Maximiliano Maria Kolbe

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São Maximiliano Maria Kolbe, O.F.M.Conv
Maximiliano Maria Kolbe em 1939
Frade, Mártir e Fundador da Milícia da Imaculada"
Nascimento 8 de Janeiro de 1894 em Zduńska Wola, Polônia
Morte 14 de Agosto de 1941 (47 anos) em Auschwitz, Polônia
Veneração por Igreja Católica, Igreja Anglicana, Igreja Luterana
Beatificação 17 de outubro de 1971, Basílica de São Pedro, Roma por Papa Paulo VI
Canonização 10 de outubro de 1982, Roma por Papa João Paulo II
Principal templo Basílica da Imaculada Mediatriz da Graça, Niepokalanów, Polônia
Festa litúrgica 14 de agosto
Padroeiro Eletricistas, Dependentes Químicos, das Famílias, rádio amador e esperantistas
Gloriole.svg Portal dos Santos

São Maximiliano Maria Kolbe nascido Rajmund Kolbe, O.F.M. Conv. (Zduńska Wola (Polónia), 8 de janeiro de 1894Auschwitz, 14 de agosto de 1941), foi um padre missionário franciscano da Polónia. Morreu como mártir no campo de concentração nazi de Auschwitz, como voluntário para morrer de fome no lugar de Franciszek Gajowniczek como castigo pela fuga de um outro prisioneiro.

Foi canonizado pelo seu compatriota, o Papa João Paulo II, em 10 de Outubro de 1982, na presença de Franciszek, que sobreviveu aos horrores de Auschwitz. O próprio Papa, em numerosos textos, chama-o de “Santo do nosso século difícil[1] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância[editar | editar código-fonte]

Batizado como Rajmund Kolbe, era o segundo filho de Julio e Maria Dabrowska, integrantes da Ordem Terceira Franciscana e tecelãos da cidade de Zduńska Wola. Quando Raimundo tinha 10 anos, teria tido uma aparição de Nossa Senhora, que nunca mais esqueceu. Sua mãe revelou este acontecimento aos confrades de seu filho depois de sua morte, numa carta de 12 de Outubro de 1941.[carece de fontes?]

Em 29 de Junho de 1902, Raimundo recebe a primeira comunhão em Pabianice, para onde se transferiu com a sua família.

Em 1907, Pe. Pellegrino Haczela O.F.M.Conv, durante sua missão em Pabianice, anunciou do púlpito a próxima abertura de um novo seminário em Lwóv. Raimundo e seu irmão Francisco, ouviram a sua homilia e perguntaram como entrar na Ordem dos Frades Menores Conventuais. Lwóv era um território austro-húngaro, e eles deveriam atravessar clandestinamente a fronteira para chegar ao convento.

Depois de 3 anos, chega para Raimundo e Francisco o momento de uma decisão séria: iniciar ou não uma vida religiosa. Ambos desejavam servir ao exército polonês, lutando por seu país e pela sua Rainha. Quando já estavam decididos de deixar o seminário, enquanto estavam a caminho da sala do Reitor para comunicar a desistência foram informados que a mãe, Maria Dabrowska, tinha chegado para visitá-los. Ela fora informar que o irmão mais novo, José, também decidira entrar para o frade. Para Raimundo isso foi um sinal da vontade da Imaculada, então iniciou o noviciado.[2]

Estudos e Sacerdócio[editar | editar código-fonte]

Em 28 de Outubro de 1912, Frei Maximiliano parte para Roma onde permanece 7 anos no Colégio Seraphicum.

No dia 1º de Novembro de 1914, depois de 3 anos dos votos temporários, Raimundo emite a profissão solene, se tornando então Frei Maximiliano "Maria" Kolbe. Ele acrescenta "Maria" ao nome religioso, exprimindo a característica de sua espiritualidade.

