Deinonico

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Ocorrência: Cretáceo Inferior, 115–108 Ma
Esqueleto de um Deinonico.

Esqueleto de um Deinonico.
Estado de conservação
Extinta (fóssil)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Superordem: Dinosauria
Ordem: Saurischia
Subordem: Theropoda
Infraordem: Tetanurae
(sem classif.) Coelurosauria
Família: Dromaeosauridae
Género: Deinonychus
Espécie: D. antirrhopus
Nome binomial
Deinonychus antirrhopus
Ostrom, 1969
Sinónimos

Deinonico (Deinonychus, em grego: δεινός, que significa 'terrível' e ὄνυξ, genitivo ὄνυχος, que significa 'garra') é um género de dinossauros carnívoros coelurossáurios dromeossaurídeos, com uma espécie descrita, Deinonychus antirrhopus. Esta espécie, que podia crescer até aos 3,4 metros de comprimento, viveu durante o início do período Cretácico, há cerca de 115–108 milhões de anos (dos meados do Aptiano ao Albiano).[1] Fósseis foram encontrados nos estados americanos de Montana, Utah, Wyoming, e Oklahoma, em rochas da Formação Cloverly, Formação Cedar Mountain e da Formação Antlers, mas dentes que podem ter pertencido ao Deinonico foram encontrados muito mais ao leste em Maryland.

Estudo[editar | editar código-fonte]

O estudo do Deinonico do Paleontólogo John Ostrom no final do anos 1960 revolucionou a forma dos cientistas pensarem, levando ao "renascimento dos dinossauros" e iniciando o debate acerca de os dinossauros serem de sangue quente ou de sangue frio. Antes disto, a ideia popular de dinossauros tinha sido de gigantes reptilianos e pesados. Ostrom notou a espinha pequena, elegante, e de postura horizontal, como struthioniformes e outras ratitas (aves não voadoras), e especialmente as alargadas garras raptoriais nos "pés", que sugeriam um ativo e ágil predador.[1]

"Garra terrível" refere-se a invulgarmente larga garra em forma de foice no segundo dedo posterior de cada "pé" (pes). O fóssil YPM 5205 preserva uma larga, fortemente curvada unha. Quando vivos, os arcossauros têm uma bainha córnea sobre este osso, que estende o comprimento. Ostrom olhou para garras de crocodilo e de ave e reconstruiu a unha para o YPM 5205 como acima de 12 centímetros.[1] O nome da espécie antirrhopus significa "contrapeso", que se refere a ideia de Ostrom acerca da função da cauda. Como em outros dromeossaurídeos, as vértebras da cauda têm uma série de tendões ossificados e processos ósseos super alongados. Estas caraterísticas pareciam tornar a cauda num rígido contrapeso, mas um fóssil do muito próximo Velociraptor mongoliensis (IGM 100/986) tem um esqueleto da cauda articulado que é curvado lateralmente numa longa forma de S. Isto sugere que, no dia-a-dia, a cauda podia dobrar-se para os lados com um alto grau de flexibilidade.[2] Em ambas as formações Cloverly e Antlers, restos de Deinonicos têm sido encontrados intimamente associados com os do ornitópode Tenontosaurus. Dentes descobertos associados a espécimes de Tenontosaurus implica que eles foram caçados, ou pelo menos comidos depois de mortos por Deinonicos.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Tamanho comparado com um humano.

