Cais da Gamboa

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Costa Serena atracado no Cais da Gamboa, em 2011.

O Cais da Gamboa é um cais situado na Zona Central da cidade do Rio de Janeiro. É banhado pela Baía de Guanabara e compõe o Porto do Rio de Janeiro. Com cerca de 3,1 km de extensão, estende-se desde a Rodoviária Novo Rio até o Museu de Arte do Rio. É margeado pela Avenida Rodrigues Alves e pela Orla Conde.

No cais, está situado a Estação Marítima de Passageiros do Porto do Rio de Janeiro, que é a principal porta de entrada do turismo internacional no país. O terminal, que ocupa os armazéns 1, 2, 3, 4 e 5 do cais, é administrado pela Pier Mauá desde 1998.

O Cais da Gamboa originalmente era composto por 18 armazéns, no entanto um deles fora demolido. Os armazéns 1 e 2 são alugados pela Pier Mauá, que os utiliza na realização de eventos, como o Rio Fashion Week, o ArtRio e o Rio Sports Show.[1] O Armazém 1 abriga o YouTube Space Rio, um espaço com quatro estúdios equipados com tecnologia de ponta para a produção de vídeos,[2] enquanto que no Armazém 6 funciona o Armazém da Utopia, um centro cultural gerido pela Companhia Ensaio Aberto desde 2010.[3]

As obras do cais foram iniciadas em abril de 1904. Sua construção seguiu um sistema chamado Hersent, o mesmo adotado na construção do porto de Antuérpia, na Bélgica. As obras foram concluídas em 1910, durante o mandato do presidente Nilo Peçanha. Para a construção do cais, as praias e os sacos que existiam na região tiveram que ser aterrados.[4]

Futuro[editar | editar código-fonte]

Prefeito Marcelo Crivella reunido com representantes da empresa que administra o Porto de Roterdã.

Atualmente, a prefeitura do Rio de Janeiro, sob a gestão do prefeito Marcelo Crivella, pretende expandir o Boulevard Olímpico do AquaRio até a altura da Rodoviária Novo Rio. O trecho, de cerca de 2,5 km, seria feito no Cais da Gamboa, margeando a Avenida Rodrigues Alves, e tornaria a Orla Conde "o maior boulevard do mundo", com aproximadamente 6,0 km de extensão. Para que isso seja feito, o ex-ministro dos Transportes Maurício Quintella, quando era o titular da pasta, criou um grupo de trabalho a fim de preparar a municipalização de todo o cais, incluindo o Terminal de Cruzeiros.[5] Pretende-se, entre outras coisas, realizar a instalação de museus, de restaurantes e de bares na nova área.

O projeto de municipalização do Porto do Rio de Janeiro, que contempla o Cais da Gamboa, foi apresentado no dia 31 de março de 2017 pelo prefeito Marcelo Crivella. Segundo o projeto, o município passaria a ser a Autoridade Portuária Municipal, assumindo a articulação e a supervisão das atividades portuárias.[6] A municipalização seria baseada na experiência do Porto de Roterdã, o mais importante em atividade econômica na Europa. No Porto de Roterdã, a autoridade é formada por diversas empresas que, em pool, tem uma administração central: a Agência Portuária. Essas empresas administram o porto, propriedade da cidade de Roterdã, porém a gestão é feita por terceiros por intermédio de concessão. Caso o Porto do Rio de Janeiro seja municipalizado, seria esse o modelo a ser adotado.[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Pier Mauá se moderniza para acompanhar transformações». Porto Maravilha. 1 de abril de 2012. Consultado em 22 de outubro de 2017. 
  2. Pessoa, Daniela (18 de março de 2017). «Saiba mais sobre o Youtube Space no Rio». Veja. Consultado em 22 de outubro de 2017. 
  3. «Armazém». Armazém da Utopia. Consultado em 22 de outubro de 2017. 
  4. «Novo Porto do Rio e Sua Construção». Rio de Janeiro Aqui. Consultado em 22 de outubro de 2017. 
  5. Gois, Ancelmo (25 de setembro de 2017). «Prefeitura do Rio quer ampliar 'Boulevard Olímpico'». O Globo. Consultado em 21 de outubro de 2017. 
  6. «Prefeito Marcelo Crivella apresenta projeto de municipalização do Porto do Rio». Porto Maravilha. 31 de março de 2017. Consultado em 21 de outubro de 2017. 
  7. «Crivella quer gestão do Porto do Rio nos moldes de Roterdã». Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 14 de junho de 2017. Consultado em 21 de outubro de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]