Fernando Meligeni

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Tenista Fernando Ariel Meligeni
Meligeni.jpg
Meligeni
Alcunha(s) "Fininho", "Meligênio"[1]
País  Brasil
Residência São Paulo, Brasil
Data de nasc. 12 de abril de 1971 (46 anos)
Local de nasc. Buenos Aires,  Argentina
Altura 1,80 m
Peso 64 Kg
Treinado por Marcelo Meyer
Ricardo Acioly
Enrique Perez
Profissionalização 1990
Aposentadoria 2003
Mão Canhoto (revés de uma mão)
Prize money US$ 2 558 867 Fonte
Simples
Vitórias-Derrotas 202–217
Títulos 3
Melhor ranking 25° (11 de Outubro de 1999)
Resultados de Grand Slam
Open da Austrália 2R (1997)
Open da França SF (1999)
Wimbledon 2R (2001)
U.S. Open 3R (1997)
Torneios principais
Jogos Olímpicos SF (1996)
Duplas
Vitórias-Derrotas 63–64
Títulos 7
Melhor ranking 34° (3 de Novembro de 1997)
Resultados de Grand Slam de Duplas
Open da Austrália 2R (2003)
Open da França QF (1998)
Wimbledon não participou
U.S. Open 1R (1997, 1998)
Medalhas
Jogos Pan-Americanos
Ouro Santo Domingo 2003 Tênis-Simples
Última atualização em: 16 de janeiro de 2010.

Fernando Ariel Meligeni (Buenos Aires, 12 de abril 1971), também conhecido por Fininho,[2][3] é um ex-tenista profissional brasileiro e que atualmente trabalha como comentarista. É considerado por diversos analistas esportivos, críticos de tênis e antigos tenistas como um dos dez maiores tenistas brasileiros da Era Aberta.[4]

Nascido na Argentina, Meligeni mudou-se para o Brasil ainda criança. Começou cedo no tênis, e em 1990, quando decidiu tornar-se profissional, teve que escolher qual país iria defender: Brasil ou Argentina. Optou pela nacionalidade brasileira.[3] Disputou a Olimpíada de 1996 com a bandeira brasileira.[5]

Durante sua carreira, conquistou três títulos de nível ATP em simples e sete títulos em duplas, a maioria ao lado do seu compatriota Gustavo Kuerten. Chegou as semifinais do Torneio de Roland-Garros, em 1999, o que levou a ser N° 25 do ranking da ATP. Conquistou a medalha de ouro para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 2003.

Meligeni ganhou fama e reconhecimento vencendo tenistas consagrados como Pete Sampras, David Nalbandián, Carlos Moyá, Andy Roddick, entre outros. Após encerrar a carreira, Fininho foi presença marcante em todos os eventos relacionados ao tênis brasileiro. Graças ao seu carisma, ele conquistou fãs dentro e fora das quadras. Atualmente é comentarista de tênis dos canais ESPN.[6]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fernando Meligeni, o Fininho, é um dos maiores nomes da história do tênijs brasileiro.[7] Ele nasceu na Argentina, mas se mudou com sua família para São Paulo quando tinha quatro anos. Virou profissional em 1990, optando pela nacionalidade brasileira.[3]

Como um tenista juvenil, venceu o Orange Bowl em 1989, terminando em terceiro no ranking mundial juvenil naquele mesmo ano. Já como profissional, seu primeiro título internacional pela ATP foi o ATP de Bastad, em 1995, e sua maior conquista foi a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003, em Santo Domingo.

Fininho disputou dez vezes o Torneio de Roland-Garros, sendo que sua melhor colocação foi a semifinal, em 1999. Dentre as outras grandes competições, Fininho participou do Masters Series de Monte Carlo, Roma e Barcelona.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1991, obtém sua 1ª vitória em torneios ATP ao bater Cássio Motta no Guarujá.[8]

Em 1993, venceu os challengers de São Paulo (dois) e Campinas e avançou às oitavas no Aberto da França, quando perdeu para o espanhol Sergi Bruguera, que se sagraria campeão. Ainda neste ano, estreou na Copa Davis.