Baseado nos poucos espécimenes completamente adultos (maduros),[3] os Deinonicos podiam chegar aos 3,4 metros em comprimento, com um comprimento do crânio de 41 centímetros, uma altura das ancas de 87 centímetros e um peso de 73 quilogramas, apesar de haver uma estimativa ainda elevada que aponta para um peso de 100 quilogramas.[4][5] O crânio estava equipado com mandíbulas poderosas forradas com cerca de setenta dentes curvados e em forma de lâmina. Estudos do crânio tem progredido bastante nas últimas décadas. Ostrom reconstituiu os crânios parciais e imperfeitamente conservados que ele tinha como triangulares, largos, e algo semelhante ao do Alossauro. Materiais adicionais do crânio de Deinonicos e de espécies aparentadas descobertos com boa conservação tridimensional[6] mostram que o palato era mais abobadado (curvado) do que Ostrom tinha pensado, fazendo o focinho muito mais estreito, enquanto que o osso jugal expandiu-se amplamente, dando maior visão estereoscópica. O crânio do Deinonico era diferente do crânio do Velociraptor, na medida em que tinha o topo mais robusto, como o de um dromeossauro, e não tinha os ossos nasais deprimidos (mais baixos em relação à área em volta) do Velociraptor.[7] Tanto o crânio como a mandíbula inferior tinham fenestras (aberturas no crânio) que reduziam o seu peso. No Deinonico, a fenestra anterorbital, uma abertura no crânio entre o olho e a fossa nasal, era particularmente grande.[6]

Representação de Deinonico

Deinonicos possuíam grandes "mãos" (manus) com três garras em cada membro anterior. O primeiro dedo era o mais curto e o segundo o mais longo. Cada pata traseira tinha uma garra em forma de foice no segundo dedo, que provavelmente era usada durante a predação.[8]

Impressões de pele nunca foram encontradas em associação com fósseis de Deinonicos. Mesmo assim, as evidências sugerem que os Dromaeosauridae, incluindo os Deinonicos, tinham penas.[9] O género Microraptor é mais velho geologicamente e mais primitivo filogeneticamente que o Deinonico, e está dentro da mesma família.[10] Múltiplos fósseis do Microraptor preservam penas palhetas, como as de pássaros modernos, nos braços, pernas e cauda, junto com penas de contorno.[9] Velociraptor é geologicamente mais novo que o Deinonico, mas ainda mais próximo (dentro da subfamília Velociraptorinae). Um espécimen de Velociraptor foi encontrado com botões de pena na ulna. Botões de pena são onde os ligamentos foliculares ligavam-se, e são um indicador direto de penas de aspecto moderno.[11]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Deinonychus antirrhopus é um das mais conhecidas espécies de dromeossaurídeos,[12] e é um parente próximo do menor Velociraptor, que é encontrado em mais recentes formações rochosas do Cretáceo Superior na Ásia Central.[13][14] O clado que eles formam é chamado de Velociraptorinae. O nome da subfamília Velociraptorinae foi cunhado pela primeira vez por Rinchen Barsbold em 1983[15] e originalmente continha o único gênero Velociraptor. Mais tarde, Philip J. Currie incluiu a maioria dos dromeossaurídeos.[16] Dois gêneros do Cretáceo Superior, Tsaagan da Mongólia[13] e o norte-americano Saurornitholestes,[4] também podem ser parentes próximos, mas o último é pobremente conhecido e difícil de classificar.[13] Considera-se que o Velociraptor e seus aliados usavam suas garras mais do que seus crânios como ferramentas de matar, ao contrário dos Dromaeosaurinae como o Dromaeosaurus, que têm crânios mais atarracados (baixos e fortes).[4] Juntamente com os troodontídeos, os dromeossaurídeos formam o clado Deinonychosauria, que é um grupo irmão para as aves. Filogeneticamente, o Deinonychosauria representa o grupo de dinossauros não-avianos mais estreitamente relacionado às aves.[10][17]

O cladograma abaixo mostra a posição filogenética do Deinonychus no interior do Eudromaeosauria seguindo a análise de Evans e seus colaboradores em 2013:[18]

Tamanho (6) comparado com outros dromeossaurídeos.
Eudromaeosauria


Bambiraptor feinbergi



Saurornitholestes langstoni






Atrociraptor marshalli



Deinonychus antirrhopus Deinonychus FMNH White Background.jpg




Dromaeosaurinae

Achillobator giganticus



Balaur bondoc



Dromaeosaurus albertensis



Utahraptor ostrommaysorum



Velociraptorinae

IGN 100/23




Acheroraptor temertyorum




Velociraptor mongoliensis




Adasaurus mongoliensis



Tsaagan mangas



Velociraptor osmolskae









Paleobiologia[editar | editar código-fonte]

