Beata Mafalda de Portugal

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Beata Mafalda de Portugal, O. Cist.
Beata Mafalda de Portugal
Senhora de Arouca; Rainha consorte do Reino de Castela
Nascimento 1195/96 em Reino de Portugal
Morte 1 de maio de 1256 (61 anos) em Rio Tinto
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 27 de Junho de 1793 por Papa Pio VI
Principal templo Mosteiro de Arouca, Portugal
Festa litúrgica 2 de maio
Gloriole.svg Portal dos Santos

D. Mafalda de Portugal, ou Mafalda Sanches O. Cist. (1195/96Amarante, 1 de Maio de 1256), infanta de Portugal e rainha de Castela por um breve período de tempo, sendo ainda considerada beata pela Igreja Católica, e venerada sob o nome de Rainha Santa Mafalda.

Foi educada por D. Urraca, filha de Egas Moniz[1] .

Rainha de Castela[editar | editar código-fonte]

A imagem de carnação da Rainha Santa Mafalda, cujo corpo incorrupto se conserva no Mosteiro de Arouca, figura ainda hoje nas armas dessa vila portuguesa.

Era filha do rei Sancho I de Portugal e de Dulce de Barcelona, tendo recebido em herança o nome da avó, a rainha Mafalda de Saboia. Em 1215, Mafalda casou-se com Henrique I de Castela; como ambos eram muito jovens, o casamento não foi consumado, e dissolvido no ano seguinte.

Querelas com Afonso II de Portugal, seu irmão[editar | editar código-fonte]

Por morte de Sancho I de Portugal, Mafalda deveria receber, segundo as disposições testamentárias do pai, o castelo de Seia, com o resto do termo da vila, e todos os rendimentos aí produzidos, podendo usar o título de rainha enquanto senhora desse mesmo castelo; recebia também o mosteiro de Bouças.

Isto gerou uma luta com seu irmão Afonso II de Portugal, que desejando centralizar o poder, obstou à prossecução do testamento do pai, impedindo a infanta-rainha de receber os títulos e os réditos a que tinha direito - de facto Afonso II temia que esta pudesse passar a eventuais herdeiros o vasto património que o testamento lhe legava, criando assim um problema à soberania do rei de Portugal e dividindo quase o país ao meio.

O testamento previa também terras e castelos para as suas irmãs Teresa e Sancha, tendo-se formado um partido de nobres afectos às infantas, liderado pelo infante D. Pedro (que se acolheu a Leão sob a protecção de Teresa, então rainha de Leão, e tomou algumas praças transmontanas), mas que acabaria por sair derrotado; só com a morte de Afonso II, o seu filho Sancho II resolveu o problema, concedendo os rendimentos dos castelos às tias, nomeando os seus alcaides de entre os nomes que estas propusessem, pedindo-lhes apenas que renunciassem ao título de rainhas - assim se estabeleceu enfim a paz no reino, em 1223.

Vida religiosa e beatificação[editar | editar código-fonte]

Realeza Portuguesa
Casa de Borgonha
Descendência
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Mais tarde, tornou-se monja cisterciense revitalizando o mosteiro feminino de Arouca. Faleceu no mosteiro de Rio Tinto, nas proximidades do Porto. Quando o seu corpo foi mais tarde exumado para ser trasladado para a abadia de Arouca, foi descoberto incorrupto, o que gerou uma onda de fervor religioso em torno do corpo da infanta.

A 27 de Junho de 1793 foi beatificada pelo Papa Pio VI, acompanhando assim aos altares as suas irmãs Teresa e Sancha, já declaradas beatas no início desse século. É festejada no dia 2 de Maio pela Igreja Católica.

Referências


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Royal Arms of Castille (1214-15th Century).svg
Rainha-consorte de Castela

1215 — 1217
Sucedida por:
Berengária de Castela
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