Maria Cristina, Princesa Miguel de Kent

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Maria Cristina
Princesa Miguel de Kent
Maridos Thomas Troubridge (1971–1978)
Miguel de Kent (1978–presente)
Descendência
Frederick Windsor
Gabriella Windsor
Nome completo
Maria Cristina Agnes Edviges Ida von Reibnitz
Casa Windsor (por casamento)
Pai Günther von Reibnitz
Mãe Maria Anna von Muraszombath
Nascimento 15 de janeiro de 1945 (69 anos)
Karlovy Vary, Alemanha Nazista
Ocupação Escritora
Religião Catolicismo

Maria Cristina Agnes Edviges Ida von Reibnitz (Karlovy Vary, 15 de janeiro de 1945) é a esposa do príncipe Miguel de Kent, neto do rei Jorge V do Reino Unido e da rainha Maria de Teck.

Maria Cristina é uma designer de interiores e escritora, tendo publicado vários livros sobre as família reais da Europa. Ela também realiza seminários e apoia seu marido em seus trabalhos públicos. Maria Cristina e Miguel não realizam deveres oficiais, porém ocasionalmente já representaram a rainha Isabel II em funções internacionais.

História familiar[editar | editar código-fonte]

Nascida em Carlsbad, Tchecoslováquia (hoje Karlovy Vary, República Tcheca), a princesa Michael de Kent é filha do barão alemão Günther Hubertus von Reibnitz (1894-1983) e de sua ex-esposa austro-húngara, a condessa Maria Anna Szapary de Muraszombath, Széchysziget e Szapár (1911-1988). Através de sua mãe, a princesa é descendente de Diana de Poitiers, a reputada amante de Henrique II da França, e de Catarina de Médici (esposa de Henrique II).[1]

Após o divórcio dos Reibnitz, seu pai, um membro honorário do partido nazista que foi, mais tarde, erroneamente acusado de ter sido membro da Schutzstaffel, mudou-se para Moçambique, no sudeste africano, onde comprou uma fazenda.[2] Marie-Christine, sua mãe e seu irmão (o barão Friedrich von Reibnitz, que agora vive em Camberra) mudaram-se para a Austrália, onde sua mãe administrou um salão de beleza. Friedrich (Fred) tornou-se um funcionário público do governo australiano. Sua mãe acabou se casando com o polonês Tadeu Koczorowski (1911-1989), com quem teve um filho, Maciej. Ela também tem uma meia-irmã, Margarita, nascida em 1924 e fruto do primeiro casamento de seu pai com a condessa Margherita von Seherr-Thoß.

Em Sydney, Marie-Christine foi educada no Convento Rose Bay, uma escola católica para meninas, dirigida por freiras da Ordem do Sagrado Coração de Jesus.

Casamentos[editar | editar código-fonte]

Família real britânica
Casa de Windsor
Badge of the House of Windsor.svg

SM a Rainha
SAR o Duque de Edimburgo


Seu primeiro marido foi o banqueiro Thomas Troubrige, filho de sir Peter Troubridge, 5° Baronete. Eles se conheceram durante uma caçada de javali na Alemanha. Marie-Christine e Thomas Troubridge casaram-se em 14 de setembro de 1971, em Chelsea Old Church, Londres. Naquele tempo, ela trabalhava como decoradora de interiores. O casal separou-se em 1973 e divorciou-se em 1977. O casamento foi formalmente anulado pela Igreja Católica Romana em maio de 1978, por razões não reveladas.

Dois meses depois do anulamento, em 30 de junho de 1978, em uma cerimônia civil em Viena, Áustria, ela casou-se com o príncipe Miguel de Kent, um filho do príncipe Jorge, Duque de Kent (1902-1942) e da princesa Marina da Grécia e Dinamarca (1906-1968). O príncipe Michael é um primo-irmão do atual soberano, a rainha Elizabeth II. Após o casamento, ela assumiu o título de "S.A.R. princesa Miguel de Kent". Com a permissão do Papa João Paulo II, foi realizado um casamento em cerimônia católica romana em 29 de junho de 1983, em Archbishop House, Londres.