Comportamento predatório[editar | editar código-fonte]

Interpretação artistística de um Deinonico predando um Zephyrosaurus no modo sugerido por Fowler et al. (2011)[19]

Dentes de Deinonico encontrados em associação com fósseis do dinossauro ornitópode Tenontosaurus são bastante comuns na Formação Cloverly. Duas pedreiras que foram descobertas preservam fósseis bastante completos de Deinonico próximos de fósseis de Tenontosaurus. A primeira, a pedreira de Yale, na Cloverly de Montana, inclui numerosos dentes, quatro Deinonicos adultos e um Deinonico juvenil. A associação deste número de esqueletos de Deinonico em uma única pedreira sugere que os Deinonicos podem ter se alimentado com esse animal, e talvez o caçado. Ostrom e Maxwell ainda usaram esta informação para especular que o Deinonico poderia ter vivido e caçado em bandos.[20] A segunda pedreira é da Formação Antlers de Oklahoma. O sítio contém seis esqueletos parciais de Tenontosaurus de vários tamanhos, juntamente com um esqueleto parcial e vários dentes de Deinonico. Um úmero de Tenontosaurus ainda carrega o que poderia ser marcas de dentes de Deinonico. Brinkman et al. (1998) apontam que o Deinonico tinha uma massa de adulto de 70 a 100 kg, enquanto que tenontossauros adultos tinham de 1 a 4 toneladas. Um Deinonico solitário não podia matar um tenontossauro adulto, sugerindo que a caça em bando é possível.[21]

Um estudo de 2007 por Roach e Brinkman colocou em dúvida o comportamento cooperativo de caça em bando do Deinonico, com base no que é conhecido da caça de carnívoro moderna e a tafonomia de sítios de Tenontosaurus. Arcossauros modernos (aves e crocodilos) e dragões-de-komodo apresentam pouca caça cooperativa; em vez disso, eles são geralmente ambos caçadores solitários, ou são atraídos para carcaças previamente mortas, onde grandes conflitos ocorrem entre indivíduos da mesma espécie. Por exemplo, em situações em que grupos de dragões-de-komodo estão comendo juntos, os maiores indivíduos comem primeiro e atacam Komodos menores que tentam se alimentar; se o animal menor é morto, ele é canibalizado. Quando esta informação é aplicada aos sítios de Tenontosaurus, parece que o que se encontra é consistente com o Deinonico possuindo uma estratégia de alimentação semelhante a de crocodilo ou Komodo. Restos de esqueletos de Deinonico encontrados nesses locais são de sub adultos, com partes ausentes consistentes com terem sido comidas por outro Deinonico.[22] Por outro lado, um artigo de Li et al. descreve locais de trilha com espaçamento de "pé" similar e pegadas paralelas, o que implica um comportamento gregário em bando em vez de comportamento alimentar descoordenado.[23]

Pes (MOR 747) em flexão.

Em 2011, Denver Fowler e seus colaboradores sugeriram um novo método pelo qual o Deinonico e outros dromeossaurídeos podem ter capturado e contido a presa.[19] Este modelo, conhecido como o modelo de predação "retenção de presa de raptor" (RPR),[nota 1] propõe que Deinonico matou sua presa de um modo muito semelhante às aves de rapina Accipitridae existentes: saltando sobre sua presa, prendendo-a sob o seu peso corporal e agarrando-a firmemente com as grandes garras, em forma de foice. Como accipitrídeos, o dromeossaurídeo então começa a se alimentar sobre o animal enquanto ainda está vivo, até que eventualmente morra de perda de sangue e falência de órgãos. Esta proposta baseia-se principalmente ao comparar a morfologia e as proporções dos "pés" e das pernas de dromeossaurídeos a vários grupos de aves de rapina existentes com comportamentos predatórios conhecidos. Fowler descobriu que os "pés" e as pernas de dromeossaurídeos se assemelham mais às de águias e falcões, especialmente em termos de ter uma segunda garra alargada e um alcance semelhante do movimento de agarrar. No entanto, o curto metatarso e a força do "pé" (pes) teriam sido mais semelhantes aos de corujas. O método de predação RPR seria consistente com outros aspectos da anatomia do Deinonico, tais como a sua morfologia incomum de mandíbula e de braço. Os braços foram provavelmente cobertos de penas longas, e podem ter sido usados como estabilizadores de agitação para manter o equilíbrio enquanto estivesse em cima de uma presa animal se debatendo, junto com a cauda de contrapeso firme. Pensa-se que suas mandíbulas tinham uma força de mordida relativamente fraca,[24] que podiam ser usadas para mordidas de movimento de serra, como o dragão-de-komodo moderno que também tem uma força de mordida fraca, para acabar com sua presa se seus chutes não fossem poderosos o suficiente.[25]

