Miguel II de Bragança

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Pretendente
Miguel II de Bragança
Miguel, Duke of Braganza.jpg
Nascimento 19 de Setembro de 1853
Kleinheubach,  Alemanha
Morte 11 de Outubro de 1927 (74 anos)
Seebenstein,  Áustria
Nome reivindicado D. Miguel II de Portugal
Título(s) reivindicados Rei de Portugal e Duque de Bragança
Trono(s) reivindicado Portugal
Período 14 de Novembro de 1866 - 31 de Julho de 1920
Monarquia abolida em 1910
Último monarca D. Manuel II de Portugal¹
Ligação com o último monarca Primo em 4º grau
Casa Casa de Bragança
Pai D. Miguel I de Portugal
Mãe D. Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg
Cônjuge 1- D. Isabel de Thurn e Taxis
2- D. Maria Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg
Filhos Miguel, Francisco, Maria Teresa; Isabel, Maria Benedita, Mafalda, Maria Ana, Maria Antónia, Filipa, Duarte Nuno e Maria Adelaide
Predecessor(a) D. Miguel I de Portugal
Successor(a) D. Duarte Nuno de Bragança
¹ D. Miguel II iniciou a sua pretensão após a morte de seu pai, em 1866, sucedendo-lhe na mesma, ainda a monarquia vigorava em Portugal. Esta continuou a vigorar até 1910, sendo D. Manuel II o último monarca reinante.

D. Miguel II de Bragança (nome completo Miguel Maria Carlos Egídio Constantino Gabriel Rafael Gonzaga Francisco de Paula e de Assis Januário de Bragança; Kleinheubach, 19 de Setembro de 1853Seebenstein, 11 de Outubro de 1927) foi o único filho varão de D. Miguel I e de sua consorte, Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, e pretendente ao trono português.

Vida[editar | editar código-fonte]

Nascido em 19 de Setembro de 1853, no Castelo de Kleinheubach, na Baviera, estado que na época, pertencia ao Império Alemão, atual Alemanha. Miguel de Bragança estudou no Colégio de São Clemente, em Metz, e frequentou a Universidade de Innsbruck, no Tirol, na época Império Austro-Húngaro, atual Áustria. Foi nomeado alferes do décimo quarto Regimento de Dragões, tomando parte na campanha de ocupação da Bósnia.

Após a morte do seu pai, em 1866, passou a ser o herdeiro da Coroa portuguesa para o Partido Legitimista, defensor da monarquia tradicional e opositor ao regime monárquico constitucional então em vigor. Foi pretendente ao trono durante os reinados de D. Luís I, D. Carlos I e D. Manuel II de Portugal.

D. Miguel de Bragança foi agraciado em 1890, pelo imperador Francisco José I, com o privilégio da extra-territorialidade. Terá visitado apenas uma vez Portugal, passando completamente despercebido. Desde a Convenção de Évora Monte (1834) e a vitória dos exércitos da Quádrupla Aliança apoiantes de D. Pedro IV, os descendentes de D. Miguel I encontravam-se excluídos da sucessão à Coroa e interditos de pisarem o território nacional pela Carta de Lei de 19 de Dezembro de 1834. Esta Lei será retomada na implantação da República, tornando-a extensível a toda a família de Bragança, mas acabou sendo formalmente revogada pela Assembleia Nacional em 1950 (Lei n.º 2040 de 27 de Maio). Para os monárquicos constitucionais, a lei de banimento fora revogada do sistema Constitucional desde 1842, quando se anulara a Constituição de 1838.[1]

Em 1912, D. Miguel II subscreveu o Pacto de Dover com D. Manuel II,[2] abrindo o caminho à resolução definitiva de uma questão dinástica que, depois de 1834, vinha dilacerando a causa da monarquia em Portugal.

Durante a Primeira Guerra Mundial, integrou o exército austríaco, do qual se retirou quando Portugal entrou no conflito em 1916. Apesar de se ter retirado das fileiras do exército austríaco, renunciou em favor do seu filho mais novo, D. Duarte Nuno de Bragança, em Bronnbach, a 30 de Julho de 1920, a pedido de uma comissão de monárquicos, representante do Partido Legitimista e da Junta Central do Integralismo Lusitano.

Veio a falecer em Seebenstein, na Áustria, em 11 de Outubro de 1927.

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Do matrimónio com D. Isabel de Thurn e Taxis, teve os seguintes filhos:

  1. D. Miguel Maximiliano de Bragança (1878–1923), reivindicou o título de Duque de Viseu e renunciou a titularidade da pretensão ao trono.
  2. D. Francisco José de Bragança (1879–1919), reivindicou o título de Infante de Portugal.
  3. D. Maria Teresa de Bragança (1881–1945), reivindicou o título de Infanta de Portugal, casada com Karl Ludwig, príncipe de Thurn und Taxis.

Do matrimónio em segundas núpcias, com D. Maria Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, teve os seguintes filhos:

  1. D. Isabel Maria de Bragança (1894–1970), Princesa de Thurn und Taxis, reivindicou o título de Infanta de Portugal.
  2. D. Maria Benedita de Bragança (1896–1971), reivindicou o título de Infanta de Portugal.
  3. D. Mafalda de Bragança (1898–1918), reivindicou o título de Infanta de Portugal.
  4. D. Maria Ana de Bragança (1899–1971), reivindicou o título de Infanta de Portugal, casada com Carlos Augusto, príncipe de Thurn und Taxis.
  5. D. Maria Antónia de Bragança (1903–1973), reivindicou o título de Infanta de Portugal, casada com Sidney Ashley Chanler.
  6. D. Filipa de Bragança (1905–1990), reivindicou o título de Infanta de Portugal.
  7. D. Duarte Nuno de Bragança (1907–1976)
  8. D. Maria Adelaide de Bragança (1912–2012), reivindicou o título de Infanta de Portugal, casada com Nicolaas Johannes Maria van Uden.

Tendo já falecido D. Francisco José de Bragança e D. Miguel Maximiliano de Bragança renunciado os seus direitos, Miguel II de Bragança renunciou, em 1920, a favor de seu terceiro filho varão, D. Duarte Nuno de Bragança[3] .

Títulos reivindicados[editar | editar código-fonte]

D. Miguel II reivindicou os seguintes títulos:[4]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • EUSTÁQUIO, Victor; "Casas Reais Europeias - Portugal"; Lisboa, Maio de 2004; ISBN 972-9476-43-8

Referências

  1. Documentos da Aclamação de El-Rei D. Duarte II, Lisboa, 1933, p. 7; José Augusto Vaz Pinto, "A Sucessão do Senhor D. Manuel II segundo a Carta Constitucional", A Voz, 2 de Setembro de 1932
  2. Documentos da Aclamação de El-Rei D. Duarte II, Lisboa, 1933.
  3. Abdicacação de D. Miguel (II) de Bragança em D. Duarte Nuno, Unica Semper Avis, Lisboa, 2000-2010
  4. Miguel II de Brgança no GeneAll.net

Ver também[editar | editar código-fonte]