Irene Lisboa

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Irene do Céu Vieira Lisboa (Casal da Murzinheira, Arruda dos Vinhos, 25 de dezembro de 1892Lisboa, 25 de novembro de 1958), foi uma escritora, professora e pedagoga portuguesa.

Biografia Da Ireneeee LISBOAAS[editar | editar código-fonte]

Irene do Céu Vieira Lisboa nasceu Quinta da Murzinheira, freguesia de Arranhó, concelho de Arruda dos Vinhos no dia 25 de Dezembro de 1892. Foi escritora, professora e pedagoga portuguesa. Formou-se pela Escola Normal Primária de Lisboa[1] , depois continuou os estudos na Suíça, França e Bélgica onde se especializou em Ciências de Educação, o que a habilitou a escrever várias obras sobre assuntos pedagógicos. Durante a estadia em Genebra, mercê de uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, teve a oportunidade de conhecer Jean Piaget e Édouard Claparède, com quem estudou no Instituto Jean-Jacques Rousseau.

Começou a vida profissional como professora da educação infantil. Em 1932 recebeu o cargo de Inspectora Orientadora do ensino primário e infantil. Como destaca Rogério Fernandes: «o programa de tal departamento desenhado por Irene Lisboa, reformulava de alto a baixo as funções de um órgão estatal até aí consagrado exclusivamente ao controlo ideológico, administrativo e disciplinar dos docentes.»[2] Eis a razão porque Irene Lisboa foi afastada do cargo, primeiro para funções burocráticas – foi nomeada para o Instituto de Alta Cultura – e depois, em 1940, definitivamente afastada do Ministério da Educação e de todos os cargos oficiais, por recusar um lugar em Braga. Na verdade, foi uma forma de exílio para uma pedagoga incómoda pelas suas ideias avançadas.

Irene Lisboa dedicou-se por completo à produção literária e às publicações pedagógicas, depois de se reformar aos 48 anos. No entanto não foi livre na expressão dos seus pensamentos. «Restavam-lhe a imprensa, o livro, a conferência. Grande parte das suas intervenções tem, precisamente, esses suportes, mas convém não esquecer que o controlo censório exercido pela ditadura salazarista sobre a expressão pública do pensamento não lhe permitiu certamente a transmissão das suas opiniões com toda a claridade.»[3]

Faleceu a 25 de Novembro de 1958, a um mês de cumprir 66 anos de idade. Os restos mortais da escritora foram em 13 de Janeiro de 2013 trasladados do cemitério da Ajuda, em Lisboa, para o cemitério de Arruda dos Vinhos[4] .

A escrita dominou toda a sua vida. A obra literária que produziu foi elogiada por alguns dos seus pares como José Rodrigues Miguéis, José Gomes Ferreira e João Gaspar Simões, embora nunca tenha tido grande aceitação por parte do público.

Em homenagem à pedagoga Irene Lisboa a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) fundou, em 12 de Janeiro de 1988, o Instituto Irene Lisboa.

Caracterização da obra[editar | editar código-fonte]

A produção literária de Irene do Céu Vieira Lisboa reparte-se pela poesia, pelo conto, pela crónica e pela novela. Apesar da variedade das formas toda a sua obra se caracteriza por ter um núcleo intimista e autobiográfico que a unifica.

Irene Lisboa estreia-se no palco literário português em 1926 com Treze Contarelos, um livro de contos destinado às crianças. Como diz Violante Magalhães no artigo "Irene Lisboa e a literatura para crianças" a obra, tal como os outros escritos da autora para os mais pequenos, caracteriza-se por um estilo de oralidade e discurso directo. Ao longo do livro Irene Lisboa usa a frase curta, mas bem estruturada. Tudo com o propósito de cumprir as ideias pedagógicas desenvolvidas nos seus trabalhos teóricos que publicava sob o nome de Manuel Soares.

