Cipião Emiliano Africano

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Públio Cornélio Cipião Emiliano Africano, dito o Jovem (em latim Publius Cornelius Scipio Aemilianus Africanus, 185 a.C.129 a.C.) foi um general e político romano que lutou na Terceira Guerra Púnica contra Cartago, concluindo-a vitoriosamente e destruindo Cartago após três anos de assédio, e da mesma forma concluiu as guerras contra os Celtiberos após conquistar a cidade de Numância, em 133 a.C.. Era neto, por adoção, de Cipião Africano.

Família[editar | editar código-fonte]

Filho menor do primeiro matrimônio de Lúcio Emílio Paulo Macedônico, conquistador de Macedônia. Depois foi adotado por Públio Cornélio Cipião, o filho maior de Públio Cornélio Cipião o Africano, vencedor de Cartago, de quem tomou o nome. Seu irmão maior Quinto Fábio Máximo Emiliano foi pela sua vez adotado por Quinto Fábio Máximo. Após conquistar Numância, recebeu o apelido de Numantino.

Ele foi casado com Sempronia, filha de Cornélia Africana e irmã dos Gracos, porém Sempronia não era amada nem amava seu marido, pois era deformada e sem filhos.[1]

Juventude[editar | editar código-fonte]

Desde novo, debate-se entre o tradicionalismo romano e a influência helenística. Pronto converte-se na cabeça do clã dos Cipiões, que integra a políticos, como Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino e Quinto Fábio Máximo Emiliano; filósofos, como Panécio de Rodas; escritores, como Lucílio e Terêncio; e historiadores como Políbio. Casado com Semprônia, a sua prima, e irmã dos Gracos, opôs-se, porém, à política destes, embora não simpatizava com o extremista partido conservador.

Cartago[editar | editar código-fonte]

Em 150 a.C. começou a Terceira Guerra Púnica. Em 149 a.C. ocorria o desembarque em Útica e o assédio de Cartago, que teve de se interromper ao ano seguinte por razões logísticas. Cipião Emiliano agiu como tribuno militar, destacando-se pela sua inteligência e capacidade militar, em contraste com a incompetência dos seus superiores. Isto fez com que o povo romano cunhara a crença de que somente um descente de Públio Cornélio Cipião o Africano (vencedor de Aníbal na Batalha de Zama) podia vencer em Cartago, numa guerra que se estava a fazer longa demais para os habitantes da cidade do Tibre. Assim, o dia que ia se apresentar para o edilato, foi eleito cônsul, embora não cumprisse os requisitos requeridos pela legalidade vigente. Que as leis durmam por esta noite proclamaram os romanos, e Cipião Emiliano foi eleito cônsul. Reiniciou o bloqueio e empreendeu ações complementares no interior do país. Em 146 a.C. ocorreu o assalto final, o incêndio e destruição da cidade. Segundo Políbio, derramou lágrimas sobre as ruínas, citando um verso da Ilíada: Chegará também um dia em que perecerá Troia, a santa. Logo explicou que esta frase que hoje se aplica a Cartago, algum dia poderia ser aplicada à sua pátria, Roma.

Numância[editar | editar código-fonte]

Em 134 a.C. foi reelegido cônsul, embora fosse proibido pelas leis romanas, com o mandato expresso de acabar com a resistência numantina, que se levava prolongado por décadas. Desde 143 a.C., sucediam-se as expedições de generais romanos, que sempre terminavam em insucesso. Volveu a empregar a estratégia do bloqueio total. A fome e as epidemias terminaram com a resistência de Numância. A maioria dos numantinos mataram os seus familiares e logo suicidaram-se. Os poucos sobreviventes foram vendidos como escravos, e a cidade arrasada.

Luta política[editar | editar código-fonte]

Eleito censor em 142 a.C., os interesses políticos enfrontaram-no não somente com as famílias senatoriais conservadoras, mas também com as reformas agrárias de Tibério Semprônio Graco. Durante os distúrbios em que faleceu Tibério Graco, Cipião está na Hispânia, mas à sua volta justificou o assassinato. Também se declarou inimigo de Caio Semprônio Graco, cuja lei de reforma agrária visou a modificar, no sentido de não prevalecer sobre o foedus de cada cidade. No dia antes de apresentar a sua proposta, apareceu morto no seu leito, pelo qual se especulou com o suicídio ou o assassinato, embora não chegasse a ser investigada oficialmente a sua morte.

Referências

  1. Apiano, As Guerras Civis, Livro I, 3.20

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Historia universal siglo XXI. La formación del imperio romano ISBN 84-323-0168-X
  • Akal Historia del mundo antiguo. Roma. El dualismo patricio-plebeyo

Ver também[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Espúrio Postúmio Albino Magno e Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino
Cônsul da República Romana
com Caio Lívio Druso

147 a.C.
Sucedido por
Cneu Cornélio Lêntulo e Lúcio Múmio Acaico
Precedido por
Sérvio Fúlvio Flaco e Quinto Calpúrnio Pisão
Cônsul da República Romana
com Caio Fúlvio Flaco

134 a.C.
Sucedido por
Públio Múcio Cévola e Lúcio Calpúrnio Pisão Frugi
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