Sobre Roland Garros de 1993, Meligeni recorda que, na segunda rodada, superou o francês Stephane Huet, que havia eliminado o lendário Ivan Lendl na estreia. O feito, então, rendeu a ele um novo apelido para sua “coleção”.[1]

Em 1994, venceu o torneio de Ribeirão Preto, e passou para a semi no importante torneio de Coral Springs. Foi vice nos torneios de Natal e Campinas.

Em 1995, chegou a sua primeira final de peso, arrasando na semi o futuro número dois Alex Corretja por 6/0 e 6/1, na Cidade do México. Foi derrotado pelo austríaco Thomas Muster, na época o “Rei do Saibro”. No Aberto da Suécia (torneio de Bastad), Meligeni ganhou seu primeiro titulo da ATP.[3]

Em 1996, um ano de glórias. Ganhou seu segundo titulo de torneios da ATP em Pinehusrt, nos Estados Unidos, derrotando Patrick Rafter e vencendo na final o sueco Mats Wilander.[9] Representou o Brasil nas Olimpíadas de Atlanta (vaga conseguida depois de uma disputa burocrática que o forçou a pagar a própria viagem para os Estados Unidos[10]), e alcançou a semifinal, onde foi derrotado pelo catalão Sergi Bruguera.[2][11] No caminho até as semis, derrotou Albert Costa e Mark Philippoussis.

Na disputa pela medalha de bronze, perdeu de virada para o indiano Leander Paes.[12] Com o 4o lugar em Atlanta, Meligeni alcança a melhor posição de um tenista brasileiro na história das olimpíadas.[13]

Ainda em 1996, venceu o Challenger do Cairo, no Egito.[8]

Em 1997, um ano prodigioso nas duplas, onde alcançou seu melhor ranqueamento de duplas (34° posição em 3 de Novembro). Foi campeão do ATP Tour de Estoril (Portugal), do ATP Tour de Bolonha (Itália), do ATP Tour de Stuttgart (Alemanha), do ATP Tour de Bogotá (Colômbia), e do Challenger de Salinas (Equador).[15] Nos torneios de simples, foi finalista do Challenger de Prostejov (República Tcheca), e semifinalista do ATP Tour da Cidade do México. Um outro momento de brilho do ano foi quando derrotou, em Atlanta, o então vice-líder do circuito Michael Chang, batendo-o de virada por 2/6, 6/3 e 6/4.

Em 1998, conquistou o título do challenger de São Paulo. Na Republica Checa, no torneio de Praga, ganhou seu ultimo titulo da ATP, vencendo na final o então número seis do mundo Yevgeny Kafelnikov.[11][16] Nas duplas, venceu o ATP Tour de Gstaad.

Em 1999, Meligeni teve sua melhor performance. "Estou acostumado com o fato de as pessoas não acreditarem no meu jogo. Agora, sei que posso ir longe",[17] afirmou. Após bater Sampras no saibro de Roma,[18] chegou a semifinal do Roland Garros, o que lhe fez alcançar a 25ª na posição do ranking mundial.[16] Para isso, ele teve de vencer os cabeças de chave número três Patrick Rafter, número 14 Felix Mantilla, e número seis Alex Corretja,[19] mas perdeu nas semi finais para o ucraniano Andrei Medvedev,[2][11] que havia vencido Gustavo Kuerten na rodada anterior.

Meligeni terminou o ano de 1999 como o 4o jogador que mais venceu partidas no saibro no ano.[20]

Este também foi o ano em que Meligeni foi obrigado a deixar a quadra pela primeira e única vez na carreira. Este fato aconteceu nas quartas de final do ATP Tour de Estoril. Em um momento de fúria, Meligeni isolou uma bolinha fora da quadra, que acertou um espectador e o tenista foi obrigado a deixar a quadra, mesmo não tendo tido intenção de agressão.