Força da mordida[editar | editar código-fonte]

Reconstrução do Crânio de Deinonychus antirrhopus

Estimativas da força de mordida para o Deinonico foram produzidos pela primeira vez em 2005, com base na musculatura da mandíbula reconstruída. Este estudo concluiu que o Deinonico provavelmente tinha uma força máxima de mordida de apenas 15% em relação a do jacaré-americano moderno.[24] Um estudo de 2010 por Paul Gignac e seus colaboradores tentou estimar a força de mordida baseado diretamente em marcas de perfuração de dente de Deinonico recém-descobertas nos ossos de um Tenontosaurus. Estas marcas de perfuração vieram de um indivíduo grande, e forneceu a primeira evidência de que Deinonicos grandes poderiam morder através de ossos. Utilizando as marcas de dentes, a equipe de Gignac foi capaz de determinar que a força de mordida de Deinonico era significativamente maior do que estudos anteriores haviam estimado através de estudos biomecânicos somente. Eles descobriram que a força de mordida do Deinonico está entre 4 100 e 8 200 newtons, maior do que mamíferos carnívoros vivos incluindo a hiena, e equivalente a um jacaré de tamanho similar.[26]

Gignac e seus colaboradores também observaram, no entanto, que marcas de perfuração óssea de Deinonicos são relativamente raras, e ao contrário de grandes terópodes com muitas marcas de perfuração conhecidas como o Tyrannosaurus, Deinonicos provavelmente não comiam ou mordiam através de ossos com frequência. Em vez disso, eles provavelmente usaram sua alta força de mordida na defesa ou na captura de presas, ao invés de alimentação.[26]

Funcionamento dos membros[editar | editar código-fonte]

Molde de Deinonico em posição de escalada.

Apesar de ser a característica mais marcante do Deinonico, a forma e curvatura da garra falciforme (em forma de foice) varia entre os espécimes. O espécime descrito por Ostrom em 1969 tem uma garra falciforme fortemente curvada, enquanto que um espécime mais recente descrito em 1976 tinha uma garra com curvatura muito menor, mais semelhante no perfil com as garras "normais" nos dedos restantes.[27] Ostrom sugeriu que essa diferença no tamanho e forma das garras falciformes poderia ser devido à variação individual, sexual ou relacionada com a idade, mas admitiu que não podia ter certeza.

Há evidências anatômicas[1] e de pegadas[28] indicando que esta garra foi mantida fora do chão enquanto o dinossauro caminhava sobre o terceiro e quarto dedos do "pé" (pes).

Ostrom sugeriu que o Deinonico poderia chutar com a garra falciforme para fazer cortes simples e cortes mais largos em sua presa.[1] Alguns pesquisadores até mesmo sugeriram que a garra foi usada para eviscerar grandes dinossauros ceratopsianos.[29] Outros estudos sugeriram que as garras falciformes não foram utilizadas para cortes largos mas sim para emitir pequenos golpes à vítima.[30] Em 2005, Manning e colaboradores realizaram testes em uma réplica robótica que precisamente combinava a anatomia do Deinonico e do Velociraptor, e usou cilindros hidráulicos para fazer o robô atacar uma carcaça de porco. Nestes testes, as garras fizeram apenas perfurações rasas e não poderiam fazer cortes comuns ou cortes largos. Os autores sugeriram que as garras teriam sido mais eficazes na escalada do que em aplicar golpes mortais.[31]