Em 1914, no ano em que professa os votos perpétuos, o seu pai, um oficial das legiões polacas e da Ordem Terceira Franciscana, que ao ser desmobilizado do exército devido à ocupação da União Soviética tinha montado uma livraria em Czestochowa, foi feito prisioneiro pelos comunistas russos e enforcado por eles, a sua mãe retirou-se para um convento[3] beneditino.

Cquote1.svg "Tremia pela emoção e com lágrimas nos olhos me disse: `apareceu para mim Nossa Senhora, tendo nas mãos duas coroas: uma branca e outra vermelha. Olhava-me com amor e me perguntou se as queria. A branca significava a pureza e a vermelha o martírio. Respondi que aceitava... Então, Nossa Senhora me olhou com doçura e desapareceu!´. A mudança extraordinária nele para mim atestava a verdade da coisa. Nem sempre era compreendido em cada ocasião, acenava com o rosto radiante a sua desejada morte de mártir. E eu estava pronta, como Nossa Senhora depois da profecia de Simeão.” Cquote2.svg
Maria Dabrowska mãe de Raimundo

Em 1917 jogando futebol, Frei Maximiliano sofreu uma grave hemorragia, e foi diagnosticada a tuberculose. No mesmo ano, a Virgem confiou a 3 pastores de Fátima uma missão que é o escopo da Milícia da Imaculada (MI).

Tornou-se sacerdote no dia 1 de Abril de 1918, na Igreja Sant Andrea della Valle. No dia seguinte, celebrou a sua primeira missa na Igreja de Sant Andrea delle Frate, lugar onde a Virgem apareceu e converteu milagrosamente o hebreu Alfonso Ratisbonne, em 1842. Esse milagre era uma prova da eficácia da Medalha Milagrosa, que Alfonso Ratisbonne ganhou quase que por acaso.

Frei Maximiliano teve a inspiração de fundar a MI, o movimento dos Cavaleiros da Imaculada e de adotar a mesma medalha como escudo e emblema dos seus cavaleiros.

Estudou filosofia durante 3 anos, formando-se em 22 de Novembro de 1915, na Universidade Pontifícia Gregoriana Em seguida continuou os seus estudos dedicando-se à ciência e matemática, incluindo trigonometria, física e química, em seguida, o estudo da teologia na Faculdade Pontifícia Teológica de São Boaventura.

Nos passos de São Francisco[editar | editar código-fonte]

Naquela época, ocorria uma fervente atividade anti-católica, na qual se destacavam os maçons, e eles estavam especialmente contra Roma, o centro da Cristandade e a Sede do Vigário de Cristo.

Então Frei Maximiliano se dá conta de que era necessário uma renovação espiritual para o superar. Como franciscano, seguiu a fonte do ideal de São Francisco. De fato, a educação recebida na Ordem franciscana, manifestada pela apaixonada defesa do dogma da Imaculada Conceição, teve uma forte influência sobre o desenvolvimento de seu apostolado mariano. Para ele, como para São Francisco, a vocação franciscana significava difundir Cristo em todas as classes sociais, e não somente numa vida de santificação pessoal vista entre os muros de um convento.


Milícia da Imaculada[editar | editar código-fonte]

A Milícia da Imaculada foi fundada em 16 de Outubro de 1917, em Roma, Itália, por sete jovens frades, entre eles, José Pal, Antônio Glowinski, Jerônimo Biasi, Quirico Pignalberi, Antônio Mansi, Henrique Granata e Maximiliano Kolbe. Todos reunidos em um pequeno quarto, no Colégio Seráfico Internacional, localizado na Rua São Teodoro n°42. Algumas velas, uma imagem, um único ideal: "Conquistar o mundo inteiro a Cristo sob a mediação e proteção de Nossa Senhora", utilizando todos os meios lícitos, principalmente os meios de comunicação social.

