Ceilândia

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Região Administrativa de Ceilândia
Bandeira de Ceilândia
Bandeira
Hino
Região Administrativa IX
Fundação: 26 de março de 1971
Lei de criação: 11.921 de 25 de outubro de 1989

Sem mapa

Limites: Santo Antônio do Descoberto (GO), Águas Lindas de Goiás (GO), Brazlândia, Taguatinga e Samambaia
Distância de Brasília: 26 km
Administrador(a): Aridelson Sebastião de Almeida[1]
Área  
 - Total {{{área_total}}} km²
População  
 - Total 398.374 [2] habitantes '
IDH 0,784 médio SEPLAN/2000[3]
Site governamental www.ceilandia.df.gov.br
A Caixa d'Água de Ceilândia, um dos símbolos da região administrativa
Prática de skate na Praça dos Eucaliptos

Ceilândia é uma região administrativa do Distrito Federal brasileiro.

História[editar | editar código-fonte]

Antes da ocupação pelo homem branco, o território era habitado por índios (da tribo dos cataguá) e negros fugitivos das minas de Paracatu e de Goiás. Os primeiros registros de ocupação de origem europeia da região onde hoje se localiza a região administrativa de Ceilândia datam do século XVIII, e mostram que, como tradicionalmente ocorreu em outras regiões brasileiras, os primeiros povoamentos de origem europeia foram estimulados pela busca de metais preciosos e pela atividade agropecuária. Com a transferência da capital do Brasil do Rio de Janeiro para o atual Distrito Federal, as terras dessa região foram desapropriadas pelo Governo de Goiás, no período de 1956 a 1958, sob responsabilidade da Comissão Goiana de Cooperação para a Mudança da Capital do Brasil, tendo, por presidente, Altamiro de Moura Pacheco.

Em 1969, com apenas nove anos de fundação, Brasília já tinha 79 128 habitantes em favelas, que moravam em 14 607 barracos, para uma população de 500 mil habitantes em todo o Distrito Federal. Naquele ano, foi realizado, em Brasília, um seminário sobre problemas sociais no Distrito Federal. O favelamento foi o mais gritante. Reconhecendo a gravidade do problema e suas consequências, o governador Hélio Prates da Silveira solicitou a erradicação das favelas à Secretaria de Serviços Sociais, comandada por Otamar Lopes Cardoso. No mesmo ano, foi criado um grupo de trabalho que, mais tarde, se transformou em Comissão de Erradicação de Favelas.

Foi criada, então, a Campanha de Erradicação das Invasões, presidida pela primeira-dama, dona Vera de Almeida Silveira. Em 1971, já estavam demarcados 17 619 lotes, numa área de 20 quilômetros quadrados, que, posteriormente, foi ampliada para 231,96 quilômetros quadrados, pelo Decreto 2 842, de 10 de agosto de 1988. Os lotes ficavam ao norte de Taguatinga, nas antigas terras da Fazenda Guariroba. Os lotes eram destinados à transferência dos moradores das invasões do IAPI; das Vilas Tenório, Esperança, Bernardo Sayão e Colombo; dos morros do Querosene e do Urubu; e Curral das Éguas e Placa das Mercedes, invasões com mais de 15 mil barracos e mais de 80 mil moradores. A Novacap fez a demarcação em 97 dias, com início em 15 de outubro de 1970.

Em 27 de março de 1971, o governador Hélio Prates lançava a pedra fundamental da então cidade-satélite de Ceilândia. Às 9 horas do mesmo dia, tinha início o processo de assentamento das vinte primeiras famílias da invasão do IAPI. Ceilândia, hoje, possui cerca de 398 374 habitantes (PDAD 2010/2011), e é a região administrativa de maior população do Distrito Federal. A padroeira da cidade é Nossa Senhora da Glória, cuja festa litúrgica se dá em 15 de agosto.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O sufixo "-lândia" significa "terra", "terreno", "lugar" (de "land") em língua inglesa. Já sobre o prefixo "cei-" se refere à sigla da Campanha de Erradicação das Invasões.[4] O secretário Otomar Lopes Cardoso conferiu, à nova localidade, o nome de Ceilândia, inspirado na sigla "CEI" e na palavra de origem norte-americana "lândia" (o sufixo inglês estava na moda).[5]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A cidade foi dividida originalmente em três grandes áreas: Ceilândia Norte, Ceilândia Centro, Ceilândia Sul e Guariroba (esses três primeiros, juntamente com parte da Guariroba, formavam o setor tradicional). Ceilândia, hoje, é subdividida em diversos outros bairros, como Setor "O", Expansão, P Norte, P Sul, QNQ e QNR, que, em sua grande maioria, são densamente povoados. O controle urbano tem sido uma prioridade do governo local, embora não consiga muito sucesso, tendo em vista a expansão da cidade ser inevitável com a chegada de mais moradores.

