Forças Armadas do Afeganistão

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Forças Armadas do Afeganistão
د افغانستان پوځ
2011 Afghan Independence Day.jpg
Hamid Karzai e altos oficiais do exército durante comemorações do dia da independência, 2011.
País  Afeganistão
Fundação 1709
Forma atual 2002
Forças armadas Exército Afegão
Força Aérea Afegã
Sedes Cabul
Lideranças
Presidente do Afeganistão Hamid Karzai (Comandante em chefe)
Ministro da Defesa Bismillah Khan Mohammadi
Pessoal ativo ~ 200 000 (2012)[1]
Despesas
Orçamento USD $11,6 bilhões (a maioria vindo de empréstimos)[2]
Percentual do PIB 1,9%
Indústria
Fornecedores estrangeiros Atual:
 Estados Unidos
Histórico:
 União Soviética
 Reino Unido
Artigos relacionados
história Guerra Civil do Afeganistão
Militares afegãos com seus uniformes cerimoniais.

As Forças Armadas Afegãs são as forças militares da República Islâmica do Afeganistão. É consistido de um exército e uma força aérea. Como o país não tem costa marítima, não há necessidade de uma marinha. O presidente da nação é também o comandante em chefe das forças armadas, junto com o ministro da defesa, que atualmente é o general Bismillah Khan Mohammadi. O quartel-general fica em Cabul, a capital. Atualmente, há cerca de 200 000 militares em serviço[3] [4]

Sua fundação é datada no ano de 1709 durante a Dinastia Hotaki, que fora estabelecida em Kandahar seguido pelo Império Durrani. Os afegãos lutaram contra a Dinastia Safávida e o Império Maratha durante os séculos 18 e 19. As forças armadas do país foram reorganizadas durante o Raj britânico em 1880, quando a nação era governado pelo Emir Abdur Rahman Khan. Passou então por uma grande modernização durante o regime de Amanullah Khan, no começo do século 20 e expandido ainda mais durante os quarenta anos do reinado de Zahir Shah. Entre 1978 e 1992, o regime comunista afegão, apoiado pela União Soviética, lutou contra a insurgência mujahidin, apoiada pelo Ocidente. Com a queda do governo socialista em 1992 e o fim do apoio militar soviético, as forças armadas se dissolveram em pequenas facções controladas por líderes tribais e milícias islâmicas que tomaram o poder. Durante boa parte da década de 1990 e começo dos anos 2000, o regime Taliban estabeleceu a sharia (lei islâmica) como a constituição do país e a luta interna entre as diferentes facções de mujahidins continuou por anos.[5]

Após a invasão do país por forças da OTAN, encabeçadas pelos Estados Unidos, os extremistas do Taliban acabaram por deixar o poder no final de 2001. Sob a liderança das potências ocidentais, as forças armadas afegãs foram reconstruídas, recebendo vasto suporte das forças armadas americanas. Apesar dos problemas iniciais de treinamento e recrutamento, o novo exército afegão acabou lutando de forma eficiente contra a insurgência talibã, com o passar dos anos. Em 2011, a responsabilidade pela segurança do país começou a ser transferida, das força de ocupação internacional para o governo do Afeganistão. O então presidente americano, Barack Obama, afirmou em 2009 que, somando polícia e exército, as forças de segurança afegãs contavam com 400 000 combatentes.[6] Também foi anunciado um investimento de US$1,3 bilhões de dólares em infraestrutura e instalações militares novas para as forças armadas afegãs.[7] Ao mesmo tempo, um vasto programa de modernização foi colocado em prática para fortalecer o exército afegão.[8]

Referências

  1. Blenkin, Max. "Afghan National Army a work in progress", The Australian, 28 de junho de 2012. Página visitada em 15 de julho de 2012.
  2. Afghan National Security Forces Order of Battle. Página acessada em 1 de abril de 2014.
  3. "Obama 'mulls Afghan army boost'", BBC News. Página visitada em 11 de fevereiro de 2011.
  4. "Afghan army and police forces must grow much larger". Página acessada em 1 de abril de 2014.
  5. Mujahideen -- Afghan mujahideen won the Afghan. Terrorism.about.com. Página visitada em 1 de abril de 2014.
  6. Morgan, David. "US eyes possible goal increase for the Afghan army", Reuters, 10 de julho de 2009.
  7. Pincus, Walter. "Military Seeks $1.3 Billion for Construction Projects in Afghanistan", The Washington Post. Página visitada em 12 de maio de 2010.
  8. "Afghanistan makes pitch for heavier weapons". Página acessada em 1 de abril de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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