Isabel de Avis, Rainha de Portugal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Isabel de Avis
Rainha de Portugal
Isabel de Coimbra.PNG
Governo
Reinado 6 de Maio de 1447
2 de Dezembro de 1455
Consorte Afonso V
Casa Real Avis
Vida
Nascimento 1 de Março de 1432
Évora
Morte 2 de Dezembro de 1455 (23 anos)
Sepultamento Capela do Fundador, Mosteiro da Batalha, Portugal
Filhos João
Santa Joana
João II
Pai Pedro, Duque de Coimbra
Mãe Isabel de Aragão

D. Isabel, Rainha de Portugal, também chamada D. Isabel de Portugal, D. Isabel de Lancastre, D. Isabel de Avis ou mais modernamente, no estrangeiro, D. Isabel de Coimbra; (1 de Março de 1432 - 2 de Dezembro de 1455), rainha de Portugal, filha do Infante-Regente D. Pedro, Duque de Coimbra e de sua mulher a princesa D. Isabel de Aragão, condessa de Urgel, filha do rei Jaime II de Aragão. Casou em 6 de Maio de 1447 com o seu primo direito D. Afonso V.

A rainha D. Isabel viveu desde a infância um belo caso de amor com o seu rei e primo, junto de quem foi criada na corte de seu pai, o regente, e que lhe retribuia com fervor essa afeição. Sofreu cruel desgosto com a intriga urdida pelo 1º Duque de Bragança contra seu pai, que veio a culminar na Batalha de Alfarrobeira, não tendo este incidente no entanto diminuido a afeição e confiança absoluta existentes entre o Rei e a sua Rainha.

As rainhas de Portugal contaram, desde muito cedo, com os rendimentos de bens, adquiridos, na sua grande maioria, por doação. D. Isabel de Lencastre foi donatária de todas as vilas de D. Leonor, sua sogra. Morreu nova, como todos os infantes seus irmãos (a maior parte deles tendo morrido assassinados ou envenenados, como se suspeita tê-lo sido ela própria, durante o seu exílio no estrangeiro). Foi mãe de D. João II e de Santa Joana Princesa, ou princesa Santa Joana de Portugal.

Sua irmã mais nova e solteira, D. Filipa de Lancastre, infanta de Portugal, que vivia recolhida, embora sem professar, no Mosteiro de Odivelas, serviu então de mãe aos filhos da Rainha. Criou D. João II na veneração da memória do avô materno, preservada por D. João ao criar o título de (segundo) Duque de Coimbra, e ao reconstituir a Casa do avô regente a favor de seu filho natural, D. Jorge de Lancastre, 2º Duque de Coimbra.

Antes de morrer, a rainha D. Isabel de Aviz vai obter do rei e marido o arrependimento pelo tratamento dado ao Infante das Sete Partidas, cuja desgraça causara espanto, escândalo e consternação na Europa de 1449; a reabilitação da memória de D. Pedro ficou manifesta nas grandes cerimónias, ordenadas por D. Afonso V, de trasladação processional do corpo do Infante assassinado - pois se deslocava para a corte, obedecendo ao chamado do rei, acompanhado apenas de uma pequena comitiva e não armados para a guerra - da humilde igrejinha de Alverca, onde por caridade o haviam sepultado em segredo, sob os degraus de pedra da entradinha, alguns pescadores do rio Tejo, para Sta. Maria da Vitória da Batalha, junto de seus pais e irmãos. Ali, na Capela do Fundador, jaz também D. Isabel e seu marido, pais, filhos e netos, por ser esta o panteão da Dinastia a que todos pertenciam.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedida por:
Leonor de Aragão
PortugueseFlag1385.svg
Rainha de Portugal

14471455
Sucedida por:
Joana de Trastâmara
Realeza Portuguesa
Casa de Avis
Descendência
Ordem Avis.svg
Ícone de esboço Este artigo sobre Rainhas de Portugal é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.