Fabíola da Bélgica

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Fabíola
Rainha consorte da Bélgica
Queen Fabiola of Belgium.jpg
Fabíola em 2007.
Governo
Consorte Balduíno I
Casa Real Saxe-Coburgo-Gota
Vida
Nome completo Fabiola Fernanda María de las Victorias Antonia Adelaida de Mora y Aragón
Nascimento 11 de Junho de 1928 (85 anos)
Madrid,  Espanha
Filhos Nenhum
Pai Gonzalo Mora Fernández Riera del Olmo
Mãe Blanca de Aragon y Carrillo de Albornoz Barroeta-Aldamar y Elío
Monograma.

Fabíola da Bélgica GCC (Madrid, 11 de junho de 1928) é a rainha consorte e viúva de Balduíno I da Bélgica, que reinou de 1951 até 1993, mesmo ano de sua morte.

Com a morte de seu marido, o seu título mudou de rainha dos Belgas para rainha da Bélgica, mas o tratamento de Sua Majestade permaneceu.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em uma família nobre espanhola, Fabíola é a terceira filha de dom Gonzalo de Mora y Fernández (1887—1957), marquês de Casa Riera e 2.° conde de Mora, e de sua esposa, dona Blanca de Aragón y Carrillo de Albornoz. Entre seus irmãos está o ator Jaime de Mora y Aragón (1925-1995). Sua madrinha foi Vitória Eugénia de Battenberg, rainha consorte da Espanha.

Antes de seu casamento, Fabíola publicou doze contos de fadas, Los doce Cuentos maravillosos, dos quais um, Los nenúfares indios, conseguiria seu próprio pavilhão no parque temático de Efteling, nos Países Baixos, em 1966.

Em 15 de dezembro de 1960, dona Fabíola casou-se com Balduíno I, que vinha sendo o rei dos Belgas desde a abdicação de seu pai em 1951. Na cerimônia de casamento na Igreja de Laeken, ela usou uma tiara Art Deco que fora um presente do Estado belga para a mãe do noivo, a princesa Astrid da Suécia. Seu vestido de cetim e martas foi criado pelo estilista Cristóbal Balenciaga.

A revista Time, em sua edição de 26 de setembro de 1960, chamou dona Fabíola, que trabalhava como enfermeira de hospital ao casar-se, de "Garota Cinderella" e a descreveu como "uma mulher jovem e atrativa, ainda que sem beleza" e "do tipo de garota que não seguraria um homem". Na ocasião do casamento, os padeiros espanhóis enviaram honras à nova rainha e criaram um pão em sua homenagem, "o fabíola", consumido até hoje em algumas cidades espanholas.

O casal real não teve filhos, já que as cinco gravidezes da rainha terminaram em abortos espontâneos. Há rumores, entretanto, de que ela tenha dado à luz uma criança natimorta nos anos 60. Em 2008, ela falou abertamente sobre tais abortos.

A 24 de Agosto de 1982 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.[1]

Balduíno I morreu em 1993 e foi sucedido por seu irmão mais novo, o príncipe de Liège, que se tornou Alberto II. A rainha Fabíola se mudou do Castelo Real para o mais modesto Castelo de Stuyvenbergh, reduzindo o número de suas aparições públicas para não ofuscar sua cunhada, a rainha Paola.

Admirada por sua devoção à Igreja Católica e a causas sociais, particularmente aquelas relacionadas com distúrbios mentais e doenças de crianças e mulheres do Terceiro Mundo, a rainha Fabíola recebeu, em 2001, a Medalha Ceres, em reconhecimento por seu trabalho na ajuda a mulheres da zona rural de países em desenvolvimento. A medalha foi dada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Fabíola é também a presidente de honra da Fundação Rei Balduíno.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Família real belga
Casa de Saxe-Coburgo-Gota
Great Coat of Arms of Belgium.svg

SM o Rei
SM a Rainha


SM o rei Alberto II
SM a rainha Paola


  • SM a rainha Fabíola
  • SAR a princesa Léa
  • SAR a princesa Maria Cristina
  • SAR a princesa Maria Esmeralda

Títulos[editar | editar código-fonte]

Referências