Método Montessori

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O Método Montessori é um modelo educacional desenvolvida pela médica e educadora Maria Montessori.

É caracterizado por uma ênfase na independência, liberdade com limites e respeito pelo desenvolvimento natural das habilidades físicas, sociais e psicológias da criança.

De acordo com sua criadora, o ponto mais importante do método é, não tanto seu material ou sua prática, mas a possibilidade criada pela utilização dele de se libertar a verdadeira natureza do indivíduo, para que esta possa ser observada, compreendida, e para que a educação se desenvolva com base na evolução da criança, e não o contrário[1] .

A Association Montessori Internationale (AMI) cita os seguintes elementos como essenciais a uma escola montessoriana:

  • Sala de aula com crianças de idade variadas entre 3 e 6 anos de idade
  • Liberdade para o aluno escolher entre as atividades propostas
  • Blocos ininterruptos de trabalho, normalmente 3 horas
  • Um modelo construtivista, onde as crianças aprendem trabalhando com materiais ao invés de instruções diretas
  • Materiais educacionais especializados, desenvolvidos por Maria Montessori e seus colaboradores
  • Liberdade para movimentar-se dentro da sala de aula
  • Um professor treinado no Método Montessori

A pedagogia de Montessori insere-se no movimento das Escolas Novas. Tal como a pedagogia waldorf, o método João de Deus, o método velaverde, ou a Escola Moderna, o método montessori opõe-se aos métodos tradicionais que não respeitem as necessidades e os mecanismos evolutivos do desenvolvimento da criança. Ocupa um papel de destaque neste movimento pelas novas técnicas que apresentou para os jardins de infância e para as primeiras séries do ensino formal.

O material criado por Montessori tem papel preponderante no seu trabalho educativo pois pressupõe a compreensão das coisas a partir delas mesmas, tendo como função a estimular e desenvolver na criança um impulso interior que se manifesta no trabalho espontâneo do intelecto.

Materiais didáticos[editar | editar código-fonte]

A pedagogia Montessori produz uma série de cinco grupos de materiais didáticos:

  • Exercícios Para a Vida Quotidiana
  • Material Sensorial
  • Material de Linguagem
  • Material de Matemática
  • Material de Ciências

Estes materiais são constituídos por peças sólidas de diversos tamanhos, formas e espessuras diferentes; coleções de superfícies de diferentes texturas e campainhas com diferentes sons. Tudo visando o prazer absoluto do aluno.

O "Material Dourado" é um dos materiais criado por Maria Montessori. Este material baseia-se nas regras do sistema de numeração, inclusive para o trabalho com múltiplos, sendo confeccionado em madeira, é composto por: cubos, placas, barras e cubinhos. O cubo é formado por dez placas, a placa por dez barras e a barra por dez cubinhos. Este material é de grande importância na numeração, e facilita a aprendizagem dos algoritmos da adição, da subtração, da multiplicação e da divisão.

O "Material Dourado" desperta no aluno a concentração, o interesse, além de desenvolver sua inteligência e imaginação criadora, pois a criança, está sempre predisposta ao jogo. Além disso, permite o estabelecimento de relações de graduação e de proporções, e finalmente, ajuda a contar e a calcular.

O aluno usa (individualmente) os materiais à medida da sua necessidade e por ser autocorretivo faz sua auto-avaliação. Os professores são auxiliares de aprendizagem e o sistema peca pelo individualismo, embora hoje sua utilização seja feita eventualmente em grupo.

No trabalho com esses materiais a concentração é um fator importante. As tarefas são precedidas por uma intensa preparação, e, quando terminam, a criança se solta, feliz com sua concentração, comunicando então com seus semelhantes num processo de socialização.

A livre escolha das atividades pela criança é outro aspecto fundamental para que exista a concentração e para que a atividade seja formadora e imaginativa. Essa escolha realiza-se com ordem, disciplina e com um relativo silêncio em consideração à perturbação dos professores.

O silêncio também desempenha papel preponderante. A criança fala quando o trabalho assim o exige, a professora não precisa falar alto.

