Fernando de Portugal, Senhor de Serpa
D. Fernando de Portugal (1217 - 1246), Infante de Portugal e Senhor de Serpa, foi o terceiro filho saído do casamento entre o Rei de Portugal, D. Afonso II e D. Urraca de Castela. Devido à posse do Senhorio de Serpa que lhe foi dado pelo seu irmão, o Rei D. Sancho II, D. Fernando ficou conhecido por o Infante de Serpa.
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Biografia [editar]
O Infante D. Fernando esteve envolvido na disputa que opôs a Coroa Portuguesa a Roma, relativa à sucessão do Bispo de Lisboa, D. Paio. Existiam dois candidatos à sucessão, um apoiado pela Coroa, Sancho Gomes, e o outro por Roma, Mestre João. Tendo sido eleito o candidato de Roma, D. Fernando deslocou-se a Lisboa com homens de armas e provocou vários desacatos contra os apoiantes daquele, com vista a fazê-lo desistir do cargo. Um dos desacatos foi a entrada e parcial destruição de uma Igreja onde se pensava estarem escondidos bens de familiares de Mestre João.
Ao ter conhecimento dos acontecimentos, o Papa Gregório IX reagiu com veemência, forçando a Coroa a castigar os responsáveis. D. Fernando, arrependido foi pessoalmente a Roma pedir perdão ao Papa.
Casamento e descendência [editar]
D. Fernando casou com D. Sancha Fernandez de Lara, casamento do qual não teve filhos. Sabe-se que teve, pelo menos, um filho ilegítimo, D. Sancho Fernandes, que em 1261 ocupava o cargo de prior da colegiada de Santo Estêvão de Alfama, de quem descenderia a família Serpa.
Brasão [editar]
Num estudo publicado pelo historiador espanhol F. Menéndez-Pidal de Navascués 1 , D. Fernando terá usado um brasão com uma Serpe, símbolo do seu Senhorio de Serpa, com uma bordadura onde, alternadamente se representa as armas de Portugal (ascendência paterna) e as de Castela (ascendência materna).
Ver também [editar]
Bibliografia [editar]
PEREIRA, Armando de Sousa, «O Infante D. Fernando de Portugal, senhor de Serpa (1218-1246): história da vida e da morte de um cavaleiro andante», Lusitania Sacra, 2.ª série, 10 (1998), pp. 95-121.
- ”Nobreza de Portugal e do Brasil”, Vol. I pág 152, publicado por Representações Zairol Lda., Lisboa, 1989.
Referências
- ↑ Apresentado na obra "A Monarquia Portuguesa", edição das Selecções do Reader's Digest, S.A., Lisboa, Abril de 1999, pág. 368, ISBN 972-609-261-2