Ostrom comparou o Deinonico ao avestruz e ao casuar. Ele observou que as espécies de aves podem infligir ferimentos graves com a grande garra no segundo dedo do pes.[1] O casuar tem garras de até 125 milímetros (4,9 polegadas) de comprimento.[32] Ostrom citou Gilliard (1958) ao dizer que eles podem cortar um braço ou estripar um homem.[33] Kofron (1999 e 2003) estudou 241 ataques de casuar documentados e descobriu que um ser humano e dois cães haviam sido mortos, mas nenhuma evidência de que casuares podem estripar ou desmembrar outros animais.[34][35] Casuares usam suas garras para se defender, para atacar animais ameaçadores e em exibições combativas como a Exibição de Ameaça Curvada.[nota 2][32] A seriema também tem uma segunda garra do dedo do pes alargada, que é usada para rasgar a presa em pequenas partes e depois engolir.[36] Em 2011, um estudo sugeriu que a garra falciforme provavelmente teria sido usada para derrubar uma presa ao mordê-la, e não como uma arma cortante.[19]

Ossos da manus do MOR 747

Estudos biomecânicos por Ken Carpenter em 2002 confirmaram que a função mais provável dos membros anteriores na predação era agarrar, já que o grande comprimento destes teria permitido um maior alcance que para a maioria dos outros terópodes. O coracoide bastante grande e alongado, indicando poderosos músculos nos membros anteriores, reforçou ainda mais esta interpretação.[37] Estudos biomecânicos de Carpenter usando moldes de ossos também mostraram que o Deinonico não poderia cruzar os braços contra seu corpo como um pássaro ("envelopamento aviano"), ao contrário do que era inferido a partir das descrições anteriores de Jacques Gauthier em 1985[38] e Gregory S. Paul em 1988.[4]

Estudos de Phil Senter em 2006 indicaram que os membros anteriores do Deinonico poderiam ser usados não só para agarrar, mas também para apertar objetos em direção ao peito. Se o Deinonico tinha dedos e asas emplumados, as penas teriam limitado o alcance de movimento dos membros anteriores em algum grau. Por exemplo, quando o Deinonico estendia seu braço para a frente, a "palma" da "mão" (manus) automaticamente rotacionava para uma posição virada para cima. Isto teria feito uma asa bloquear a outra se os membros anteriores estivessem estendidos ao mesmo tempo, levando Senter a concluir que os objetos presos ao peito só teriam sido mantidos com um braço de cada vez. O funcionamento dos dedos também teria sido limitado pelas penas; por exemplo, apenas o terceiro dígito (dedo) da manus poderia ter sido empregado em atividades como sondar fendas em busca de presas pequenas, e apenas em uma posição perpendicular à asa principal.[39] Alan Gishlick, em um estudo da mecânica dos membros anteriores do Deinonico, em 2001, constatou que mesmo se as grandes penas das asas estavam presentes, a habilidade de agarrar da "mão" não teria sido significativamente prejudicada; em vez disso, a apreensão teria sido realizada perpendicular à asa, e objetos provavelmente teriam sido mantidos por ambas as "mãos" simultaneamente como em um "abraço de urso", descobertas que são apoiadas pelos estudos posteriores dos membros anteriores por Carpenter e Senter.[40] Em um estudo de 2001 conduzido por Bruce Rothschild e outros paleontólogos, 43 ossos da "mão" e 52 ossos do "pé" que se referem ao Deinonico foram examinados em busca de sinais de fratura de estresse; nenhuma foi encontrada.[41] A segunda falange do segundo dedo do pes no espécime YPM 5205 tem uma fratura curada.