Era noite, e Frei Maximiliano Kolbe trazia consigo somente a oitava parte de uma folha de papel. Nela escreveu os principais pontos do movimento que acabava de fundar. "Milícia da Imaculada. Ela esmagará a tua cabeça(Gênesis 3,15). Sozinha venceste todas as heresias no mundo inteiro". Uma jaculatória, uma medalha e a conversão de toda a humanidade, aliás, sua santificação.

Objetivos[editar | editar código-fonte]

Milícia da Imaculada. “Ela te esmagará a cabeça” Gen III, 15 “Sozinha, venceste todas as heresias no mundo inteiro”

São Maximiliano ao criar o movimento concedeu três objetivos fundamentais para seguir com a obra. Sendo eles:

Ι - Finalidade[editar | editar código-fonte]

Procurar a conversão dos pecadores, dos hereges, dos cismáticos, e especialmente dos maçons e dos judeus pela crença do pacto conjunto contra os cristãos firmado n´Os Protocolos dos Sábios de Sião[4] [5] , e a santificação de todos sob o patrocínio e por intermédio da B.B.M. Imaculada.

II - Condições[editar | editar código-fonte]

Oferecimento total de si mesmo, como instrumento em Suas mãos Imaculadas; Levar a Medalha Milagrosa.

III - Meios[editar | editar código-fonte]

Rezar, fazer penitência, oferecer a Deus os cansaços e os sofrimentos quotidianos da vida; dirigir-se, possivelmente todos os dias, à Imaculada com a jaculatória; "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vos, e por todos aqueles que a vós não recorrem, e principalmente os inimigos da santa igreja." Usar qualquer meio válido e legítimo à disposição para a conversão e a santificação dos homens, mas, sobretudo, a imprensa e a medalha milagrosa. Fazer-se, assim, intérpretes esperados do Evangelho e capazes de suscitar escolhas cristãs e vocacionais com a oração, a penitência, o bom exemplo, a cordialidade, a doçura, a bondade, como reflexo das acções da Imaculada (cf. SK 97)[6] .

Retorno à Polônia[editar | editar código-fonte]

Em 22 de Julho de 1919, Pe. Maximiliano consegue o doutorado em Teologia e parte para a Polônia no dia seguinte. Ele estava inscrito no Seminário Franciscano de Cracóvia, para ensinar história da Igreja a partir de Outubro. Ansioso em difundir a MI também na Polônia, como fez em Roma, Pe.Kolbe pede a aprovação de seus superiores. O Ministro Provincial concede rápido, bendizendo a iniciativa, e em 20 de Dezembro, o bispo Stephen Sapieba, aprovou o programa da MI, recomendando a difusão e autorizando a impressão do Estatuto em língua polonesa.

De 11 de Agosto de 1920 até 28 de Abril de 1921, Pe.Maximiliano ficou internado no Hospital Climático de Zakopane, doente de tuberculose.

Em Janeiro de 1922, a MI é aprovada como “Piedosa União da Milícia de Maria Imaculada” pelo Cardeal Basílio Pompilii, Vigário Geral da Diocese de Roma. Depois Pe.Maximiliano publicou o 1º número da revista mensal “Rycerz Niepoklanej”, o Cavaleiro da Imaculada, com 5.000 cópias. Em 20 de Outubro, Pe.Kolbe foi transferido ao Convento de Grodno, onde continuou a sua atividade de editor do “Cavaleiro” e começou a imprimir com a ajuda de dois confrades. O número dos assinantes cresceu, assim também como a qualidade da revista e a aparelhagem tipográfica, que necessitava de um número cada vez maior em outros locais.

Em 1926, os médicos prescreveram uma outra permanência em Zakopane a Pe.Kolbe, por ter agravado seu estado de saúde, sempre da tuberculose. No dia 18 de Setembro, ele parte para Zakopane e os superiores elegem como sucessor seu irmão Pe.Alfonso Kolbe, que o substitui dignamente durante sua doença. Em 18 de Abril de 1927, Pe.Maximiliano deixou o hospital de Zakopane e voltou para Grodno, onde os esforços de seu irmão deu muito sucesso: não tinha mais ângulos livres.