Entretanto, continua a colaboração com jornais e revistas da época, dos quais se destacam Seara Nova, Presença e O Diabo. Em 1936, sob o pseudónimo de João Falco, publica o segundo livro, desta vez de poesia, intitulado Um dia e outro dia… – Diário de uma Mulher. No ano seguinte, sob o mesmo pseudónimo, surge Outono havias de vir, outra obra de poesia.

Como destaca Paula Morão[5] os poemas de Irene Lisboa, isentos de rimas e de ritmo regular, são muitas das vezes intercalados por frases mais longas nas quais não se mantém a aparência gráfica dos versos. Como diz a própria Irene Lisboa: "Ao que vos parecer verso chamai verso e ao resto chamai prosa."[6] Esta ruptura com os cânones da lírica tradicional insere-se na polémica sobre a afirmação do verso livre em Portugal. José Correia do Souto[7] escreve que a poesia de Irene Lisboa toca os temas concretos, quotidianos, mas sempre com um olhar "de quem vê nascer o Mundo em cada humilde manifestação de vida". É uma escrita confessional que valoriza as pequenas coisas da gente do povo e implicitamente critica valores burgueses.

Ainda sob o nome de João Falco aparece em 1939 o livro titulado Solidão – Notas do punho de uma mulher, que, pela inserção das datações genéricas e pelo carácter introspectivo, se aproxima do género diarístico. A mesma temática intimista, o estilo e a característica fragmentação de Solidão – Notas do punho de uma mulher têm continuação em Apontamentos e em Solidão – II. Publicados respectivamente em 1943 e em 1966 são livros de cunho autobiográfico em que uma voz feminina fala de si e do seu íntimo. Predomina o tema de solidão e da queixa pela ausência do amor, o que não impede a autora um olhar vasto do mundo.

As novelas Começa uma vida (1940) e Voltar atrás para quê? (1956) também se situam na vertente autobiográfica da escritora. As duas relatam a vida de uma rapariga desde a sua infância até aos dezoito anos. Contam os acontecimentos que a tornaram solitária, agressiva e muito atenta ao mundo que a rodeava. Como diz Paula Morão:

"separada da mãe cerca dos três anos, vive com o pai e uma madrinha na quinta desta, estigmatizada por uma bastardia que o crescimento vem agudizar, não só pelas suas sequelas no imaginário da protagonista, mas pelas consequências práticas sobre a sua vida, vendo-se desprovida de bens materiais e sobretudo simbólicos (nunca reconhecida pelo pai e espoliada dos seus direitos por acção de gente ambiciosa e sem escrúpulos). Sendo uma história pessoal, um "caso", ela é também exemplar de um certo tempo português do começo do século XX, caracterizado pela decadência dos terratenentes e da burguesia promovida pelo dinheiro à custa do sacrifício dos mais fracos."[1]

Outra vertente da prosa de ficção de Irene Lisboa centra-se nas curtas formas de narrativa, que a própria escritora denomina como "crónica" ou "reportagem". Esta Cidade!, O pouco e o muito – Crónica urbana, Título qualquer serve para novelas e noveletas, Crónicas da Serra são algumas destas curtas obras que retratam tanto o mundo urbano lisboeta como o rural e o serrano. Nelas Irene Lisboa toma como motivo central os pequenos dramas quotidianos do povo, sobretudo das mulheres que frequentemente aparecem como personagens passivas e sofredoras. As histórias são cheias de melancolia e comoção da autora. Assim escreve Massaud Moisses sobre estas obras de Irene Lisboa:

"Certa melancolia, fruto possível dum solipsismo de raiz e de hábito, envolve os quadros dramáticos, dando-lhes o carácter de vistos através de lágrimas ou dum véu de comoção que a narradora não esconde nem atenua. Resulta disso uma escritora humaníssima, aderida às pessoas com uma simpatia ultra-estética, que advém de ser uma sensibilidade a sua, apta a fixar a mínima vibraçãoo da alma humana"[8]

Consequentemente, Irene Lisboa mostra-se como uma escritora muito humana e sensível ao drama dos outros.