Em 2000, venceu Karol Kučera num jogo épico, e ajudou o Brasil a avançar às semifinais da Copa Davis.[22] Além disso, conquistou o Challenger de Guadalajara.[8]

Em 2001, ficou com o vice do Brasil Open e terminou a temporada em 71º lugar. Conseguiu também sua primeira vitória na grama de Wimbledon. No ano seguinte, foi ainda mais longe, alcançando sua última final, em Acapulco (derrotado por Moyá). Após a partida, afirmou: "Hoje Moyá mostrou porque já foi número um do mundo. Não tenho razão para não estar feliz. Foi um jogo duro, e eu só cometi alguns erros a mais do que ele.".[23] Após o torneio do México, chegou à semi em Estoril. Venceu ainda Andy Roddick nas oitavas de Washington, e caiu ainda na primeira rodada do quali de Roland Garros.

2003: Ano da aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Meligeni se aposentou do tênis profissional em 2003, vencendo sua ultima partida - a final do torneio de tenis dos jogos Pan-Americanos de Santo Domingo-2003 - contra o chileno Marcelo Rios em três sets, onde conseguiu reverter uma grande desvantagem de pontos[25] no tie-break[2][3]

Por conta de seu desempenho em Santo Domingo, foi agraciado com a Medalha Tiradentes, por seu "espírito olímpico, união e garra que desempenhou nos jogos de São Domingo, representando o país com brilho".[26]

Meligeni aposentou-se como sendo um dos cinco jogadores em atividade a fechar dez temporadas seguidas entre os top 100.[17] Na entrevista após seu último jogo, disse: "Eu não estava conseguindo mais treinar forte como antigamente e também não conseguia ter mais a mesma dedicação na parte mental. Não queria continuar jogando o circuito apenas para conhecer novas cidades ou só para encontrar amigos."[8]

Anos pós-aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Em 2003, foi o idealizador da Copa Fino de Tenis, para atletas amadores.[27][28]

Em 2005, Meligeni foi nomeado capitão do time brasileiro da Copa Davis.

Em 2008 escreveu o livro "Aqui Tem! Histórias e Memórias de Fernando Meligeni".[29][30]

Em 2010, foi incluído na calçada da fama do Maracanãzinho.[31] Neste mesmo ano conquistou o torneio para veteranos Banco Cruzeiro do Sul Rio Champions, vencendo na final Mark Philippoussis por 2 a 1.[32]

Atualmente, o ex-tenista é casado com a atriz Carol Hubner, com quem tem dois filhos, Gael e Alice.[33] Desde 2012, atua como comentarista na emissora ESPN Brasil.

Estilo de jogo[editar | editar código-fonte]

Meligeni sempre soube que não era o tenista com a bola mais potente ou o saque mais rápido do circuito. Para compensar esta "deficiência", Fininho extrapolava na raça. Nos treinos, empenhava-se como se estivesse jogando uma grande final. E nos jogos para valer, não desistia de um único ponto.[35] Seus jogos iam além de simples partidas de tênis – eram verdadeiros shows,[8] espetáculos de garra e muita persistência,[36][37][38][39] como quando ele se jogava em quadra para chegar numa bola. O próprio Meligeni afirmava isso: "Eu reencontrei novamente o meu verdadeiro estilo de jogar, com descontração, alegria e assim sinto que sou um jogador bastante perigoso."[40]

Quando passou a treinar com o técnico Ricardo Acioly, Meligeni mudou seu estilo de jogo (backhand com duas mãos, para backhand apenas com a canhota). Até 1996, Meligeni executava o golpe de revés (backhand), usando as duas mãos. Mas a mão direita só ajudava a canhota até a metade do gesto. Isso fazia com que seus golpes não saíssem com muita força. Cada adversário que Meligeni enfrentava, já sabia como derrotá-lo: era só martelar impiedosamente seu "backhand".[41] Segundo o ex-tenista e técnico Paulo Cleto, a mudança fez com que Fernando Meligeni melhorasse seu jogo. Fernando tinha no seu backhand, que era um golpe muito abaixo do resto de seus outros golpes, um golpe vulnerável. Por isso teve de decidir pela mudança das duas mãos, que ele soltava precocemente, para uma única mão, aconselhado por seu técnico.[42][43]

Além disso, Meligeni sempre foi dono de aspectos muito importantes para um tenista profissional: coração e estado emocional equilibrado. Quando tinha 19 para 20 anos, ele foi submetido a alguns exames científicos coordenados pelo doutor Ricardo D'Elia, que mostraram que poucos maratonistas no Brasil tinham a capacidade física de Fininho. Além disso, ele também tinha um incrível trabalho de pés,[44] o que nos mostra o quão forte fisicamente era o Meligeni.

