Saltar para o conteúdo

Diferenças entre edições de "Mula sem cabeça"

1 byte removido ,  08h06min de 27 de agosto de 2020
→‎História: CTBC drugs de
m (Desfeita(s) uma ou mais edições de 187.22.135.33, com Reversão e avisos)
Etiqueta: Reversão manual
(→‎História: CTBC drugs de)
Etiquetas: Edição via dispositivo móvel Edição feita através do sítio móvel
É a forma que toma a concubina do [[sacerdote]]. Transforma-se em um forte animal, de identificação controvertida na tradição oral, e galopa, assombrando quem encontra. Lança chispas de fogo pelo buraco de sua cabeça. Suas patas são como calçadas com ferro. A violência do galope e a estridência do relincho são ouvidas ao longe. Às vezes soluça como uma criatura humana.
 
O encanto desaparecerá quando alguém tiver a coragem de arrancar-lhe da cabeça o freio de ferro ou se alguém tirar uma gota de sangue com uma madeira não usada. Dizem-na sem cabeça, mas os relincho são inevitáveis. Quando o freio lhe for retirado, reaparecerá despida, chorando arrependida, e não retomará a forma encantada enquanto o descobridor residir na mesma freguesia. A tradição comum é que esse castigo acompanha a manceba do padre durante o trato amoroso (J. Simões Lopes Neto, Daniel Gouveia, Manuel Ambrósio, etc.). Ou tenha punição depois de morta (Gustavo Barroso, O Sertão e o mundo).
 
A Mula sem cabeça corre sete freguesias em cada noite, e o processo para seu encantamento é idêntico ao do [[Lobisomem]], assim como, em certas regiões do Brasil, para quebrar-lhe o encanto bastará fazer-lhe sangue, mesmo que seja com a ponta de um alfinete. Para evitar o bruxedo, deverá o amásio amaldiçoar a companheira, sete vezes, antes de celebrar a missa. Manuel Ambrósio cita o número de vezes indispensável, muitíssimo maior (Brasil Interior). Chamam-na também Burrinha de padre ou simplesmente Burrinha. A frase comum é "anda correndo uma burrinha".
Utilizador anónimo