Podemos resumir a obra de Irene Lisboa com as palavras de Jacinto do Prado Coelho que constata que:

"Ainda a propósito dos seus livros, diz-se que tudo o que produziu reage a uma desolada situação de mulher alta e livre num mundo atrasado meio pequeno-burguês, conseguindo vencer a solidão, graças a uma convivência aberta à gente simples da rua, da escada de serviço, com quem se integra no seu próprio linguajar através de alguns dos seus livros"[9]

Concluímos que mercê a esta convivência aberta com a gente simples da rua com a qual se integra na sua escrita, redescobrindo o amor das coisas simples e revalorizando os pequenos factos do quotidiano sem história, Irene Lisboa consegue vencer a solidão.

Irene Lisboa, além duma vasta obra literária deixou muitos trabalhos científicos na área da Pedagogia.

Os pseudónimos que utilizou Irene Lisboa na sua escrita literária e cientifica
  • João Falco
  • Manuel Soares
  • Maria Moira

Obras[editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Um dia e outro dia… – Diário de uma mulher, (sob o pseudónimo de João Falco),1936, Seara Nova, Lisboa; reeditados em Poesia – I, 1991, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol. I, prefácio e notas de Paula Morão.
  • Outono havias de vir latente triste, (sob o pseudónimo de João Falco),1937, Seara Nova, Lisboa, reeditados em Poesia - I, 1991, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol. I, prefácio e notas de Paula Morão.
  • Folhas Volantes, (sob o pseudónimo de João Falco),1940, Seara Nova, Colecção À Pena nº 2.
Antologias
  • Folhas soltas da „Seara Nova" – 1929/1955, Imprensa Nacional, Casa da Moeda,1986, Lisboa, prefácio e notas de Paula Morão.
  • Poesia – I,1991, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol. I, prefácio e notas de Paula Morão, contém: Versos amargos, inéditos durante a vida de autora.

Prosa[editar | editar código-fonte]

Novelas
  • Começa uma Vida, (sob o pseudónimo de João Falco), Seara Nova, 1940, Lisboa; 2ªed.: 1993, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol. III, prefácio de Paula Morão.
  • Voltar atrás para Quê?,s/d (1956), Livraria Bertrand; 2ªed: s/d, Editores Associados – col. Livros Unibolso, Lisboa; 3ªed.: 1994, Eitorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol.IV, prefácio e notas de Paula Morão.
  • Título Qualquer Serve para Novelas e Noveletas,1958, Portugália Editora, Lisboa; 2ªed.: 1998, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol. IX, prefácio e notas de Paula Morão.
Literatura infantil (contos)
Diários
  • Solidão – Notas do Punho de uma Mulher, (sob o pseudónimo de João Falco), 1939, Seara Nova, Lisboa; 2ªed.: 1966, Portugália Editora; 3ªed.: 1973, Círculo de Leitores; 4ªed.: 1992, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol. II, prefácio e notas de Paula Morão.
  • Apontamentos, 1943, ed. da autora; 2ª ed.: 1998, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol.VIII, prefácio e notas de Paula Morão.
  • Solidão - II, s/d (1966), Portugália Editora, Lisboa; 2ªed.: 1999, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol. X, prefácio e notas de Paula Morão.
Crónicas
  • Idem, (sob o pseudónimo de João Falco), 1940, ed. da autora, Lisboa.
  • Lisboa e quem cá Vive, (sob o pseudónimo de João Falco), 1940, Seara Nova, Colecção À Pena n°1-3.
  • Esta Cidade!, (crónica lisboeta), (sob o pseudónimo de João Falco), 1942, ed. da autora, Lisboa, 2ªed.: 1995, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol.V, prefácio e notas de Paula Morão.
  • O Pouco e o Muito – Crónica Urbana, s/d (1956), ed. da autora; 2ªed.:1997, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol.VII, prefácio e notas de Paula Morão.
  • Crónicas da Serra, s/d (1958), Livraria Bertrand, Lisboa; 2ªed.: 1997, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol.VI, prefácio e notas de Paula Morão.

