Maria Francisca Benedita de Bragança

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Maria Francisca Benedita de Bragança
Princesa do Brasil, duquesa de Bragança
D. Maria Benedita, infanta de Portugal
Governo
Consorte José, Príncipe do Brasil
Vida
Nascimento 25 de julho de 1746
Lisboa, Reino de Portugal
Morte 18 de Agosto de 1829 (83 anos)
Lisboa, Reino de Portugal
Sepultamento Panteão dos Braganças
Pai José I de Portugal
Mãe Mariana Vitória de Bourbon

Dona Maria Francisca Benedita Ana Isabel Josefa Antónia Lourença Inácia Gertrudes Rita Joana Rosa de Bragança (Lisboa, 25 de Julho de 1746 — Lisboa, 18 de Agosto de 1829), Infanta de Portugal, foi a quarta e última filha de Dom José I, Rei de Portugal, e de sua consorte, D. Mariana Vitória de Bourbon, nascida infanta de Espanha e, pelo seu casamento, Rainha de Portugal.

Sua irmã mais velha foi D. Maria I (1734-1816), Rainha de Portugal, de quem se tornaria também nora.

Juventude[editar | editar código-fonte]

Baptizada na Sé Patriarcal de Lisboa pelo cardeal D. Tomás de Almeida, a infanta recebeu, conforme a tradição da época, um nome extenso: Maria Francisca Benedita Ana Isabel Josefa Antónia Lourença Inácia Gertrudes Rita Joana Rosa.

Inteligente e artística, D. Maria Fernanda recebeu aulas de música do maestro italiano David Perez, contratado por seu pai, D. José I. Também teve aulas de dança. Ávida leitora, gostava de escrever poesia em diversas línguas, entre as quais inglês, francês, espanhol e italiano, que falava fluentemente. Entre seus professores de pintura e desenho estava Domingos Sequeira.

Com sua irmã D. Maria Ana de Bragança, ela partilhou seu dom para a pintura; pode-se observar até hoje o trabalho das irmãs em um painel da Basílica da Estrela, em Lisboa[1] .

Casamento e viuvez[editar | editar código-fonte]

Realeza Portuguesa
Casa de Bragança
Descendência
Duchy of Braganza (1640-1910).png

No dia 21 de fevereiro de 1777, D. Maria Francisca casou-se com seu sobrinho D. José, então Príncipe da Beira. D. José era o presumível herdeiro da Coroa portuguesa, e sua mãe, D. Maria I, ascendeu como rainha em março daquele ano.

D. Maria Francisca tinha então trinta anos de idade e seu marido, apenas quinze. Porém, na época, isso era aceitável, e casamentos entre filhos das casas reais da Europa eram negociados por conveniência. Além disso, a alta mortalidade infantil do período reduzia o número de escolhas. O casal acabou por não ter filhos.

A morte prematura de D. José, em 1788, deixou-a viúva e muito desgostosa. Como conseqüência, D. Maria Francisca ficou conhecida como a Princesa-viúva.

Após um longo período de luto, D. Maria Francisca decidiu construir, com seu próprio dinheiro, o Asilo de Inválidos Militares, em Runa. Ela poderia ter mandado construir mais uma igreja ou um convento, ganhando prestígio entre os nobres, mas não o fez.

Incidentes e morte[editar | editar código-fonte]

Ao longo da sua vida, D. Maria Francisca teve ainda que assistir a várias outras desgraças: o enlouquecer de sua irmã mais velha, a Rainha Dona Maria I; a transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1820) e, enfim, o início da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834).

D. Maria Francisca morreu aos oitenta e três anos, pouco tempo depois da ascensão de D. Miguel I, seu sobrinho-neto, ao trono de Portugal.

Seu corpo está sepultado no Panteão dos Braganças, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

- BRAGA, Paulo Drumond, A Princesa na Sombra. D. Maria Francisca Benedita (1746-1829) , Lisboa, Colibri, Torres Vedras, Câmara Municipal, 2007.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]