Finais de ATP: 13 (10-3)[editar | editar código-fonte]

Simples: 6 (3-3)[editar | editar código-fonte]

Legenda
Grand Slam (0-0)
Tennis Masters Cup
ATP World Tour Finals (0-0)
ATP Masters Series
ATP World Tour Masters 1000 (0-0)
ATP International Series Gold
ATP World Tour 500 Series (0-1)
ATP International Series
ATP World Tour 250 Series (3-2)
Títulos por superfície
Dura (0-1)
Grama (0-0)
Saibro (3-2)
Carpete (0-0)
Resultado No. Data Torneio Superfície Adversário da Final Placar
Vice-Campeão 1. 27 de fevereiro de 1995 Cidade do México, México Saibro Áustria Thomas Muster 6–7, 5–7
Campeão 1. 10 de julho de 1995 Bastad, Suécia Saibro Noruega Christian Ruud 6–4, 6–4
Campeão 2. 6 de maio de 1996 Pinehurst, Estados Unidos[9] Saibro Suécia Mats Wilander 6–4, 6–2
Campeão 3. 27 de abril de 1998 Praga, República Checa Saibro República Checa Sláva Doseděl 6–1, 6–4
Vice-Campeão 2. 10 de setembro de 2001 Costa do Sauípe, Brasil Dura República Checa Jan Vacek 6–2, 6–7(2–7), 3–6
Vice-Campeão 3. 25 de fevereiro de 2002 Acapulco, México Saibro Espanha Carlos Moyà 6–7(4–7), 6–7(4–7)

Duplas: 7 (7-0)[editar | editar código-fonte]

Legenda
Grand Slam (0-0)
Tennis Masters Cup
ATP World Tour Finals (0-0)
ATP Masters Series
ATP World Tour Masters 1000 (0-0)
ATP International Series Gold
ATP World Tour 500 Series (1-0)
ATP International Series
ATP World Tour 250 Series (6-0)
Títulos por superfície
Dura (0-0)
Grama (0-0)
Saibro (7-0)
Carpete (0-0)
Resultado No. Data Torneio Piso Parceiro Oponentes na final Placar
Campeão 1. 10 de novembro de 1996 Santiago, Chile Saibro Brasil Gustavo Kuerten Roménia Dinu Pescariu
Espanha Albert Portas
6–4, 6–2
Campeão 2. 7 de abril de 1997 Estoril, Portugal Saibro Brasil Gustavo Kuerten Itália Andrea Gaudenzi
Itália Filippo Messori
6–2, 6–2
Campeão 3. 9 de junho de 1997 Bolonha, Itália Saibro Brasil Gustavo Kuerten Estados Unidos Dave Randall
Estados Unidos Jack Waite
6–2, 7–5
Campeão 4. 14 de julho de 1997 Stuttgart, Alemanha Saibro Brasil Gustavo Kuerten Estados Unidos Donald Johnson
Estados Unidos Francisco Montana
6–4, 6–4
Campeão 5. 27 de outubro de 1997 Bogotá, Colômbia Saibro Argentina Luis Lobo Marrocos Karim Alami
Venezuela Maurice Ruah
6–1, 6–3
Campeão 6. 6 de julho de 1998 Gstaad, Suíça Saibro Brasil Gustavo Kuerten Argentina Daniel Orsanic
República Checa Cyril Suk
6–4, 7–5
Campeão 7. 22 de março de 1999 Casablanca, Marrocos Saibro Brasil Jaime Oncins Itália Massimo Ardinghi
Itália Vincenzo Santopadre
6–2, 6–3

Finais de Challenger: 23 (10-13)[editar | editar código-fonte]