Obra pedagógica[10] [editar | editar código-fonte]

  • Irene do Céu Vieira Lisboa, "Critica à actividade da «Maison dês Petits» anexa ao Instituto Jean- Jacques Rosseau", "Relatório sobre as escolas maternais do Paris", "Os ‘ Jardins d’Enfants’ de Bruxelas", "Bases para um programa de escola infantil", "O método Decroly ou dos centros de interesse", em Relatórios das viagens de estudo dos bolseiros, Lisboa, Junta de Educação Nacional, 1933; pp. 71 – 186.
  • Irene do Céu Vieira Lisboa (relatora), "A contribuição do desenho para o ensino elementar sobre o Império colonial Português", em A formação do espírito colonial na escola primária portuguesa – Tese oficial apresentada pelos Serviços de Orientação Pedagógica da Direccao Geral do Ensino Primário, Lisboa, Imprensa Nacional, 1934; pp. 19–22.
  • Irene do Céu Vieira Lisboa (Inspectora-orientadora), "Prelecção realizada aos professores do distrito escolar de Coimbra, em 25 de Janeiro de 1934, e repetida aos de Beja, em 1 de Fevereiro", em Prelectores inaugurais, Direcção Geral do ensino Primário, Serviços de Orientação Pedagógica, Lisboa, Imprensa Nacional, 1935; pp. 124–137.
  • Manuel Soares (pseudónimo de I.L), Froebel e Montessori/ O trabalho manual na escola (duas conferencias pedagógicas), Lisboa, Cadernos da Seara Nova – Estudos Pedagógicos, 1937.
  • Manuel Soares, O primeiro ensino, I e II, Lisboa, Cadernos da Seara Nova – Estudos Pedagógicos, 1938.
  • Manuel Soares, A iniciação do cálculo, Cadernos da Seara Nova – Estudos Pedagógicos, 1940.
  • Irene Lisboa, A psicologia do desenho infantil (Palestra), Lisboa, seara Nova, 1942.
  • Irene Lisboa, Modernas tendências da educação, ilustrações da Ilda Moreira, Lisboa, Edições Cosmos – Biblioteca Cosmos n.º 21, 1942.
  • Irene Lisboa, Educação (Palestra), Lisboa, Seara Nova, 1944.
  • Irene Lisboa, Inquérito ao livro em Portugal – I, Editores e livreiros, Lisboa, Seara Nova, 1944.
  • Irene Lisboa, Inquérito ao livro em Portugal – II, Editores e livreiros, Lisboa, Seara Nova, 1946.

Bibliografia passiva sobre Irene Lisboa[editar | editar código-fonte]

