Isabel Luísa, Princesa da Beira

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Dona Isabel Luísa
Princesa da Beira
Princesa da Beira
Período 12 de setembro de 168321 de outubro de 1690
Predecessor D. Catarina Henriqueta
Sucessor D. Maria Bárbara
Nome completo
Isabel Luísa Josefa de Bragança
Casa Bragança
Pai D. Pedro II de Portugal
Mãe D. Maria Francisca Isabel de Saboia
Nascimento 6 de Janeiro de 1669
Lisboa, Portugal
Morte 21 de Outubro de 1690 (21 anos)
Lisboa, Portugal
Enterro Panteão dos Braganças, Lisboa

D. Isabel Luísa Josefa de Bragança, cognominada a Sempre Noiva (Lisboa, 6 de Janeiro de 1669 - Lisboa, 21 de Outubro de 1690) foi uma Infanta de Portugal. Única filha do então regente Infante D. Pedro (futuro Rei Dom Pedro II de Portugal) com sua esposa e cunhada D. Maria Francisca de Saboia.

Teve saúde frágil. O pai procurou casá-la com numerosas cabeças coroadas (entre as quais Vítor Amadeu II de Saboia, rei da Sardenha), esforço que não logrou nunca concretizar - o que lhe valeu o epíteto de "a Sempre-Noiva".

Noiva em 1680 do primo, futuro Vítor Amadeu II de Saboia, duque de Saboia e depois rei da Sardenha. Reconhecida herdeira presuntiva nas cortes de Lisboa, 23 de novembro de 1674. Estando ainda vivo o rei Afonso VI de Portugal, impunha-se criar doutrina jurídica para fundamento da homenagem a ela prestada. As cortes, reunidas em Lisboa, derrogaram só por esta vez a lei «das Cortes de Lamego», que excluía qualquer príncipe estrangeiro de acesso à Coroa. A 25 de março de 1681, o Marquês de Droné, embaixador da Saboia, fez a cerimónia dos esponsais em nome do Duque seu amo, no salão dos Embaixadores, e ali se deu o costumado presente à princesa.

Em 1682 foi enviado embaixador o duque de Cadaval para acompanhar a Lisboa o Real noivo. A esquadra que o conduzia compunha-se de oito navios. Chegou a Villafranca, onde o Duque de Cadaval passou a Turim e ali se encontrava o Duque de Saboia doente, ou dizendo-se doente, de febre pertinaz. O fato serviu de pretexto ao partido contrário de Madame Real, mãe do Duque e regente em sua menoridade, para adiar a viagem que muito desejava, a fim de assegurar uma coroa real ao filho. Dizia o partido inimigo que era para ficar governando sem competidor aos seus Estados, favorecendo nesse caso as ideias de Luís XIV. O embaixador português, vendo que o Duque se não restabelecia, que o partido contrário à sua vinda para Portugal aumentava e que o próprio Duque o animava, resolveu voltar para seu país, não querendo invernar nos portos do Piemonte.

Como filha mais velha de D. Pedro II, assumiu em 12 de setembro de 1683 o título de Princesa da Beira. Foi reconhecida nas Cortes de Lisboa como herdeira presuntiva até ao nascimento do irmão, o Príncipe D. João.

O incidente e a enfermidade que sobreveio a D. Maria Francisca Isabel de Saboia (morta em 27 de dezembro de 1688), romperam a aliança, não desejando outra coisa os portugueses senão ver casado de novo o Príncipe D. Pedro; que já tinha assumido o titulo de rei Pedro II de Portugal por ter morrido setembro D. Afonso VI. D. Pedro II casou assim em 1687 com D. Maria Sofia de Neuburgo, filha do eleitor palatino Filipe Guilherme de Neuburgo.

Realeza Portuguesa
Casa de Bragança
Descendência
Duchy of Braganza (1640-1910).png

Pensou-se em casá-la com Luís XIV ou com o delfim, Carlos II de Espanha, com o grão-Duque de Toscana, com o duque de Parma e o Príncipe palatino Carlos. Era muito instruída; falava francês, italiano e espanhol, sabia latim e dedicava-se ao estudo da história. O verdadeiro motivo de se ter desmanchado o casamento do Duque de Saboia teria sido o receio dos saboianos da influência preponderante de Luís XIV, que o desejava, para dar com a coroa de Portugal uma compensação ao Duque Victor Amadeu pela perda do Piemonte, que desejava anexar à França.

Com o nascimento do primeiro filho de D. Pedro II e de D. Maria Sofia a Princesa deixa de ser a herdeira do trono mas com morte do filho de D. Pedro II e da sua nova consorte, nascido em 1688 e que vivera uns dias, tornou-a pela segunda vez herdeira do trono até que em 22 de outubro de 1689 nasceu outro príncipe, o futuro D. João V de Portugal.

Adoecendo ela de bexigas, não se restabeleceu; desesperando os médicos da sua vida, preparou-se para morrer cristãmente, recorrendo aos sufrágios da igreja.

Faleceu no Palácio da Palhavã, em Lisboa, tendo sido sepultada ao lado da mãe na igreja do convento do Santo Crucifixo ou Convento das Francesinhas, que sua mãe fundara. Em 1912 foi, com a mãe, trasladada para o Panteão dos Braganças no Mosteiro de São Vicente de Fora.

Precedida por:
D. Catarina Henriqueta
Brasão do Príncipe da Beira
Princesa da Beira

12 de setembro de 1683 - 21 de Outubro de 1690
Sucedida por:
D. Maria Bárbara
Precedido por
D. Afonso
Herdeira presuntiva de Portugal
23 de Novembro de 1674 - 30 de Agosto de 1688
Sucedido por
D. João
Precedido por
D. João
Herdeira presuntiva de Portugal
17 de Setembro de 1688 - 22 de Outubro de 1689
Sucedido por
D. João
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