Dulcídio do Espírito Santo Cardoso

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Dulcídio do Espírito Santo Cardoso
Nascimento 5 de novembro de 1896
Morte 14 de fevereiro de 1978 (81 anos)
Cidadania Brasil
Ocupação político

Dulcídio do Espírito Santo Cardoso (Lapa, 5 de novembro de 1896Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1978) foi um militar e político brasileiro. Foi Secretário de Segurança entre 1937 e 1938, como major, e prefeito do Rio de Janeiro, então distrito federal, como coronel, de 1950 a 1954.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do general-de-brigada Augusto Inácio do Espírito Santo Cardoso e de Ana Fernandes Cardoso e irmão do também general Ciro do Espírito Santo Cardoso. Era primo-tio do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em 1915 matriculou-se na Escola Militar de Realengo, de onde saiu em 1918 como aspirante-a-oficial da arma de cavalaria. Em 1924 começou a cumprir 14 meses de prisão, por conta de sua participação na Revolução de 1924. Em maio de 1933 assumiu a direção do Departamento Geral de Educação, vinculado ao Ministério de Educação e Saúde. A convite de Getúlio Vargas, assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, em 1937. Foi vice-presidente do PTB, e secretário-geral do interior do prefeito João Carlos Vital, a quem substituiu em 12 de dezembro de 1952.

Em sua gestão, aprovou a ligação das ruas Barata Ribeiro e Raul Pompéia, através do túnel, chamado Sá Freire Alvim, aberto sob o Morro do Cantagalo, começaram as obras do Aterro do Flamengo, que criaram vias expressas ligando o Centro à Copacabana, o Túnel do Pasmado, dentre outros projetos.

Criou também uma comissão para as favelas, a qual decide não mais fazer remoções sem ter lugar alternativo para abrigar as famílias e ao mesmo tempo decide reforçar a vigilância, primeiro contra novas construções nas favelas já existentes e, logo depois contra o surgimento de favelas novas. As favelas, no entanto, continuaram crescendo.

Em 24 de outubro de 1951, foi condecorado com a comenda da Ordem do Mérito Aeronáutico[1].

Participou também ativamente da vida social do Estado do Rio. Chegou a comandar uma comissão julgadora do baile de fantasia do Teatro Municipal, em 1954. Em 52 e 53, teve um caso amoroso com a famosa cantora portuguesa , Ester de Abreu, que mereceu fortes reportagens na imprensa e em revistas especializadas. Ficaram até noivos, porém, durou apenas dois anos.

Após o suicídio de Vargas, entregou seu cargo ao presidente Café Filho, que nomeou Alim Pedro para substituí-lo, em 4 de setembro de 1954. Em agosto de 1958 foi nomeado general-de-brigada.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

Precedido por
João Carlos Vital
Prefeito do Rio de Janeiro
1952 — 1954
Sucedido por
Alim Pedro
Precedido por
Inácio da Costa Ferreira
Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo
29 de novembro de 1937 — 10 de julho de 1938
Sucedido por
Álvaro Figueiredo Guião