Bibliografia essencial sobre Irene Lisboa
  • MORÃO, Paula, O Essencial sobre Irene Lisboa, Imprensa Nacional, Casa de Moeda, Lisboa, 1985.
  • MORÃO, Paula, Irene Lisboa – Vida e escrita, Editorial Presença, Lisboa, 1989.
  • MORÃO, Paula, Irene Lisboa 1892 – 1958, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Lisboa, 1992.
Artigos e publicações sobre Irene Lisboa
[10]
  • AA. VV, "Voltar a Irene Lisboa", Colóquio Letras, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, n. ° 131, Janeiro – Março, 1994.
  • AA. VV, "Irene Lisboa – a maior escritora da Literatura Portuguesa", em ABC – Diário de Angola, 6-7.
  • AA. VV, "Ecos" (na morte de Irene Lisboa), em Livros de Portugal, Boletim mensal do Grémio de Editores e Livreiros, n.º 86, Fev. (extractos de textos de José Gomes-Ferreira, José Cardoso Pires, Mário Dionísio, Agustina Bessa Luís, Óscar Lopes, Massaund Moisés, Vergilio Ferreira, Jorge de Sena, Ramos de Almeida, José Régio, João Gaspar Simões, Adolfo Casais Monteiro; transcreve-se a nota biográfica publicada n’A Planície em 17 de fevereiro de 1958; Bibliografia Activa).
  • ALBERTY, Ricardo Rosa y, "Irene Lisboa educadora", Seara Nova, n.º 1361, 1959, Março.
  • ALMEIDA, Hortense de, "Irene Lisboa – O desamor foi a chave que a fechou na solidão", Diário de Noticias, suplemento Mulher, 16-5, 1984.
  • BRAGA, Mário, "Lapide para Irene Lisboa", em Vértice nº 182, vol. XVIII, 1958, p. 646.
  • CHAVES, Castelo Branco, "João Falco – Um dia e outro dia", em Seara Nova nº 471, 26 – 3, 1936, págs. 237 – 238.
  • COCHOFEL, João José, "Irene Lisboa: «Título qualquer serve»", em Gazeta Musical e de todas as Artes, n.º 88, 1958, Julho.
  • CRABBÉ, Andrée, " Solidão por João Falco", em Revista de Portugal, n.º 8, 1939, Julho.
  • CUNHA, Maria Helena Ribeiro da, "Woolf Mansfield e Irene Lisboa", em Diário de Lisboa, suplemento literário n.° 342, págs. 19-9-964.
  • FERREIRA, Virgílio: "Um Dia e Outro Dia", em Seara Nova, Lisboa, n.º 1361, mar. 1959, págs. 87, 89-91.
  • Idem, "Em memoria de Irene Lisboa", Espaço do Invisível – I, Lisboa, Arcádia, págs. 229 – 240.
  • LISBOA, Eugénio, "Irene Lisboa e o gosto de narrar", em Crónicas dos Anos da Peste-II, Lourenço Marques, Livraria Académica; págs. 197 – 205.
  • MONTEIRO, Adolfo Casais, "A arte de Irene Lisboa", em O romance (Teoria e critica), Rio de Janeiro, Livraria José Olímpio, págs. 387 – 393.
  • PARREIRA, Carlos, " Considerações sobre a expressividade poética Um dia e outro dia…, por João Falco" em Noticias, 15-5, 1937.
  • REGIO, José: "Irene Lisboa, o Público e o Tempo", em Seara Nova, Lisboa, n.º 1361, mar.1959, págs. 69, 92-93.
  • Idem, "Achegas para uma Bibliografia de Irene Lisboa", em Seara Nova, Lisboa, n.º 1361, mar.1959, págs. 87, 95, 97-98.
  • SAYERS, Raymond S.: "Irene Lisboa as a writer of fiction", em Hispania, Vol. XLV, n.º2, Maio 1962, págs. 224 – 232.
  • SENA, Jorge de, "Irene Lisboa"(nota bibliográfica), em Líricas Portuguesas, 3.ª Série.

Referências

  1. a b Paula Morão. Figuras da Cultura Portuguesa. Visitado em 11-9-2010.
  2. Rogério Fernandes. Biografia de Irene Lisboa (em português) Biografia de Irene Lisboa.
  3. Idem
  4. Restos mortais de Irene Lisboa são hoje trasladados para Arruda dos Vinhos.
  5. Paula Morão e Violante Magalhães escrevem sobre a obra de Irene Lisboa, Edição do Município Arruda dos Vinhos, Arruda dos Vinhos, 2007
  6. Poesia – I, Editorial Presença – Obras de Irene Lisboa, vol. I, prefácio e notas de Paula Morão, p. 283.
  7. José Correia do Souto, Dicionário da Literatura portuguesa, vol. III, Lello & Irmão, Porto, págs. 133-134.
  8. Moisés Massaud, Presença da literatura portuguesa, vol V, Difusão Europeia do Livro, 1971, São Paulo
  9. Dicionário de Literatura, sob a direcção de Jacinto do Prado Coelho, 3ªed., vol. II, Figueirinhos, Porto, 1976, págs. 558-559.
  10. a b Morão Paula, Irene Lisboa – vida e escrita, Editorial Presença, Lisboa, 1989.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]