Páprica

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A páprica (português brasileiro) ou paprica (português europeu), também conhecido por pimentão, pimentão-doce ou, em Portugal, por colorau, é uma especiaria obtida do pimentão-doce depois de seco e moído, muito usada na cozinha como condimento. O pimentão-doce é uma variedade de Capsicum annuum, da família das Solanaceae. A sua origem é latino-americana, mais especificamente da região central e do México. Diversas variedades desta espécie são utilizadas de acordo se se pretende um condimento mais ou menos picante.

Pimentos vermelhos postos a secar ao ar livre, antes de ser moídos.
Páprica.

Uso em diferentes países[editar | editar código-fonte]

O nome páprica é um derivativo da palavra pimenta de origem húngaras. Em algumas línguas europeias, como o alemão, tanto o fruto como o pó resultante são chamados de paprica. O termo botânico Capsicum deriva do grego kápsa, caixa, cápsula, numa referência ao formato das frutas. O nome da espécie C. annuum vem do termo latino que designa annual, apesar desta periodicidade não ser constante.

O maior consumidor e produtor da Europa e do mundo é a Hungria e os países da região dos Bálcãs[carece de fontes?]. Foi a cozinha húngara que fez famosa a páprica na região da Europa central, e é também na Hungria que se produz uma das melhores pápricas do mundo que vai do doce ao picante[carece de fontes?]. O prato húngaro mais conhecido mundialmente, o Goulash, um tipo de caldo grosso feito de carne e algumas variações de vegetais, como batatas, cenouras e cebolas e toucinho de porco usa bastante este tempero.

Também na Península Ibérica é generalizado o uso do pimentão-doce ou colorau. Serve para dar cor e sabor aos enchidos (chouriços, linguiças ...) e na cura do presunto, tal como em vários pratos típicos.

Usa-se no Golfo Pérsico, uma mistura aromática e picante de temperos chamada baharat que utiliza a páprica como ingrediente. É também utilizada na cozinha turca, árabe e berbere. Na Síria, é uma das especiarias que compõe a pimenta síria.[1]

O picante[editar | editar código-fonte]

O princípio picante, a capsaicina, está presente em quantidades ínfimas (0,005%) nas variedades de pimento suave normalmente usadas na páprica, podendo chegar a 0,1% em espécies mais picantes. O sabor de páprica é devido ao óleo essencial composto por hidrocarbonetos, ácidos gordos e ésteres, além de vitamina C. Sua coloração comum é vermelha ou amarela.

Referências

  1. "Cozinha do Mundo - Sírio e Líbano". Editora Abril S.A. Página 158. (2010)

Ver também[editar | editar código-fonte]