Parsons e Parsons mostraram que espécimes juvenis e sub-adultos de Deinonico apresentam algumas diferenças morfológicas em relação aos adultos. Por exemplo, os braços dos espécimes mais jovens foram proporcionalmente mais longos do que os dos adultos, uma possível indicação de diferença de comportamento entre jovens e adultos.[42] Um outro exemplo disto poderia ser a função das garras dos "pés". Parsons e Parsons sugeriram que a curvatura da garra (que Ostrom, em 1976,[27] já havia mostrado que era diferente entre os espécimes) talvez fosse maior para o Deinonico juvenil, pois isso poderia ajudá-lo a subir em árvores, e que as garras se tornaram mais retas conforme os animais ficaram mais velhos e começaram a viver somente no chão.[3] Isto foi baseado na hipótese de que alguns pequenos dromeossaurídeos usaram suas garras dos "pés" para subir.[31] Em um artigo de 2015, eles relataram, após uma análise mais aprofundada dos fósseis imaturos, que a natureza aberta e móvel da articulação do ombro poderia ter significado que os jovens Deinonicos eram capazes de alguma forma de vôo.[43]

Velocidade[editar | editar código-fonte]

Reconstrução do Deinonychus antirrhopus no Museu de História Natural de Viena, Áustria.

Dromeossaurídeos, especialmente Deinonicos, são descritos frequentemente como animais que correm excepcionalmente rápido na mídia popular, e o próprio Ostrom especulou que o Deinonico era veloz[nota 3] em sua descrição original.[8] No entanto, quando descreveu pela primeira vez, uma perna completa de Deinonico não tinha sido encontrada, e a especulação de Ostrom sobre o comprimento do fêmur (osso da coxa) mais tarde se comprovou ter sido uma superestimativa. Num estudo posterior, Ostrom notou que a razão do fêmur para a tíbia (osso da parte inferior da perna) não é tão importante na determinação da velocidade quanto o comprimento relativo do "pé" e da parte inferior da perna. Em aves velozes modernas, como o avestruz, a razão pé-tíbia é 0,95. Em dinossauros que correm excepcionalmente rápido, como Struthiomimus, a razão é de 0,68, mas no Deinonico a razão é de 0,48. Ostrom declarou que "a única conclusão razoável" é que o Deinonico não foi particularmente rápido em comparação com outros dinossauros, e certamente não tão rápido como aves que não voam modernas.[27]

A baixa razão do "pé" para a parte inferior da perna no Deinonico se deve em parte a um metatarso (ossos da parte superior do "pé") excepcionalmente curto. A razão é realmente maior em indivíduos menores do que nos maiores. Ostrom sugeriu que o metatarso curto pode estar relacionado com a função da garra falciforme, e usou o fato de que aparenta ficar menor conforme indivíduos avançam em idade como apoio à isto. Ele interpretou todas essas características – o segundo dedo do "pé" curto, com garra alargada, metatarso curto etc. – como suporte para o uso do membro posterior como uma arma ofensiva, onde a garra falciforme atacaria para baixo e para trás, e a perna empurrada para trás e para baixo ao mesmo tempo, cortando e dilacerando a presa. Ostrom sugeriu que o metatarso curto reduziu o estresse total sobre os ossos da perna durante um ataque desse tipo, e interpretou o arranjo incomum de ligações musculares na perna do Deinonico como suporte para sua ideia de que um conjunto de músculos diferente do usado ao caminhar ou correr era utilizado no golpe predatório. Portanto, Ostrom concluiu que as pernas do Deinonico representaram um equilíbrio entre as adaptações de corrida necessárias a um predador ágil e características de redução de stress para compensar a sua arma de "pé" única.[27]

Em seu estudo sobre pegadas de dinossauros canadenses em 1981, Richard Kool produziu estimativas da velocidade de caminhada rude (ou irregular) com base em várias pegadas feitas por diferentes espécies na Formação Gething da Columbia Britânica, Canadá. Kool estimou que uma dessas pegadas, representando a icnoespécie Irenichnites gracilis (que pode ter sido feita pelo Deinonico), tem uma velocidade de caminhada de 10,1 quilômetros por hora (6 milhas por hora).[44]

Ovos[editar | editar código-fonte]

Reconstrução em vida de Deinonico chocando um ovo.

