julho de 1994[1] . Possui hoje uma jurisdição de 218 paróquias, atendidas por 327 padres, com uma população de 585.290 católicos, ou seja, 99,3% do total da população[2] .

As sedes da arquidiocese são a Catedral de São João Batista de Badajoz e a Concatedral de Santa Maria Maior de Mérida. Seu atual arcebispo é Dom Santiago García Aracil[1] .

História[editar | editar código-fonte]

No século III, é encontrado o nome do Marcial, o primeiro Arcebispo Metropolitano de Augusta Emerita, Mérida hoje. A antiga metrópole abrangia a toda a província romana da Lusitânia.

No final do século IV se destaca o nome do arcebispo Idácio, que teve adversidades com a heresia Prisciliana.

Também é importante a figura do Arcebispo Mausônio, que lutou contra o arianismo e no Terceiro Concílio de Toledo, em 589, promoveu a conversão do rei visigodo Recaredo I pelo arianismo à ortodoxia católica.

Mérida em 714 foi conquistada pelos árabes, mas a sucessão episcopal foi provavelmente mantida, como indicado em 862, com o arcebispo de nome Arnulfo.

No século X, a sede da diocese foi transferida para Badajoz.

Em 1120 o Papa Calisto II estabeleceu a sede metropolitana de Santiago de Compostela, que herdou os direitos da sede metropolitana de Mérida, de cuja cidade de Badajoz ficou sufragânea.

Badajoz foi recapturada em 1228 por Afonso IX de Leão e em 29 de outubro de 1230 a diocese foi restaurada por uma bula do Papa Gregório IX. O Papa Alexandre IV, em 1255[1] , nomeou o primeiro bispo eleito depois de 250 anos.

Em 1480, Gómez Suárez de Figueroa foi o último bispo eleito pelo capítulo.

Em 3 de maio de 1664 foi criado o seminário diocesano, dedicado a santo Antônio, sendo que em 1754 foi inaugurado o novo edifício.

Em 1873, a bula papal Quo gravius do Papa Pio IX retirava a administração das ordens militares de Santiago e Alcântara e territórios vastos e agregava-os aos da diocese, que até então tinha uma pequena escala espacial.

Após a Concordata de 1955, em 1958 os limites territoriais foram alterados: a diocese adquiriu uma arquipresbiterado que pertencia à diocese de Córdoba e, em troca deu outro arquipresbiterado à diocese de Coria.

Em 28 de julho de 1994, a diocese foi elevada à categoria de Arquidiocese Metropolitana pela bula Universae Ecclesiae sustinentes do Papa João Paulo II e assumiu seu nome atual[1] .

Prelados[editar | editar código-fonte]

Bispos[editar | editar código-fonte]

Arcebispos[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d gcatholic.org (em inglês)
  2. Catholic Hierarchy (em inglês)
  3. Secondo López López, fonte cit., foi consagrado bispo em 3 de novembro de 1568 e eleito em 25 de fevereiro de 1568 e morto em 22 de setembro de 1568. Em 1658, porém, foi seu antecessor, o bispo, cuja translação em Coria certamente remonta a 1569, como também confirmado por D. De Lario, em Aulas y saberes, p. 54. Corrige-se portanto um provável erro de datação.


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