Simples: 13 (7-6)[editar | editar código-fonte]

  • Campeão do Challenger de São Paulo (19 de abril de 1993)
  • Campeão do Challenger de Campinas (12 de julho de 1993)
  • Campeão do Challenger de São Paulo (6 de setembro de 1993)
  • Finalista do Challenger de Recife (11 de outubro de 1993)
  • Finalista do Challenger de Campinas (6 de junho de 1994)
  • Finalista do Challenger de Natal (5 de setembro de 1994)
  • Campeão do Challenger de Ribeirão Preto (3 de outubro de 1994)
  • Campeão do Challenger do Cairo (14 de outubro de 1996)
  • Finalista do Challenger de Prostejov (3 de junho de 1997)
  • Finalista do Challenger de São Paulo (22 de setembro de 1997)
  • Finalista do Challenger de Kosice (11 de maio de 1998)
  • Campeão do Challenger de São Paulo (12 de outubro de 1998)
  • Campeão do Challenger de Guadalajara (9 de outubro 2000)

Duplas: 10 (3-7)[editar | editar código-fonte]

  • Finalista do Challenger do Guarujá (7 de setembro de 1992)
  • Finalista do Challenger de Bogotá (21 de setembro de 1992)
  • Finalista do Challenger de Punta Del Este (1 de fevereiro de 1993)
  • Finalista do Challenger de Roma (26 de abril de 1993)
  • Finalista do Challenger de Jerusalém (3 de maio de 1993)
  • Campeão do Challenger de São Paulo (6 de setembro 1993)
  • Campeão do Challenger de Campinas (11 de novembro de 1996)
  • Finalista do Challenger de Punta Del Este (17 de fevereiro de 1997)
  • Campeão do Challenger de Salinas (24 de fevereiro de 1997)
  • Finalista do Challenger de Guadalajara (9 de outubro de 2000)

Números e estatísticas[editar | editar código-fonte]

Estatísticas da Carreira (ATP) Simples

Torneio 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 Total
Títulos-Finais 0-0 0-1 0-1 0-0 0-0 1-0 0-0 1-0 1-1 0-0 0-0 0-0 0-0 0-0 3-3
Vitórias-Derrotas 6-8 20-24 18-17 16-24 28-28 19-22 25-21 20-20 24-18 15-20 6-9 3-4 2-2 0-0 202-217
Ranking (final do ano) 210 74 71 100 29 57 67 94 64 91 99 169 206 391 N/D
Premiação (em dólares) 64.919 261.769 191.144 203.136 505.202 235.617 201.331 146.425 186.927 122.340 97.326 37.775 11.730 1.460 2.558.867

Meligeni foi membro do time brasileiro da Copa Davis, com uma estatística de 13 vitórias e 16 derrotas.

Além de seus três títulos ATP de simples, ele também ganhou sete títulos de duplas, em sua maioria como parceiro de Gustavo Kuerten.[11]

Maiores vitórias[editar | editar código-fonte]

Desempenho em Copa Davis[editar | editar código-fonte]

Total Superfície Indoor/Outdoor
Saibro Duro Grama Carpete Indoor Outdoor
Vitórias 13 12 0 0 1 1 12
Derrotas 16 11 0 2 3 3 13

Fonte:DavisCup.com[52]

Participação na Copa Davis[editar | editar código-fonte]

  • 10 edições disputadas como jogador
  • 18 confrontos como titular
  • 12 vitórias e 16 derrotas
  • 2 Edições como capitão brasileiro

Jogos[editar | editar código-fonte]