Religião[editar | editar código-fonte]

A percentagem religiosa[6] de Ceilândia se divide da seguinte forma:

Catolicismo[editar | editar código-fonte]

A Igreja Católica Apostólica Romana está fortemente presente na cidade, com diversas igrejas, escolas e associações, procissões e festejos. Está subdividida em 17 paróquias. Contando as igrejas matrizes mais as capelas, somam-se um total de 41 igrejas.[7] A paróquia mais antiga é a Paróquia da Ressurreição, criada a 21 de março de 1971.

Das congregações religiosas que prestam assistência social e religiosa à comunidade, podemos contar 4 femininas: Filhas da Caridade, Irmãs da Consolação, Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora e as Missionárias de Santa Terezinha; e 4 masculinas: Capuchinhos, Congregação do Espírito Santo, Franciscanos Conventuais e Salesianos.[8]

Demais religiões[editar | editar código-fonte]

Mesmo sendo majoritária na região o catolicismo romano enfrenta uma crescente queda dentro do seu número de fiéis, sendo as igrejas protestantes de cunho pentecostal e neo-pentecostal os que abrigam a maior parte dos recém convertos. Um fato curioso é que o rito ortodoxo sírio está em ascensão dentro da comunidade da cidade, sendo que a cidade possui 2 capelas ortodoxas, Nossa Senhora da Rosa Mística (QNN 26) e Nossa Senhora da Glória (QNO 16) subsidiadas a igreja de São Jorge e Santo Expedito em Taguatinga, filiada a Igreja Católica Ortodoxa Síria pertencente ao Patriarcado de Antioquia. [9]

Economia[editar | editar código-fonte]

Com uma população de cerca de 400 mil habitantes, Ceilândia é considerada a região administrativa com maior influência nordestina no Distrito Federal[10] . Tem uma economia forte, baseada principalmente no comércio e na indústria, e é considerada também um celeiro cultural e esportivo, por conta de sua riquíssima diversidade artística e pelos atletas da cidade que despontam no cenário nacional e mundial.

O Setor de Indústrias de Ceilândia é um dos principais do Distrito Federal. As maiores fábricas são de pré-moldados, alimentos e móveis. E, de acordo com a Associação Empresarial de Ceilândia, ainda há espaço para crescer. Ceilândia é a região administrativa com o maior número de comerciários do Distrito Federal (100 mil), possui uma população economicamente ativa de 160 mil pessoas e pode-se verificar também uma grande quantidade de feiras na região, como a Feira Central - a principal, exemplo de um empreendimento informal, pelo qual a cidade também pode se fortalecer.

Acesso e transportes[editar | editar código-fonte]

As chamadas "Estradas Parques" fazem a ligação rodoviária entre Ceilândia e Brasília. São três as vias de acesso: DF-085 (Estrada Parque Taguatinga (EPTG), ou "Linha Verde"), DF-095 (Estrada Parque Ceilândia (EPCL), ou "Via Estrutural") e DF-075 (Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB). A rodovia federal BR-070, que margeia o setor norte da cidade, dá acesso aos municípios goianos de Águas Lindas de Goiás e Pirenópolis.

Ceilândia é servida por algumas estações do Metrô de Brasília: Ceilândia Sul, Guariroba, Ceilândia Centro, Ceilândia Norte e Ceilândia. Outras duas encontram-se em construção. Há vários terminais de ônibus urbanos, de onde partem ônibus para várias regiões do Distrito Federal.

A Avenida Hélio Prates é uma das suas principais avenidas, concentrando boa parte do comércio da cidade.[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Apresentação Ceilândia – RA IX Portal do Cidadão - Ceilândia. Visitado em 07 de julho de 2012.
  2. Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios - 2010/2011 (PDF) Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) (fevereiro de 2011). Visitado em 30 de abril de 2011.
  3. Ranking decrescente do IDH-M das Regiões Administrativas do Distrito Federal Secretaria de Planejamento e Orçamento do Governo do Distrito Federal (SEPLAN/DF) (2000). Visitado em 22 de julho de 2012.
  4. Locatelli, Piero (12/07/2013). “A Cidade é uma só?” escancara desigualdade de Brasília carta Capital. Visitado em 15/08/2013.
  5. História - Ceilândia Administração Regional de Ceilândia. Visitado em 29/05/2012.
  6. Gospel Prime - http://noticias.gospelprime.com.br/ha-uma-igreja-evangelica-para-cada-93-protestantes-na-cidade-estrutural-em-brasilia/
  7. Mitra Arquidiocesana - http://www.arquidiocesedebrasilia.org.br/secao.php?p=paroquias
  8. Arquidiocese de Brasília - Congregações femininas e masculinas
  9. http://igrejasiria.webnode.com.br/products/paroquia%20s%c3%a3o%20jorge%20e%20santo%20expedito/
  10. MOURA, A. Ceilândia.com. Disponível em http://www.ceilandia.com/?page_id=1848. Acesso em 30 de dezembro de 2012.
  11. Ceilândia 42 anos: Desenvolvimento, charme e orgulho Gazeta de Taguatinga (27/03/2013). Visitado em 09/07/2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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