As máquinas ocuparam a cozinha e o refeitório, os corredores estavam repletos de cartas e revistas. Os membros poloneses eram 126.000 e o “Cavaleiro da Imaculada” tinha uma edição mensal de 60.000 cópias. Em Junho, Pe.Maximiliano e Pe.Alfonso encontraram-se com o Sr.Srzednicki – administrador chefe do Príncipe John Drucki-Lubecki, proprietário do terreno que possuia uma grande área em Teresin, perto de Varsóvia, localizada no centro da Polônia, perto da principal linha ferroviária: lugar ideal para um novo convento e um complexo editoral. Porém Pe.Maximiliano não poderia aceitar uma doação de um lote de terra sem a permissão dos superiores. Entre os dias 19 e 21 de Julho, aconteceu um Capítulo Provincial em Cracóvia e o caso foi discutido.

Em 6 de Agosto, Pe.Maximiliano abençoou uma estátua da Imaculada no lugar onde haveria de construir o convento e no dia 1º de Outubro o Príncipe Drucki-Lubecki firmou o gesto de doação do terreno. No dia 21 de Novembro de 1927, Pe.Maximiliano foi nomeado superior do futuro convento a ser fundado: Niepokalanów, a “Cidade da Imaculada”. Transfere Pe.Alfonso e outros irmãos para Teresin.[7]

Quando foi pedido o seu parecer sobre a dimensão do cemitério ele responde:

Cquote1.svg "Não é necessário uma área muito vasta de terreno para o cemitério, porque a maior parte dos ossos de seus habitantes repousará nas mais variadas regiões da terra.” Cquote2.svg
São Maximiliano

Niepokalanów[editar | editar código-fonte]

Em 1929, foi anunciada a abertura de um seminário, para aqueles que desejavam consagrar-se ao ministério sacerdotal como missionários no país ou fora dele, na Ordem dos Frades Menores Conventuais.

Os pedidos foram tão numerosos, que foi necessário fundar outro seminário, independente do Insituto de formação dos frades.

Quando o Ministro Geral da Ordem visitou Niepokalanów em 1936, admirou-se:


Cquote1.svg "O verdadeiro espírito franciscano, uma fervente devoção através da Imaculada, muito zelo a pobreza e a extrema simplicidade. Entre os confrades havia um intenso espírito de caridade. Reinava uma imensa harmonia, e sobre eles se percebia uma alegria serena e franciscana.” Cquote2.svg
Ministro Geral da Ordem

Durante o Pontificado de Pio XI, o “Papa das missões”, o Ministro Geral da Ordem dos Franciscanos Conventuais convidou os frades a dedicarem-se às obras missionárias, segundo o espírito da Regra Franciscana.

No dia 25 de Janeiro de 1930, Pe.Maximiliano encontrou-se com o Ministro Geral em Roma, apresentou o seu projeto de uma nova Niepokalanów entre os ateus e foi autorizado a partir para procurar um lugar para esta finalidade. Ele colocava ilimitada confiança na “comunhão dos santos”, ou seja, na solidariedade de todos os “mílites”, sejam vivos ou falecidos.

Antes de retornar à Polônia, confiou a sua obra à intercessão de 3 dos “sete primeiros”. No cemitério romano de Verano, visitou a tumba de Pe.Antonio Mansi, depois a tumba de Pe.Girolano Biasi em Camposampiero, perto de Pádua, e a tumba de Pe.Antonio Glowinski em Assis. A sua peregrinação continuou em Torino, a São José Cottolengo e São João Bosco, e depois nos santuários marianos que haviam inspirado a atividade da MI, Lourdes e Paris, em Rue du Bac, onde Santa Catarina de Labouré recebeu a Medalha Milagrosa. No dia 1º de Fevereiro, encontrava-se em Lisieux, para visitar o santuário e o convento de Santa Teresa do Menino Jesus, padroeira das missões.[8]

