Cacequi

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Município de Cacequi
"Capital da melancia"
Bandeira desconhecida
Brasão de Cacequi
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 28 de dezembro de 1944 (69 anos)
Gentílico cacequiense
Prefeito(a) Flávio Dornelles Machado (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Cacequi
Localização de Cacequi no Rio Grande do Sul
Cacequi está localizado em: Brasil
Cacequi
Localização de Cacequi no Brasil
29° 53' 02" S 54° 49' 30" O29° 53' 02" S 54° 49' 30" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Centro Ocidental Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Santa Maria IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: São Vicente do Sul e São Pedro do Sul; Leste: Dilermando de Aguiar; Sul: São Gabriel e Rosário do Sul; Oeste: Alegrete
Distância até a capital 412 km
Características geográficas
Área 2 370,016 km² [2]
População 13 685 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 5,77 hab./km²
Altitude 103 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,747 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 157 663,638 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 466,45 IBGE/2008[5]
Página oficial

Cacequi é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. É conhecida como a capital da melancia ou terra da melancia.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 29º53'01" sul e a uma longitude 54º49'30" oeste, estando a uma altitude de 103 metros.

Possui uma área de 2360,5 km² e sua população estimada em 2011 era de 13 676 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

A região foi inicialmente povoada por tribos indígenas que habitavam aquela região, sendo deles a origem do nome do município que significa "Água do Cacique" ou "Rio do Cacequi".

Historiadores relatam que os nativos teriam sido expulsos, durante o processo de povoamento e ocupação do Rio Grande do Sul, permanecendo no entanto a denominação dada por eles ao município.

Esta ocupação ocorreu durante as disputas entre Portugal e Espanha. A Região das Missões, da qual fazia parte a área do atual município de Cacequi, pertencia aos portugueses, em troca da Colônia do Sacramento acordo efetuado durante a assinatura do Tratado de Madri, em 1750. Mais tarde, ratificado pelo Tratado de Santo Ildefonso, em 1777, onde os espanhóis ficariam com as Missões, Colônia do Sacramento e as rotas de navegação do Rio da Prata.

O Rio Grande do Sul só ganharia sua configuração atual, em 1801, com a retomada das Missões pelos portugueses. Mas, para manter a posse e domínio do território gaúcho, os portugueses recorreram à doação de terras, através das sesmarias. Estas funcionavam como reforço de estratégia política e militar de povoamento, o que já estava sendo realizado em outras partes do Estado.

Inicialmente, as terras que hoje correspondem ao Município de Cacequi pertenciam ao Município de Rio Pardo, criado em 27 de abril de 1809. Nesta época, a parte oeste do Rio Grande do Sul ainda encontrava-se em povoamento, bem como, a região do atual município de Cacequi.

O município sofreu muitas alterações em sua origem, pois originalmente esta parte do Rio Grande do Sul, ainda não estava totalmente povoado e as áreas municipais eram muito extensas. Em 4 de abril de 1848, pela Lei Provincial n°08, cria-se o município de São Gabriel e dele fazendo parte o Município de Cacequi. São Gabriel desmembrou-se do Município de Caçapava do Sul, criado pela Resolução de 25 de outubro de 1825, que correspondia ao Município de Rio Pardo.

Posteriormente, é criado o Município de São Vicente do Sul, também chamado de General Vargas, pela Lei Provincial n°1032, de 29 de abril de 1876. Dessa forma, ocorre uma transferência administrativa das terras de Cacequi para o Município de São Vicente do Sul.

Nessa época, a sede de Cacequi era a Vila Saicã, situada a margem direita do arroio Saicã pela Lei Provincial de 4 de dezembro de 1860, para onde foi transferida a sede da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário.[6]

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

O município possuí a maior ponte ferroviária da América Latina, construída em 15 de Novembro de 1907, permitindo a continuação dos trens a Uruguaiana e Santana do Livramento, está inserida em um dos mais belos cartões postais do Rio Grande do Sul, a Praia dos Dourados, de areias branquíssimas. Esta obra prima da engenharia é toda metálica, tem quase mil e quinhentos metros de comprimento e está baseada em pilares gigantescos, verdadeira epopéia para época.[7] Historiadores mencionam que a mesma teria sido tomada pela Coluna Prestes em 18 de Novembro de 1924.
  • Estação Ferroviária
Inaugurada em 1890 pela Estrada de Ferro Porto Alegre-Uruguaiana. O nome derivou do rio Cacequi, que margeia o município. Por vários anos, até 1907, a estação foi ponta de linha da ferrovia, devido a uma série de empecilhos para a construção do trecho entre ela e Alegrete. Dessa estação saíam também trens para Bagé e Marítima (Rio Grande) e para Santana do Livramento. Era, um importantíssimo centro de baldeação entre os entroncamentos que possuía. Em 1913, o núcleo de Cacequi, junto à estação ferroviária, tinha 50 casas e 200 habitantes e iluminação a querosene. Mais tarde, a estação ferroviária serviu como ponto de almoço, tendo o restaurante mais movimentado do Estado, devido ao fluxo de passageiros em trânsito. Atualmente o prédio da estação serve como museu e outros fins; os trens de passageiros pararam em 2 de Fevereiro de 1996. Porém, o movimento e o número de desvios no seu pátio o torna um dos mais importantes pátios ferroviários do Brasil.
  • Vossorocas do Macaco Branco
São imensas cavidades no solo, decorrentes da erosão e do vento, que durante milhares de anos moldou verdadeiras esculturas no solo. No interior da cratera há formação de vegetação que também se adaptou ao ecossistema. Em alguns pontos a profundidade chega a 80 metros, sendo a descida possível, mas com muito cuidado. Proporciona em grande encantamento ao público visitante, pois o contraste da cor do solo nos diversos períodos geológicos se torna bastante marcante. O local está situado na localidade de Restinga, no caminho que dá acesso a localidade de Umbu pela RS-158, via Colonos.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. [1] [ligação inativa]. Página visitada em 07/03/2010-23:34.
  7. O escritor Paulo Josue Rocha em seu Livro "Cacequi dos meus Recuerdos" - Livraria Palmarinca, 2008, afirma ter medido 1537,30 m, embora em medições oficiais mencionem 1.472 m

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rocha,Paulo Josué - Cacequi dos meus Recuerdos - Livraria Palmarinca, 2008,

Ver também[editar | editar código-fonte]


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