Lógica paraconsistente
A Lógica Paraconsistente inclui-se entre as chamadas lógicas não-clássicas heterodoxas, por derrogar alguns dos princípios basilares da Lógica clássica, tais como o princípio da contradição: segundo a Lógica Paraconsistente, uma sentença e a sua negação podem ser ambas verdadeiras.1 2
A Lógica Paraconsistente apresenta alternativas a proposições, cuja conclusão pode ter valores além de verdadeiro e falso - tais como indeterminado e inconsistente.
Um dos seus fundadores é o brasileiro Newton da Costa, cujas teorias são de grande importância para diversas áreas, além da matemática, filosofia, direito, computação e inteligência artificial.
No estudo da semântica, aplica-se especialmente aos paradoxos. Por exemplo, considere a afirmação "o homem é cego, mas vê". Segundo a Lógica Clássica, o indivíduo que vê, um "não-cego", não pode ser cego; já na Lógica Paraconsistente, ele pode ser cego para ver algumas coisas, e não-cego para ver outras coisas.
As características da Lógica Paraconsistente são enriquecidas pelo trabalho desenvolvido por Jacques Lacan, teórico psicanalista / estruturalista. Em seu trabalho, ele associa a linguagem e o desenvolvimento dos processos humanos através dos eixos paradigmatico e sintagmático ("o inconsciente é estruturado como linguagem" (Lacan)), através da topologia, invertendo a ordem dos conceitos saussurianos significado e significante, e também através da criação de alguns conceitos que só são compreensíveis com relação à "psique" humana.
O termo "paraconsistente" ("além do consistente") foi cunhado em 1976, pelo filósofo peruano Francisco Miró Quesada.
Ligações externas [editar]
- LEMES NETO, M. e VENSON, N. - "Lógica Paraconsistente". Universidade Federal de Santa Catarina, 2002
Referências gerais [editar]
- ↑ * Newton C. A. da Costa; Jair Minoro Abe; Afrânio Carlos Murolo; João I. da Silva Filho; Casemiro Fernando S. Leite.Lógica Paraconsistente Aplicada. São Paulo: Atlas, 1999. ISBN 8524422184
- ↑ Newton C. A. da Costa. Sistemas formais inconsistentes. Curitiba: Ed. da UFPR, 1993. xxii, 66p. (Clássicos; n. 03). ISBN 8585132752