Gacrux

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γ Crucis
Dados observacionais (J2000.0)
Constelação Crux
Asc. reta 12h 31m 10,0s[1]
Declinação -57° 06′ 47,6″[1]
Magnitude aparente 1,63[2]
Características
Tipo espectral M3.5III[3]
Cor (U-B) +1,77[2]
Cor (B-V) +1,59[2]
Variabilidade Semirregular[3]
Astrometria
Velocidade radial +20,6 km/s[4]
Mov. próprio (AR) 28,23 mas/a[1]
Mov. próprio (DEC) -265,08 mas/a[1]
Paralaxe 36,83 ± 0,18 mas[1]
Distância 88,6 ± 0,4 anos-luz
27,2 ± 0,1 pc
Magnitude absoluta –0,52[5]
Detalhes
Massa 1,3 ± 0,1[6] M
Raio 84[7] R
Luminosidade 1 500[8] L
Temperatura 3 626[9] K
Outras denominações
Gacrux, Gamma Crucis, CD-56°4504, GJ 470, HD 108903, HIP 61084, HR 4763, LTT 4752, SAO 240019.[1]
Gacrux
Crux constellation map.svg

Gamma Crucis (γ Cru, γ Crucis), também conhecida como Gacrux e Rubídea, é a terceira estrela mais brilhante da constelação de Crux,[8] com uma magnitude aparente de 1,63.[2] É a gigante vermelha mais próxima da Terra,[7] estando a uma distância de aproximadamente 88,6 anos-luz (27,2 parsecs).

Propriedades físicas[editar | editar código-fonte]

O tipo espectral de Gacrux é M3.5III.[3] A estrela já passou pela sequência principal e se tornou uma gigante vermelha, mas está provavelmente no ramo de gigante vermelha ao invés do ramo gigante assimptótico.[7] Embora seja apenas 30% mais massiva que o Sol,[6] a esse estágio a estrela se expandiu para 84 vezes o raio solar.[7] Está irradiando 1 500 vezes a luminosidade do Sol[8] a uma temperatura efetiva de 3 626 K.[9] É uma estrela variável semirregular com múltiplos períodos.[3]

A atmosfera de Gacrux é rica em bário, o que geralmente é explicado pela transferência de material de uma estrela companheira mais evoluída. Normalmente essa companheira vai subsequentemente se tornar uma anã branca.[10] Entretanto, nenhuma estrela companheira foi detectada. Uma estrela de classe A e magnitude 6,4 está situada a dois minutos de arco da estrela principal, mas está quatro vezes mais distante e portanto é apenas uma companheira óptica.[8]

Na bandeira do Brasil Gacrux representa o estado da Bahia.

Na cultura[editar | editar código-fonte]

Como Gamma Crucis está a uma declinação de aproximadamente −60°, não possui um nome tradicional. No entanto, ela era conhecida pelos gregos e romanos antigos, quando era visível a norte da latitude 40° devido à precessão dos equinócios. O astrônomo Ptolomeu a listou como parte da constelação de Centaurus.[11]

Em chinês, 十字架 (Shí Zì Jià), significando Cruz, refere-se a um asterismo consistindo de γ Crucis, α Crucis, β Crucis e δ Crucis.[12] γ Crucis em si é conhecida como 十字架一 (Shí Zì Jià yī, a Primeira Estrela da Cruz)[13] .

γ Cru é representada nas bandeiras da Austrália, Nova Zelândia e Papua-Nova Guiné como uma das cinco estrelas que compõem o Cruzeiro do Sul. Na bandeira do Brasil, ela representa o estado da Bahia.[14]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f SIMBAD query result - gam Cru. SIMBAD. Página visitada em 5 de julho de 2012.
  2. a b c d (1966) "UBVRIJKL photometry of the bright stars". Communications of the Lunar and Planetary Laboratory 4 (99). Bibcode1966CoLPL...4...99J.
  3. a b c d Tabur, V. et al. (dezembro de 2009), "Long-term photometry and periods for 261 nearby pulsating M giants", Monthly Notices of the Royal Astronomical Society 400 (4): 1945–1961, doi:10.1111/j.1365-2966.2009.15588.x, Bibcode2009MNRAS.400.1945T 
  4. Wielen, R. et al. (1999), Sixth Catalogue of Fundamental Stars (FK6). Part I. Basic fundamental stars with direct solutions, Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg, Bibcode1999VeARI..35....1W 
  5. Elgarøy, Øystein; Engvold, Oddbjørn; Lund, Niels (março de 1999), "The Wilson-Bappu effect of the MgII K line - dependence on stellar temperature, activity and metallicity", Astronomy and Astrophysics 343: 222–228, Bibcode1999A&A...343..222E 
  6. a b Murdoch, Kaylene; Clark, M.; Hearnshaw, J. B. (janeiro de 1992), "The radial-velocity variability of Gamma Crucis", Monthly Notices of the Royal Astronomical Society 254: 27–29, Bibcode1992MNRAS.254...27M 
  7. a b c d Jacob, A. P. (maio de 2004), "Multiwavelength diameters of nearby Miras and semiregular variables", Monthly Notices of the Royal Astronomical Society 350 (1): 365–374, doi:10.1111/j.1365-2966.2004.07651.x, Bibcode2004MNRAS.350..365I 
  8. a b c d Kaler, James B., "GACRUX (Gamma Crucis)", Stars (University of Illinois), http://stars.astro.illinois.edu/sow/gacrux.html, visitado em 5 de julho de 2012 
  9. a b Cohen, Martin et al. (novembro de 1996), "Spectral Irradiance Calibration in the Infrared. VII.New Composite Spectra, Comparison with Model Atmospheres, and Far-Infrared Extrapolations", Astronomical Journal 112: 2274, doi:10.1086/118180, Bibcode1996AJ....112.2274C 
  10. Torra, J. (março de 1997), "Absolute magnitudes and kinematics of barium stars", Astronomy and Astrophysics 319: 881–885, Bibcode1997A&A...319..881G 
  11. Richard Hinckley Allen, "Star Names: Their Lore and Meaning", Dover Press, 1963.
  12. (chinês) 中國星座神話, escrito por 陳久金. Publicado por 台灣書房出版有限公司, 2005, ISBN 978-986-7332-25-7.
  13. (chinês) 香港太空館 - 研究資源 - 亮星中英對照表, Hong Kong Space Museum. Acessado em 23 de novembro de 2010.
  14. Astronomy of the Brazilian Flag. FOTW Flags Of The World website.
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