Mugenzai-no-sono e Nirmalaram[editar | editar código-fonte]

Em 26 de Fevereiro de 1930, Pe.Maximiliano parte para o Japão, com quatro confrades: Frei Zeno Zebrowski, Frei Hilary Lysakowski, Frei Sigmund Krol e Frei Severin Dagis. Deixou dois deles em Shangai, na esperança de fundar outra Cidade da Imaculada, e prossegue com os outros em direção ao Japão.

No dia 24 de Abril chegam em Nagasaki, a modesta casa que foi o primeiro refúgio deles, foi nomeada por Pe.Maximiliano “A Grodno japonesa”. Um mês após a chegada, foi publicado o primeiro número do “Cavaleiro japonês”, Seibo no Kishi, com uma tiragem de 10.000 cópias. Em 12 de Junho, Pe.Maximiliano retornou a Polônia para participar do Capítulo Provincial, que deveria informar ao novo Ministro Geral o desenvolvimento do trabalho no Japão e para obter da Província Franciscana Polonesa uma ajuda maior religiosa e também se possível financeira. O Capítulo Provincial e o Ministro Geral, concederam a aprovação a eles, no dia 25 de Agosto e Pe.Maximiliano retornou para Nagasaki.

Seu irmão, Pe.Alfonso Kolbe, que fora nomeado guardião de Niepokalanów e editor do Cavaleiro, mas morre prematuramente no dia 3 de Dezembro de broncopneumonia, e deixa um buraco incomensurável. Ele fora um fiel intérprete e executor da vontade de seu irmão, no conservar sempre o espírito franciscano de pobreza em Niepokalanów. No dia 4 de Março de 1931, Pe.Maximiliano conquistou um terreno barato no pobre quarteirão Hongochi e no dia 16 de Maio, transferiu-se com os frades ao novo convento, Mugenzai-no-sono, o “Jardim da Imaculada”.

Ele gozou de uma especial proteção também no Paraíso, de fato foi poupado da fatal explosão da bomba atômica. Sobre o ponto mais alto das construções foi erguida uma grande estátua da Imaculada, que a noite era iluminada de uma coroa de lâmpadas: era bem visível do quartel e atraiu muitos pagãos em direção a Mugenzai-no-sono. No início de Junho de 1932, Pe.Maximiliano partiu de navio de Nagasaki e chegou na Índia no fim do mês, esperando conseguir fundar uma outra Cidade da Imaculada.

No início, a sua iniciativa foi coroada de sucesso, mas logo surgiram dificuldades de vários tipos, e foi impossível fundar a Niepokalanów Indiana antes e durante a Segunda Guerra. Os problemas continuaram também depois da guerra, por causa da nova classe política indiana.

No dia 10 de Maio de 1981, o sonho de Pe.Maximiliano torna-se finalmente realidade, com o nome “Nirmalaram”, O Jardim da Imaculada.

Pe.Kolbe retornou a Polônia pelo mar no dia 23 de Maio de 1936, sobre o transatlântico “Conte Rosso”, para encontrar os confrades missionários em Serangai e permanecer na Itália.[9]

Guardião de Niepokalanów[editar | editar código-fonte]

Sendo encarregado de promover a difusão da MI em todo o mundo, Pe.Maximiliano trabalhou incansavelmente para organizar a MI e também pensou em introduzí-la no apostolado de sua Ordem. Em 1935, ele expos ao Ministro Provincial e depois ao Ministro Geral a proposta de consagrar a Ordem inteira a Imaculada, pedindo que tal moção fosse apresentada e discutida no Capítulo Geral que aconteceria em Roma no ano seguinte.

