Leopoldo de Almeida
Leopoldo Neves de Almeida (Lisboa, 18 de Outubro de 1898 - 28 de Abril de 1975 (76 anos)), foi um escultor português.[1].
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[editar] Biografia
Revelado o seu talento para o desenho e para a modelação do barro ainda na infância, matriculou-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa,[1] com apenas 15 anos de idade, em 1913.
A sua formação e aprendizagem foram estruturadas com base num Classicismo de raízes académicas e num gosto muito apurado pelos cânones gregos. Em 1916 iniciou o Curso Especial de Escultura onde veio a ser discípulo do pintor Luciano Freire e do escultor Simões de Almeida Sobrinho, com quem aprendeu as técnicas da modelação. Completou os seus estudos em França e Itália, integrando uma geração de artistas que marcou o Modernismo em Portugal, como por exemplo, António da Costa na escultura.
Foi professor de desenho e escultura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa.[1] Ao longo de mais de meio século de intensa actividade tornou-se uma das figuras mais marcantes da escultura portuguesa do século XX e, particularmente, uma das melhores expressões da estatuária oficial modernizante implementada pelo Estado Novo, contribuindo com uma vasta obra constituída por retratos, bustos, baixos-relevos, estátuas e monumentos de figuras da história e da cultura portuguesas.
Escultor académico do Estado Novo, beneficiou essencialmente da encomenda pública e foi galardoado com o Prémio Soares dos Reis, em 1940.
[editar] Exposições
Participou no 1º Salão dos Independentes[1], contribuiu para a decoração do Bristol Club e participou na Exposição do Mundo Português[1] (1940) com a estátua alegórica à Soberania e, com Cottinelli Telmo, interveio no grupo escultórico do Padrão dos Descobrimentos.
[editar] Obras
- Estátua Nuno Álvares Pereira no adro do Mosteiro da Batalha
- Estátua de D. João I, na Praça da Figueira, Lisboa
- Padrão dos Descobrimentos, Belém Lisboa (Juntamente com Cottinelli Telmo)
- Estátua de Óscar Carmona ( Jardim do Museu da Cidade de Lisboa)
- Estátua a Calouste Gulbenkian (autoria).Jardins da Fundação Gulbenkian - Lisboa
- Estátua de Marcelino Mesquita, Cartaxo (1956)
- Estátua a António Feliciano de Castilho. Av Liberdade em Lisboa
- Estátua de Ramalho Ortigão, (1954), Jardim da Cordoaria, Porto
- Estátua de Eça de Queiroz (1952), Praça do Almada, Póvoa de Varzim
- Estátua ao Infante D. Henrique(? < 1975)
- Estátua de Alfredo da Silva, na Tabaqueira, (1964)
- Estátua de D. Sancho I, no Castelo de Silves (1946)
- Estátua da Justiça , no palácio da Justiça, Porto