Victorino de Britto Freire

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Victorino de Britto Freire mais conhecido como Victorino Freire (Pedra de Buíque, PE, 28 de novembro de 1908Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1977) foi um político e diretor dos jornais "Diário de São Luís" e "A Tarde".1

A palavra sincera da mocidade nas homenagens ao Senador Vitorino Freire.

Como falou o jovem conterrâneo Ubirajara de Jesus Nunes Passos no grande "cock tail" realizado na A.B.I. pelos amigos, admiradores e correligionários do chefe do PST. Por ocasião da grande homenagem prestada, na A.B.I., ao Senador Vitorino Freire, o nosso jovem conterrâneo e dedicado correligionário Ubirajara de Jesus Nunes Passos pronunciou o expressivo discurso, onde dizia: " Foi fundado o Partido Social Trabalhista, o qual, graças ao espírito decidido e firme de Vitorino Freire, é hoje essa magnífica estrutura político social, cujas finalidades estão baseadas no respeito aos direitos do homem e da Pátria, firmados na fé cristã que foi, é e será sempre o elemento indispensável à formação espiritual e moral da humanidade."

Vida política[editar | editar código-fonte]

Victorino Freire foi eleito deputado federal em 1946, renunciando, no ano seguinte, para concorrer ao Senado nas eleições suplementares. Foi senador por três mandatos consecutivos, de 1947 a 1971.

Em divergências com o PSD - Partido Social Democrático, apresentou-se como candidato avulso à Presidência da República, em 1950, pelo Partido Social Trabalhista - PST, no pleito de outubro, que elegeu Getúlio Vargas para presidente e Café Filho para vice. Victorino Freire obteve cerca de 814.000 votos, sendo o terceiro colocado na eleição. Se a sua votação tivesse sido concedida ao candidato do PSD, Altino Arantes, este teria sido eleito vice-presidente da República. A candidatura de Victorino, que representava um protesto pela escolha de Altino Arantes alcançou o resultado desejado, pois impediu que Arantes se elegesse.

Pernambucano, Victorino de Brito Freire, chegou ao Maranhão na década de 1930, levado pelo interventor e seu amigo, Capitão Martins de Almeida, conhecido no exército como o "bala na agulha". Victorino exerceu no Maranhão os cargos de Secretário de Governo e Secretário de Segurança Pública, com extrema autoridade fazia valer a orientação do interventor, sendo que sofreu mais de um atentado em sua vida, pelas fortes posições que assumia. Em um desses atentados, agredido por três elementos, ficou gravemente ferido, sendo que dois dos agressores acabaram morrendo. Retornando ao Rio de Janeiro, exerceu o cargo de Oficial de Gabinete do Ministro da Viação, Gal. João de Mendonça Lima. Sua estreita ligação com o Marechal Dutra, desde o tempo em que aquele militar era coronel, fez com que as portas da política se abrissem para Victorino, que em 1946 elegeu-se Deputado Federal e posteriormente foi eleito várias vezes senador pelo Estado, cuja política comandou por quase 30 anos.

De volta ao PSD, elegeu-se senador, nessa legenda, pelo Maranhão, em 1955, reelegendo-se em 1962 e cumprindo mandato até 1971. Apoiou o movimento militar que, em 1964, depôs o presidente João Goulart. Antes da sua morte estava filiado à ARENA - Aliança Renovadora Nacional, partido que apoiava o governo. É conhecido e reconhecido até mesmo pelos seus adversários pela sua coragem pessoal e absoluta integridade e honradez.

Referências

  1. DIÁRIO DE S. LUIZ - PUBLICADO (Domingo), 4 de Dezembro de 1949.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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