Operação Faktor

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A Operação Faktor anteriormente denominada Operação Boi Barrica é uma operação da Policia Federal Brasileira que investiga Fernando Sarney, suspeito de fazer caixa dois na campanha de Roseana Sarney na disputa pelo governo do Maranhão em 2006. Antes das eleições, ele teria sacado 2 milhões de reais em dinheiro vivo.[1]O nome Boi Barrica refere-se a um grupo folclórico do Maranhão que tem como padrinhos a família Sarney.[2]A operação teve que ser rebatizada devido a reclamações do grupo boi-bumbá Boizinho Barrica.[3]

Fernando Sarney foi indiciado por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.[4]Todavia, nega todas as acusações.[5]

Em consequência desta operação a Polícia Federal gravou ligações mostraram indícios de nepotismo praticados por Sarney onde interveio ao entregar um cargo ao namorado de sua neta, juntamente com Agaciel Maia.

Em 2011 o Superior Tribunal de Justiça (Ministros da 6ª Turma) anulou as provas que a Polícia Federal havia encontrado por tê-las considerado ilegais. As investigações, desta forma, retornam quase a seu ponto de início.[6]

[editar] Conflito com o Jornal Estado de S. Paulo

O jornal O Estado de S. Paulo em 31 de julho de 2009 foi proibido de publicar reportagens sobre a Operação Faktor. O ato foi realizado pelo desembargador Dácio Vieira a pedido de Fernando Sarney e a multa determinada no descumprimento da decisão é de R$ 150 mil por cada publicação sobre a operação.[7]

O desembargador Dácio Vieira natural de Araguari pertence ao círculo social de Sarney e Agaciel Maia e é ex-consultor jurídico do Senado. Esteve presente no casamento de Mayanna Maia filha de Agaciel, onde Sarney foi padrinho.[8]

Depois da ação de Dácio Vieira uma série de entidades com a Ordem dos Advogados do Brasil e a Associação Nacional de Jornais repudiaram a ação.[9]

Posteriormente, em 10 de novembro de 2009, foi anunciado que o Supremo Tribunal Federal negou o pedido do jornal contra a proibição que havia recebido em publicar informações sobre dados da Operação Boi Barrica. Na sua defesa os advogados do jornal compararam o fato ao Ato Institucional nº 5.[10][11]

Em 18 de dezembro de 2009 Fernando Sarney decidiu remover a ação de proibição de veicular matérias sobre a operação ao Estado.[12]Porém, a censura continua. Todavia, o Estado está aguardando intimação da justiça para decidir se aceitará ou não a extinção do processo.[13]

Depois de 384 dias, o jornal ainda alegava estar sob censura e indicou preferência dar sequencia ao julgamento de mérito da ação.[14]


Notas e referências

  1. Época. Relatório do Coaf – órgão de fiscalização – alertou sobre os grandes saques em dinheiro de Fernando Sarney em 2006. Página visitada em 06/01/2010.
  2. Abril. Filho de Sarney é indiciado pela PF por três crimes. Página visitada em 02/08/2009.
  3. Terra. Relatório da PF apontaria lobby de ex-ministro na Petrobras. Página visitada em 02/08/2009.
  4. PF indicia filho de Sarney por suspeita de formar quadrilha. Página visitada em 02/08/2009.
  5. G1. PF indicia Fernando Sarney por suspeita de formação de quadrilha. Página visitada em 19/08/2010.
  6. Veja. STJ anula provas da Polícia Federal sobre filho de Sarney. Agência Estado. Página visitada em 19/09/2011.
  7. Estadão. Justiça censura Estado e proíbe informações sobre Sarney. Página visitada em 02/08/2009.
  8. Estadão. Juiz que determinou censura é próximo de Sarney e Agaciel. Página visitada em 02/08/2009.
  9. G1. Entidades condenam decisão que proíbe reportagens sobre Fernando Sarney. Página visitada em 02/08/2009.
  10. Portal G1. STF nega a jornal revogação de liminar que proíbe dados sobre Fernando Sarney. Página visitada em 11/12/2009.
  11. STF. Arquivada ação do jornal O Estado de S. Paulo contra proibição de veicular matérias sobre Fernando Sarney. Página visitada em 11/12/2009.
  12. Portal G1. Filho de Sarney desiste de ação contra jornal. Página visitada em 18/12/2009.
  13. Estadão. Estado está sob censura há 164 dias. Página visitada em 11/01/2010.
  14. Estadão. 'Estado' está sob censura há 417 dias. Página visitada em 19/08/2010.

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