Como o Decreto de Estabelecimento de 1701 proíbe de suceder ao trono qualquer um que desposar um católico romano ou uma católica romana, o príncipe Miguel de Kent (então 15° na linha de sucessão) perdeu seus direitos de sucessão por causa de seu casamento com Marie-Christine. Entretanto, seus dois filhos retêm seus direitos porque estão em comunhão com a Igreja Anglicana.

O príncipe e a princesa Miguel de Kent têm dois filhos:

Reputação[editar | editar código-fonte]

A princesa Miguel de Kent recebeu considerável atenção da mídia britânica, especialmente nos primeiros anos de seu casamento. Contudo, alega-se que ela não tem um bom relacionamento com todos os membros da família real, inclusive com a própria rainha.

Suas polêmicas já renderam-lhe a alcunha de Princess Pushy. Há rumores, por exemplo, de que ela disse a uma revista norte-americana de moda que tinha mais sangue azul nas veias do qualquer outra pessoa que entrou para a família real, com a exceção do Duque de Edimburgo. Além disso, é o único membro da realeza britânica que gosta de gatos, tendo um siamês.

Com a chegada de mais membros, tais como lady Diana Spencer ou Sarah Ferguson, ela deixou de atrair tanta atenção de revistas de celebridades. Entretanto, em maio de 2004, a princesa voltou às notícias quando um grupo de clientes negros, em um restaurante de Nova York, disse que ela falara para eles "voltarem para as colônias". Ela nega que tenha dito isso e que seja racista. Mais tarde, chamou-os de "bando de rappers".[4]

Em setembro de 2005, ela apareceu de novo nos jornais, depois que um repórter do News of the World disse que a princesa Michael insultara Diana, Princesa de Gales.[5]

Em abril de 2006, foi fotografada em Veneza, ao lado do milionário russoMikhail Kravchenko, um homem vinte e um anos mais novo do que ela. A princesa e Kravchenko foram vistos de mãos dadas e passeando em uma gôndola. Ela negou que estava tendo um caso, salientando que seu casamento com seu marido estava "muito forte", e disse ao Daily Mail que eram apenas amigos com interesses em negócios.[6]

A última notícia polêmica da princesa Michael de Kent foi em outubro de 2006, quando ela falou que seus filhos eram academicamente "brilhantes", com os melhores diplomas universitários da família real.[7]

Residências[editar | editar código-fonte]

Em 2005, o príncipe e a princesa Miguel de Kent colocaram à venda sua propriedade rural de 20 acres, Nether Lypiatt Manor, situada próxima ao distrito de Stroud, em Gloucestershire. Eles viviam em Nether Lypiatt desde 1980, quando compraram a mansão por 300 mil libras esterlinas.[8] No ano seguinte, o político Paul Drayson, barão Drayson, adquiriu Nether Lypiatt por 5,75 milhões de libras esterlinas.[9]

Em dezembro de 2002, a rainha Isabel II concordou em pagar, por um período de sete anos, o aluguel anual de 120 mil libras esterlinas do apartamento ocupado pelos Kent no Palácio de Kensington. O pagamento é, de acordo com o Palácio de Buckingham, um "reconhecimento do trabalho não-pago do príncipe e da princesa Miguel de Kent", já que ambos não têm deveres reais. Anteriormente, eles só pagavam uma quantia nominal, o que gerou muito criticismo entre membros da Câmara dos Comuns. A partir de 2010, o casal terá que pagar com o dinheiro do próprio bolso o aluguel do apartamento em que residem desde 1979.[10]

Brasão de armas da princesa Michael de Kent.

Livros[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • 15 de janeiro de 1945 - 14 de setembro de 1971: Baronesa Marie Christine von Reibnitz
  • 14 de setembro de 1971 - 30 de junho de 1978: Baronesa Marie Christine von Reibnitz, Sra. Thomas Troubridge
  • 30 de junho de 1978 - presente: Sua Alteza Real a princesa Miguel de Kent

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]