A identificação, em 2000, de um provável ovo de Deinonico associado com um dos espécimes originais permitiu a comparação com outros dinossauros terópodes em termos de estrutura do ovo, nidificação e reprodução. Em sua análise do espécime feita em 2006, Grellet-Tinner e Makovicky examinaram a possibilidade de que o dromeossaurídeo estava alimentando-se com o ovo, ou que os fragmentos de ovos tinham sido associados com o esqueleto de Deinonico por coincidência. Eles descartaram a ideia de que o ovo tinha sido uma refeição para o terópode, observando que os fragmentos foram ensanduichados entre as costelas da barriga e ossos do membro anterior, tornando impossível que representassem conteúdo do estômago do animal. Além disso, a forma em que o ovo foi esmagado e fragmentado indicou que ele estava intacto no momento em que foi enterrado, e posteriormente foi quebrado pelo processo de fossilização. A ideia de que o ovo foi associado de forma aleatória com o dinossauro também foi considerada improvável; os ossos que rodeiam o ovo não haviam sido espalhados ou desarticulados, mas permaneceram bastante intactos em relação às suas posições em vida, indicando que a área em volta e o ovo não foram perturbados durante a preservação. O fato de que esses ossos eram costelas da barriga (gastralia), que muito raramente são encontrados articulados, apoiou esta interpretação. Todas as evidências, de acordo com Grellet-Tinner e Makovicky, indicam que o ovo estava intacto debaixo do corpo do Deinonico quando foi enterrado. É possível que isto representa o comportamento de reprodução ou aninhamento no Deinonico semelhante ao observado nos relacionados troodontídeos e oviraptorídeos, ou de que o ovo estava, de fato, no interior do oviduto quando o animal morreu.[45]

O exame da microestrutura do ovo de Deinonico confirma que pertenceu a um terópode, já que compartilha características com outros ovos de terópodes conhecidos e mostra diferenças em relação aos ovos de ornitísquios e saurópodes. Em comparação com outros terópodes maniraptoranos, o ovo de Deinonico é mais semelhante ao de oviraptorídeos do que o de troodontídeos, apesar de estudos que mostram que os últimos são mais estreitamente relacionados aos dromeossaurídeos como o Deinonico. Enquanto o ovo estava muito seriamente esmagado para determinar com precisão o seu tamanho, Grellet-Tinner e Makovicky estimaram um diâmetro de cerca de 7 cm (2,7 polegadas) com base na largura do canal pélvico através do qual o ovo teve que ter passado. Este tamanho é semelhante ao diâmetro de 7,2 centímetros dos maiores ovos de Citipati (um oviraptorídeo); Citipati e Deinonico também compartilharam o mesmo tamanho total do corpo, apoiando esta estimativa. Além disso, a espessura das cascas de ovos de Citipati e Deinonico são quase idênticas, e uma vez que a espessura da casca se correlaciona com o volume dos ovos, isto apoia ainda mais a ideia de que os ovos destes dois animais eram aproximadamente do mesmo tamanho.[45]

Paleoecologia[editar | editar código-fonte]

O mamífero triconodonte Jugulator amplissimus co-existia com o Deinonico na Formação Cedar Mountain, aqui reconstruído com um filhote do dinossauro na boca.

Evidência geológica sugere que o Deinonico tinha como habitat planícies de inundação ou pântanos.[12] O paleoambiente tanto da Formação Cloverly superior e da Formação Antlers, onde foram encontrados os restos de Deinonico, consistiu em florestas tropicais ou sub-tropicais, deltas e lagoas, não muito diferente da Louisiana de hoje.[46][47] Outros animais com que o Deinonico partilhou o seu mundo incluem dinossauros herbívoros como o blindado Sauropelta e os ornitópodes Zephyrosaurus e Tenontosaurus. Em Oklahoma, o ecossistema do Deinonico também incluiu o grande terópode Acrocanthosaurus, o enorme saurópode Sauroposeidon, os crocodilianos Goniopholis e Paluxysuchus, e o peixe membro da ordem Lepisosteiformes conhecido como Lepisosteus.[47] Se os dentes encontrados em Maryland são de Deinonico, então os seus vizinhos incluiriam Astrodon e um nodossaurídeo (chamado Priconodon) conhecido apenas a partir do dente. A porção média da formação Cloverly varia em idade de 115 milhões, próximo da base,[48] até 108,5 milhões de anos atrás, perto do topo,[49] aproximadamente.[nota 4]

Descoberta: uma mudança séria na paleontologia[editar | editar código-fonte]

Os fósseis do Deinonico são procedentes de Montana e Wyoming, além de depósitos em Oklahoma, na América do Norte.