Pés e mãos tem grande destaque nos exercícios sensoriais (não se restringem apenas aos sentidos), fornecendo oportunidade às crianças de manipular os objetos, sendo que a coordenação se desenvolve com o manuseio dos citados instrumentos.

Em relação à leitura e escrita, na escola montessoriana, as crianças conhecem as letras e são introduzidas na análise das palavras e letras; estando a mão treinada e reconhecendo as letras, a criança pode escrever palavras e orações inteiras.

Em relação à matemática os materiais permitem o reconhecimento das formas básicas, permitem o estabelecimento de graduações e proporções, comparações, induzem a contar e calcular.

os seis pilares educacionais[editar | editar código-fonte]

  1. Autoeducação - por a criança ter a capacidade inata da para aprender. por esta desejar absorver todo o mundo à sua volta e compreendê-lo, é-lhe dada a possibilidade de ele o explorar, investigar e pesquisar por si.
  2. Educação como ciência - utilizado o método científico de observações, hipóteses e teorias para entender a melhor forma de ensinar cada criança e para verificar a eficácia de seu trabalho no dia a dia.
  3. Educação Cósmica - levar o conhecimento à criança de forma organizada – cosmos, para esta pedagogia, significa ordem, em oposição a caos -, estimulando sua imaginação e evidenciando que tudo no universo tem sua tarefa e que o ser humano deve ser consciente de seu papel na manutenção e melhora do mundo.
  4. Ambiente Preparado - mobília de tamanho adequado e materiais de desenvolvimento para a livre utilização da criança.
  5. Adulto Preparado - com o objectivo de guiar a criança em seu desabrochar, de forma que este se dê nas melhores condições possíveis.
  6. Criança Equilibrada - dar espaço ao desenvolvimento natural da mesma para esta expressar as características que lhe são inatas, nomeadamente o amor pelo silêncio, pelo trabalho e pela ordem.[2]

Treze pontos de tomada de consciência[editar | editar código-fonte]

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  1. Baseia-se na observação da natureza da criança.
  2. Tem uma aplicabilidade universal.
  3. Revelou que a criança pequena pode ser um amante do trabalho, do trabalho intelectual, escolhido de forma espontânea, e assim, realizado com muita alegria.
  4. Baseia-se em uma necessidade vital para a criança que é a de aprender fazendo. Em cada etapa do crescimento mental da criança são proporcionadas atividades correspondentes com as quais se desenvolvem suas faculdades.
  5. Ainda que ofereça à criança uma grande espontaneidade consegue capacitá-la para alcançar os mesmos níveis, iguais ou até superiores de sucesso escolar, que os alcançados sobre os sistemas antigos.
  6. Posições para a melhor procriação na fase infanto-juvenil
  7. Consegue uma excelente disciplina apesar de prescindir de coerções tais como recompensas e castigos. Tal facto explica-se por se tratar de uma disciplina que tem origem dentro da própria criança e não imposta de fora.
  8. Baseia-se em um grande respeito pela personalidade da criança, concedendo-lhe espaço para crescer em uma independência biológica, permitindo-se à criança uma grande margem de liberdade que se constitui no fundamento de uma disciplina real.
  9. Permite ao professor tratar cada criança individualmente em cada matéria de acordo com suas necessidades individuais.
  10. Cada criança trabalha em seu próprio ritmo.
  11. Não necessita desenvolver o espírito de competição e a cada momento procura oferecer às crianças oportunidades para ajuda mútua o que é feito com grande prazer e alegria.
  12. Já que a criança trabalha partindo de sua livre escolha, sem coerções e sem necessidade de competir, não sente as tensões, os sentimentos de inferioridade e outras experiências capazes de deixar marcas no decorrer de sua vida.
  13. Propõe-se desenvolver a totalidade da personalidade da criança e não somente as suas capacidades intelectuais. Preocupa-se também com as capacidades de iniciativa, de deliberação, escolhas independentes e os componentes emocionais.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]