No dia 26 de Maio de 1936, Pe.Maximiliano deixou o Japão a bordo do navio “Victoria”, para participar do Capítulo Provincial de Cracóvia. Pe.Maximiliano foi eleito pelos seus superiores guardião de Niepokalanów, no dia 16 de Julho. O motivo deste encargo foi a sua saúde precária, que piorou com o clima quente e úmido do Japão.

Finalmente no dia 8 de Dezembro, a Ordem Franciscana Conventual consagrou-se a Maria Imaculada. O Capítulo Geral aprovou a proposta de Pe.Maximiliano e decretou a consagração, estabelecendo que fosse renovada em cada ano no dia da Imaculada Conceição. Um ano após, no décimo aniversário de fundação da Cidade de Maria, Pe.Maximiliano obtem a permissão de dirigir-se à nação polonesa e transmite pela rádio nacional. Descreve a história e a atividade da MI e de Niepokalanów. O seu discurso comemorativo provoca numerosos consensos, e foi convidado a falar novamente no dia 2 de Fevereiro de 1938.[10]

Com o passar dos anos, a produção editorial de Niepokalanów cresceu de modo surpreendente, seja no número dos colaboradores, como no número de publicações. Então Pe.Kolbe deduzia que um meio potente como o rádio, poderia ser usado para conduzir um maior número de almas a Maria, em vez de difundir o mal. No dia 8 de Dezembro de 1938, na Festa da Imaculada, os frades inauguram a estação de rádio SP 3RN (Estação Polonesa 3 Rádio Niepokalanów), dispondo somente de uma autorização oral do Governo. Frei Mansuetus Marczewski opera a estação de rádio de Niepokalanów. Depois de poucas transmissões, tiveram que suspender cada atividade, por causa da oposição dos inimigos que temiam o sucesso da estação de rádio.[11]

Morte em Auschwitz[editar | editar código-fonte]

Em 17 de Fevereiro de 1941, ele foi preso pela polícia secreta alemã e enviado para um campo de concentração de Auschwitz.

Em Julho de 1941 um prisioneiro conseguiu escapar, por isso o comandante do campo nazista escolheu 10 homens para serem mortos de fome.

Um dos homens selecionados Franciszek Gajownickek, gritou: " Minha pobre mulher e meus filhos que não os volto a ver!" Kolbe oferece-se si mesmo em vez do outro homem "Sou um padre católico da Polônia, quero morrer em lugar de um destes. Já sou velho e não presto para nada. A minha vida não servirá para grande coisa… Quero morrer por aquele que tem mulher e filhos.

Na sua cela, Kolbe celebrou a missa todos os dias e cantava hinos com os prisioneiros.

Ele levou os outros condenados em canção e oração e encorajou-os , dizendo-lhes que em breve estariam com Maria no céu.

Cada vez que os guardas verificam a cela, ele estava lá em pé ou de joelhos no meio a olhar calmamente para aqueles que entravam.

Após duas semanas de desidratação e fome, só Kolbe permaneceu vivo . Os guardas queriam a cela vazia e deram a Kolbe uma injeção letal de ácido carbólico.

Algumas pessoas que estavam presentes na injeção dizem que ele levantou o braço esquerdo e calmamente esperou que o injetassem. Os restos foram cremados no dia 15 de Agosto, o dia da festa da Assunção de Maria.

Legado[editar | editar código-fonte]

Fundador do Milícia da Imaculada que criou um boletim de enorme tiragem entre outros meios de divulgação da ação cristã, pelo seu apostolado, é considerado o patrono da imprensa[12] .

É igualmente visto como padroeiro especial das famílias em dificuldade, dos que lutam pela vida, da luta contra os vícios, da recuperação da droga e do alcoolismo; é considerado também padroeiro dos presos comuns e políticos[13] .

Em Julho de 1998 a Igreja de Inglaterra ergueu uma estátua de Kolbe na parte frontral da Abadia de Westminster, em Londres, como parte de um conjunto monumental dedicado à memória de dez mártires do século XX.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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