Os primeiros vestígios da espécie foram descobertos em 1931, em Montana, pela equipe liderada pelo paleontólogo Barnum Brown. Estes vestígios eram partes do dinossauro encontrados próximos ao esqueleto de um Tenontosaurus e foi informalmente chamado de "Daptosaurus". Estava sendo preparado para exibição e para ser descrito, todavia isso nunca aconteceu. Brown voltou para Montana e desenterrou um pequeno dinossauro carnívoro e chamou-o informalmente (de novo) de "Megalodontosaurus"; após isto, Ostrom analisaria o material e constataria que eram dentes de Deinonico, mas com corpo diferente, o que lhe rendeu o nome de Microvenator.

Mais de trinta anos após sua descoberta, em 1964, John Ostrom e Grant E. Meyer analisaram o "Daptosaurus" e, em 1969, publicaram sua descoberta, dando um novo nome ao objeto de estudo: Deinonychus anthirropus, que significa "garra terrível contra-balanceada", devido às garras e a cauda comprida. Não se possui muito material relacionado à espécie, como apenas um pé esquerdo completo e um direito, parcialmente completo, que pertenceram ao mesmo espécime.

O esqueleto mais completo está exposto no Museu Americano de História Natural.

Uma nova visão de um dinossauro[editar | editar código-fonte]

A descrição do Deinonico por Ostrom tornou-se a descoberta mais importante da paleontologia no século XX. Definitivamente era um predador ativo e incrivelmente ágil, o que mudara totalmente a visão mundial sobre os dinossauros: até o período, os dinossauros eram descritos como animais lentos, "burros" e condenados à morte; animais de sangue-frio como todos os répteis. A descoberta do "garra terrível" mudou o mundo da paleontologia drasticamente. Em primeiro lugar, muda-se a postura com que se via os dinossauros: de lentos flamigerados répteis a inteligentes e ágeis predadores (por exemplo); de animais condenados à morte a animais superadaptaveis; de ectotérmicos a, possivelmente, endotérmicos; de beco-sem-saída evolucionário a ascendentes das aves (essa idéia só veio a ser aceita depois de 30 anos que Ostrom a criou). Toda essa mudança foi denominada Renascimento dos Dinossauros.

Descobertas de dromeossaurídeos na Ásia (tais como o Microraptor), leva-se a crer que o Deinonico era um animal plumado. Essa teoria se reforça com a prova de que o Velociraptor era plumado. Além disto, deve-se lembrar que muitos dromeossauros eram plumados, sendo alguns mais primitivos que o Deinonico.

Outras espécies[editar | editar código-fonte]

  • Deinonychus koreanensis [Carece de Fontes]

Notas

  1. Ou "retenção raptoriana de presa", traduzidos do original em inglês, "raptor prey restraint".
  2. Ou Exibição Curvada de Ameaça, traduzidos do original em inglês, Bowed Threat Display.
  3. Ou pé-ligeiro, traduzidos do original em inglês, fleet-footed.
  4. Valor mais preciso: 115 ± 10 milhões de anos próximo à base a 108,5 ± 0,2 milhões de anos próximo ao topo.

Referências

  1. a b c d e f Ostrom, John Harold. (Agosto de 1970). "Stratigraphy and paleontology of the Cloverly Formation (Lower Cretaceous) of the Bighorn Basin area, Wyoming and Montana" (em inglês). Bulletin of the Peabody Museum of Natural History 35: pp. 1–234. ISSN 0079-032X. Visitado em 24 de fevereiro de 2016.
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