Januária Maria de Bragança
| Dona Januária | |
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| Princesa Imperial do Brasil Infanta de Portugal Condessa de Áquila |
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| Período | 7 de abril de 1831 - 23 de fevereiro 1845 |
| Predecessor | D. Pedro II |
| Sucessor | D. Afonso Pedro |
| Cônjuge | Luís Carlos de Bourbon-Duas Sicílias |
| Descendência | |
| Luís Maria Isabel Filipe Mário |
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| Nome completo | |
| Januária Maria Joana Carlota Leopoldina Cândida Francisca Xavier de Paula Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança | |
| Casa | Bragança |
| Pai | D. Pedro I do Brasil |
| Mãe | D. Maria Leopoldina de Áustria |
| Nascimento | 11 de março de 1822 Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, Brasil |
| Morte | 13 de maio de 1901 (79 anos) Nice, França |
Dona Januária Maria Joana Carlota Leopoldina Cândida Francisca Xavier de Paula Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança, condessa d'Áquila e princesa imperial do Brasil (Rio de Janeiro, 11 de março de 1822 — Nice, 13 de maio de 1901), era filha do imperador Dom Pedro I e da imperatriz Dona Leopoldina, irmã de Dom Pedro II, imperador do Brasil e de Dona Maria II, rainha de Portugal.
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Infância [editar]
Nascida no Rio de Janeiro, no Palácio de São Cristóvão, em 18 de março de 1822, D. Januária nasceu com a sua mãe, a Imperatriz D. Leopoldina, em pé, pendurada ao pescoço do marido, o Imperador D. Pedro I. A Princesa foi batizada aos 18 de março de 1822 na Capela Imperial e foi cognominada "Princesa da Independência".
A Princesa D. Januária cresceu ao lado dos irmãos D.Pedro II, D.Paula Mariana e D. Francisca de Bragança. Seu nome foi escolhido por seu pai como forma de homenagear a província do Rio de Janeiro. D. Januária, nasceu apenas um mês depois do falecimento do Príncipe D. João Carlos de Bragança.
Perdeu a mãe com quatro anos de idade e viu o pai partir para Portugal com a madrasta e a irmã mais velha aos nove. Cresceu sob educação extremamente rigorosa.
Em 1833, morria a Princesa D. Paula Mariana, antes de completar 10 anos de idade. A princesa D. Januária, por meio de uma carta, relatava o acontecimento ao pai:
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- "Amado papai. Apesar das nossas constantes súplicas aos céus, a nossa querida irmã Paula Mariana partiu. Não encontramos consolo. Nossa irmã tão amada não está mais connosco. Além disso, Pedrinho adoeceu seriamente. Chegamos a pensar que ele pegara a mesma febre de Paula Mariana, mas, graças aos céus, ele melhorou e já está sentado em sua sala de estudos. Para expressar nossa gratidão, nós, mana Chica e eu, sua filha Januária, ficaremos sem comer açúcar até o aniversário de Pedro, dia 2 de dezembro. Amado papai, estamos desesperados e em grande desalento. O senhor nos faz muita falta e também sentimos muita saudade de nossa irmã Maria da Glória e de todos que estão com o senhor em Lisboa. Com a promessa de lhe sermos sempre filhos obedientes e amorosos, Januária, Francisca e Pedro."
Princesa Imperial [editar]
Com a abdicação de D. Pedro I para a Europa e a reconquista da coroa portuguesa para sua primogênita, D. Maria da Glória, a sucessão do trono brasileiro precisava ser modificada. Foi expedida uma lei nomeando D. Januária a Princesa Imperial do Brasil pela Assembleia dos Deputados. O Regente, padre Diogo Antônio Feijó, disse apenas que aceitava o documento em nome da Princesa Imperial.
No dia 4 de agosto de 1836, D. Januária entrou no salão do paço do Senado, trazendo um rico vestido de ouro sobre o qual se divisava a insígnia da Grã Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro e, na presença dos deputados com a mão sobre o missal, declarou solenemente com voz comovida:
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- "Juro manter a Religião Católica, Apostólica, Romana; observar a Constituição Política da Nação Brasileira e ser obediente às leis e ao Imperador".
Desta forma, a princesa D. Januária se tornou Princesa Imperial do Brasil (herdeira do trono), até o nascimento do Príncipe Afonso, filho de seu irmão D. Pedro II.
Campanha para Regente [editar]
Em 1836, o Governo Regencial entrou em crise e, nessa época D. Januária entrou em cena, pois era a filha mais velha de D. Pedro I. Alguns deputados liberais moderados passaram a defender que a Regência fosse entregue à Princesa D. Januária, irmã de D. Pedro II e Princesa Imperial do Brasil, então com quinze anos, para que ela pudesse assumir a Regência, mas a ideia não foi adiante, logo as rédeas do governo foram retomadas.
Casamento [editar]
Na época que se procurava uma esposa para o Imperador D. Pedro II, seu irmão, procurava-se um marido para a Princesa D. Januária, já com 20 anos. Seu casamento foi negociado, assim como o de D. Pedro II, com o Reino das Duas Sicílias: os dois irmãos casaram-se com dois irmãos.
A cerimônia se realizou no Rio de Janeiro em 28 de abril de 1844: casou-se com Luís Carlos Maria de Bourbon e Duas Sicílias, Conde d'Áquila, príncipe do Reino das Duas Sicílias, filho do rei D. Francisco I e irmão da princesa D. Teresa Cristina Maria de Bourbon, que se casaria com D. Pedro II. Tiveram quatro filhos.
Ascendência [editar]
Descendência [editar]
Do Conde d’Áquila, Luís Carlos de Bourbon, príncipe do reino das Duas Sicílias, teve:
- Luís (18 de julho de 1845 – 27 de novembro de 1909) - casado morganaticamente com Maria Amélia Bellow-Hamel.
- Isabel Leopoldina (22 de julho de 1846 – 14 de fevereiro de 1859).
- Filipe (12 de agosto de 1847 – 9 de julho de 1922) - casado morganaticamente com Flora Böonen.
- Manoel(24 de janeiro de 1851 – 26 de janeiro de 1851).
Falecimento [editar]
D. Januária, Condessa d'Áquila, faleceu em Nice, França, no dia 13 de maio de 1901, sendo a última filha de D. Pedro I e da Imperatriz Leopoldina a falecer.
| Precedido por Pedro II do Brasil |
Princesa Imperial do Brasil 1836 — 1845 |
Sucedido por D. Afonso Pedro |
| Precursores: D. João VI de Portugal | D. Carlota Joaquina |
| 1.ª geração: D. Pedro I | D.Leopoldina de Áustria | D. Amélia de Leuchtenberg |
| 2.ª geração: D. Pedro II | D. Teresa de Duas Sicílias | D. Januária Maria | D. Paula Mariana | D. Francisca Carolina D. Maria II de Portugal | D. Maria Amélia |
| 3.ª geração: D. Isabel Leopoldina | D. Luís Gastão d'Eu | D. Afonso Pedro | D. Leopoldina Teresa | D. Pedro Afonso |
| 4.ª geração: D. Luísa Vitória | D. Pedro de Alcântara | D. Luís Maria Filipe | D. Antônio Gastão | D. Pedro Augusto | D. Augusto Leopoldo |
| 5.ª geração em diante: Ramo de Vassouras | Ramo de Petrópolis | Ramo de Saxe-Coburgo e Bragança |
