Eduardo, o Velho

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Eduardo, o Velho
Rei de Wessex
Reinado 26 de outubro de 899
a 17 de julho de 924
Coroação 8 de junho de 900
Predecessor Alfredo
Sucessor Athelstane
Cônjuge Ecgwynn,
Ælfflæd,
Eadgifu de Kent
Descendência
Athelstane,
Filha, esposa de Sitric Cáech
Eadgifu
Ethelweard?
Edite de Wessex
Eadhild
Ælfgifu of Wessex
Eadflæd of Wessex
Eadhild of Wessex
Edwin de Wessex
Edmundo I de Inglaterra
Edred de Inglaterra
Eadburh de Winchester
Casa Real Casa de Wessex
Pai Alfredo de Inglaterra
Mãe Ealhswith
Nascimento c.874-77
Wantage, Wessex
Morte 17 de julho de 924
Farndon, Cheshire
Enterro New Minster, Winchester, posteriormente traduzido Abadia de Hyde

Eduardo, o Velho (em inglês antigo: Ēadweard se Ieldra; 874/87717 de julho de 924) foi o segundo dos filhos homens (6 no total) de Alfredo, o Grande, rei de Wessex e de sua esposa Ethelswitha. Converteu-se no rei de Wessex após a morte de seu pai em 899.

O retrato da ilustração é imaginário e foi realizado junto com o de outros monarcas anglo-saxões por um artista desconhecido no século XVIII. O epônimo de Eduardo, "o Velho" foi usado pela primera vez no século X no escrito Life of St Æthelwold (Vida de Æthelwold) de Wulfstan, para distinguí-lo do rei posterior, Eduardo, o Mártir.

Sucessão e início do reinado[editar | editar código-fonte]

A sucessão de Eduardo ao trono de seu pai não estava assegurada, já que quando Alfredo morreu, seu primo Aethelwold, o filho do rei Aethelred I, reclamou seu direito ao trono. Tomou Wimborne, em Dorset, onde havia sido enterrado seu pai, e a igreja cristã em Hampshire, hoje Dorset. Eduardo marchou a Badbury e ofereceu combate, mas Aethelwold se recusou a deixar Wimborne. Quando viu que Eduardo estava pronto para atacar Wimborne, Aethelwold fugiu pela noite e uniu-se aos danos em Nortúmbria, onde foi proclamado rei, ao passo que Eduardo foi coroado em Kingston upon Thames em 8 de junho de 900 (ver [1]). No ano seguinte, tomou o título de "Rei dos Anglos e Saxões", distinguindo-se de seus predecessores que haviam sido reis de Wessex.

Em 901, Aethelwold chegou a Essex com uma frota e expulsou os danos que então habitavam aquela região. No seguinte ano, atacou Cricklade e Braydon. Eduardo chegou com um exército e ambos os lados encontraram-se na batalha de Holme. Aethelwold e o rei dano Eohric de Ânglia Oriental foram mortos na batalha.

As relações com o norte foram problemáticas para Eduardo por vários anos mais. A Crônica Anglo-Saxã menciona que ele fez as pazes com os danos da Ânglia Oriental e de Nortúmbria "por necessidade". Também existe uma menção da reconquista de Chester em 907, o que pode indicar que a cidade foi tomada em uma batalha. [2]

Em 909, Eduardo enviou um exército para arrasar a Nortúmbria. No ano seguinte, os danos da Nortúmbria tentaram atacar a Mércia, mas encontraram um exército combinado de mercianos e saxões ocidentais na batalha de Tettenhall, onde foram destruídos. Desde então, não voltaram a incursionar ao sul do estuário Humber.

Então Eduardo começou a construção de várias fortalezas em Hertford, Witham e Bridgnorth. Diz-se que também havia construído uma em Scergeat, mas esta localização ainda não foi identificada. Esta série de fortalezas manteve os danos à distância. Também foram construídas outras fortalezas em Tamworth, Stafford, Eddisbury e Warwick.

Logros[editar | editar código-fonte]

Pode-se afirmar que Eduardo superou os logros militares de seu pai, regressando o Danelaw ao domínio saxão e reinando sobre Mércia a partir de 918 depois da morte de sua irmã Ethelfleda de Wessex (Æðelflǣd). No ano de 918, todos os danos do sul haviam se submetido a Eduardo. Sua sobrinha Elfwynn, filha de Ethelfleda, foi nomeada sucessora de sua mãe, mas Eduardo a depôs, terminando assim com a independência de Mércia. Já havía anexado as cidades de Londres e Oxford e as terras circundantes a Oxfordshire e Middlesex.

Uma série de invasões escandinavas pelo norte, forçaram a Eduardo a entrar em várias batalhas entre o final de 918 e final de 920. Nesee momento, os escandinavos, os escoceses e os galos o chamavam "pai e senhor". [3] Este reconhecimento de senhorio de Eduardo na Escócia levou a que seus sucessores reclamassem soberania sobre esse reino.

Eduardo reorganizou a igreja em Wessex, criando novos bispados em Ramsbury e Sonning, Wells e Crediton. Apesar disto, há pouca evidência de que Eduardo fosse particularmente religioso. De imediato, o Papa lhe enviou uma reprimenda para que pusesse maior atenção a suas responsabilidades religiosas. [4]

Falecimento[editar | editar código-fonte]

Morreu liderando um exército contra a rebelião cambro-merciana, em 17 de julho de 924 em Farndon, Cheshire. Seus restos foram sepultados na igreja nova de Winchester, Hampshire, que ele mesmo havia estabelecido em 901. Depois da conquista normanda, a igreja foi substituída pela abadia de Hyde, ao norte da cidade, e o corpo do rei Eduardo foi transferido para lá.

Seu último lugar de descanso está marcado por um bloco de pedra com uma cruz inscrita, fora da abadia, em um parque público.

Matrimônio e descendência[editar | editar código-fonte]

Eduardo, o Velho

O rei Eduardo teve catorze filhos de seus três matrimônios e pode ser que tenha tido filhos ilegítimos também.

Em 893 casou-se com Egwina, mulher de baixa condição social, com a qual teve 3 filhos:

Como o status de Egwina, sua primera esposa, era baixo, pouco depois da ascensão de Eduardo ao trono, eles se separaram e seus filhos foram declarados ilegítimos.

Assim, para reconciliar-se com o ramo de Etelredo I, Eduardo casou-se em 901 com Elfleda, sobrinha de Ethelwaldo e neta do rei Etelredo I. Deste matrimônio nasceram 10 filhos:

Viúvo em 920, Eduardo casa-se pela terceira vez -ainda que pela segunda legalmente com Edgiva de Kent, filha de Sigelhelm, cavalheiro de Kent, de aproximadamente 15 anos de idade, nascendo deste matrimônio 4 filhos:

Fontes[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Alfredo
Rei de Inglaterra
899 - 924
Sucedido por
Ethelweard
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