Sofia Amália de Brunsvique-Luneburgo

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Sofia Amália
Rainha consorte da Dinamarca e da Noruega, etc.
Sofia Amália
Governo
Consorte Frederico III da Dinamarca
Vida
Nascimento 24 de Março de 1628
Castelo de Herzberg, Baixa Saxónia
Morte 20 de Fevereiro de 1685 (56 anos)
Palácio de Amalienborg, Copenhaga, Dinamarca
Filhos Cristiano V da Dinamarca
Ana Sofia da Dinamarca
Frederica Amália da Dinamarca
Guilhermina Ernestina da Dinamarca
Frederico da Dinamarca
Jorge da Dinamarca
Ulrica Leonor da Dinamarca
Doroteia da Dinamarca
Pai Jorge de Brunsvique-Luneburgo
Mãe Ana Leonor de Hesse-Darmstadt

Sofia Amália de Brunsvique-Luneburgo (24 de Março de 162820 de Fevereiro de 1685), foi rainha da Dinamarca e da Noruega, como consorte do rei Frederico III.

Família[editar | editar código-fonte]

Sofia Amália foi a quinta filha do duque Jorge de Brunsvique-Luneburgo e da landegravina Ana Leonor de Hesse-Darmstadt. Sofia era tia paterna do rei Jorge I da Grã-Bretanha, sendo irmã do pai dele, o duque Ernesto Augusto de Brunsvique-Luneburgo. Os seus avós paternos eram o duque Guilherme de Brunsvique-Luneburgo e a princesa Doroteia da Dinamarca. Os seus avós maternos eram o landegrave Luís V de Hesse-Darmstadt e a marquesa Madalena de Brandemburgo.[1]

Casamento[editar | editar código-fonte]

Sofia com o marido, o rei Frederico III.

Sofia Amália casou-se com o príncipe Frederico da Dinamarca no Castelo de Glücksburg, em 1 de Outubro de 1643 e o casal passou a viver em Bremen. O casamento tinha sido arranjado em 1640 e foi considerado adequado para a situação na qual o noivo se encontrava, visto que na altura ele era apenas bispo de Bremen e não herdeiro ao trono. Entre 1646-1647, o casal viveu humildemente em Flensborg antes de Frederico ser declarado como herdeiro. Sofia tornou-se rainha da Dinamarca em 1648. Juntos tiveram oito filhos, incluindo o rei Cristiano V e a princesa Ulrica Leonor, que se casou com o rei Carlos XI da Suécia.

Rainha da Dinamarca[editar | editar código-fonte]

Sofia Amália adorava caçar e, apesar da situação financeira difícil do reino, era o centro de uma corte sumptuosa que usava artigos de luxo e dava grandes festas que tinham como objectivo glorificar o poder do rei. A rainha gostava de moda, festas e de teatro, organizava bailes de máscaras e introduziu a moda francesa na Dinamarca. Como o seu marido era bastante introvertido, Sofia tornou-se o centro da vida da corte.

Remodelou a corte segundo o estilo francês e alemão. Em 1649 mandou vir uma grande encomenda de artigos de luxo para a sua nova corte e reorganizou os seus participantes e posições. Contratou um capelão alemão, Kaspar Förster, uma orquestra de violinos francesa, um mestre de ballet francês, D. de Pillow, e uma cantora e bailarina francesa, Anne Chabanceau de La Barre. O embaixador espanhol, Bernardino de Rebolledo dedicou-lhe alguns dos seus poemas. Havia ballet, bailes de máscaras e teatro constantemente na corte e a rainha e os seus filhos participavam em peças de teatro amador com a nobreza. Em 1655 Sofia actuou em cinco partes durante um bailado. O desperdício de dinheiro numa sociedade pobre não era bem visto pelo povo.

Influência[editar | editar código-fonte]

Sofia Amália.

Na primeira metade do reinado de Frederico III e depois durante o reinado do seu filho Cristiano V a partir de 1670, Sofia exercia grande influência sobre decisões políticas. No inicio da década de 1650, teve uma luta pelo poder com Corfitz Ulfeldt e Leonora Christina Ulfeldt, que se tinham tornado numa ameaça humilhante à posição do casal real. Não se entendia com as meias-irmãs do seu marido e as discussões que tinha com elas tornaram-se bem conhecidas: foi a primeira rainha em mais de trinta anos que não teve uma boa relação com a família do monarca. A zanga aconteceu maioritariamente devido ao facto de as princesas não querem perder a sua posição de mulheres mais importantes da corte. Sofia interessava-se por política e juntou um grupo de seguidores concedendo-lhes favores.

Pensasse que terá sido ela a dar inicio à guerra contra a Suécia em 1657. Sofia provavelmente terá sido uma das pessoas que participou na decisão de introduzir um sistema de monarquia absoluta na Dinamarca, um plano formulado numa altura em que a popularidade do casal real estava no seu ponto mais alto, depois de do cerco sueco a Copenhaga entre 1658-1660. Nesta altura, Sofia era muito popular pelo apoio moral que deu à população durante o cerco. Participou também em muitas confiscações de bens a nobres por parte da casa real. Em 1662 confiscou a propriedade de Kai Kykke depois deste ter afirmado que tinha dormido com as criadas da rainha. Também confiscou propriedade ao casal Ulfeldt. Em 1663, mandou prender Leonora Christina Ulfeldt e recusou-se a libertá-la enquanto ela própria estivesse viva. A sua influência começou a diminuir em 1665, quando não foi informada dos termos da nova constituição nem foi escolhida para regente caso o rei morresse antes do filho de ambos chegar à maioridade. Os motivos para a sua perda de influência terão sido o facto de favorecer o seu filho mais novo, Jorge, e pelos planos ambiciosos de casamento que tinha para as suas filhas, bem como as dúvidas de que o plano da rainha para reconquistar a Escânia à Suécia fosse ajudar a Dinamarca a conseguir uma aliança com a França e com a Áustria. Já como rainha-viúva, Sofia zangava-se frequentemente com a sua nora, a landegravina Carlota Amália de Hesse-Cassel, por causa de questões de etiqueta.

O palácio Sophie Amalienborg foi construído entre 1669 e 1673, no local onde se encontra actualmente o Palácio de Amalienborg. Viveu lá desde o momento em que este ficou concluído até à sua morte.

Encontra-se enterrada na Catedral de Roskilde.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Referências

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