Brasil x Bélgica, repescagem do Grupo Mundial, setembro de 93
Brasil x Peru, zonal americano, julho de 94
Brasil x Bahamas, zonal americano, fevereiro de 95
Brasil x Chile, zonal americano, fevereiro de 96
Brasil x Venezuela, zonal americano, abril de 96
Brasil x Áustria, repescagem do Grupo Mundial, setembro de 96
Brasil x EUA, 1ª rodada do Grupo Mundial, fevereiro de 97
Brasil x Nova Zelândia, repescagem do Grupo Mundial, setembro de 97
Brasil x Espanha, 1ª rodada do Grupo Mundial, abril de 98
Brasil x Romênia, repescagem do Grupo Mundial, setembro de 98
Brasil x Espanha, 1ª rodada do Grupo Mundial, abril de 99
Brasil x França, quartas-de-final do Grupo Mundial, julho de 99
Brasil x França, 1ª rodada do Grupo Mundial, fevereiro de 2000
Brasil x Eslováquia, quartas-de-final do Grupo Mundial, abril de 2000
Brasil x Austrália, semifinais do Grupo Mundial, julho de 2000
Brasil x Marrocos, 1ª rodada do Grupo Mundial, fevereiro de 2001
Brasil x Austrália, quartas-de-final do Grupo Mundial, abril de 2001
Brasil x República Tcheca, 1ª rodada do Grupo Mundial, fevereiro de 2002
Brasil x Canadá, repescagem, setembro de 2002

Como capitão[editar | editar código-fonte]

  • Brasil 5 x 0 Colômbia, zonal americano, março de 2005
  • Brasil 5 x 0 Antilhas Holandesas, zonal americano, julho de 2005.
  • Brasil 3 x 2 Uruguai, zonal americano, setembro de 2005.
  • Brasil 3 x 2 Peru, zonal americano, fevereiro de 2008.
  • Brasil 4 x 0 Equador, zonal americano, abril de 2006.

Desempenho em Jogos Pan-Americanos[editar | editar código-fonte]


Meligeni começou o torneio como cabeça-de-chave número três. Após folgar na primeira rodada, venceu o argentino Carlos Berlocq (por 2 a 0, com um duplo 6-2).[54] Nas oitavas-de-final venceu (por W.O.) o porto-riquenho Gabriel Montilla.[55] Nas quartas-de-finais, venceu o americano Jeff Morrison (por 2 a 0, com parciais de 6-3 e 6-4).[56] Na semi-final derrotou o venezuelano Jose das Armas (por 2 a 0, com parciais de 6/4 e 6/2).[57] Na final, derrotou o chileno Marcelo Rios (por 2 a 1, com parciais de 5/7, 7/6 (8-6) e 7/6 (7-5).[58]

Desempenho em Jogos Olímpicos[editar | editar código-fonte]

No torneio de tenis dos Jogos Olímpicos de 1996, Meligeni venceu o italiano Stefano Pescosolido, o espanhol Albert Costa, o australiano Mark Philippoussis, o russo Andrei Olhovskiy, e perdeu nas semifinais para o espanhol Sergi Bruguera. Disputou a medalha de bronze com o indiano Leander Paes.[59]

Em 2009, André Agassi (medalhista de ouro nesta olimpiada) admitiu ter feito uso de substâncias proibidas durante a sua carreira. Isto gerou a reivindicação de tenistas que acabaram derrotados por ele nesta olímpiada, como o espanhol Sergi Bruguera, que perdeu a final e ficou com a medalha de prata. Meligeni, porém, acredita que não herdará a medalha de bronze, que seria a primeira medalha olímpica do tênis brasileiro, pois ele considera que faltam provas para que Agassi perca o título conquistado nos Jogos.[60]

Disputa pela medalha de bronze
Lugar Ano Olimpíadas Superfície/Piso Oponente Placar
4o Lugar 1996 Estados Unidos Atlanta Duro Índia Leander Paes 6–3, 2–6, 4–6

Desempenho em Grand Slams[editar | editar código-fonte]

Simples[editar | editar código-fonte]

Ano Australian Open Roland-Garros Wimbledon US Open
1992 - - - 1a rodada Estados Unidos T.Ho
1993 - Oitavas de Final Espanha S.Bruguera - 1a rodada Ucrânia A.Medvedev
1994 1a rodada África do Sul W.Ferreira 1a rodada Espanha A.Corretja 1a rodada Croácia G.Ivanišević 1a rodada República Checa M.Damm
1995 - 3a rodada Itália R.Furlan - 1a rodada Estados Unidos P.Sampras
1996 1a rodada Espanha A.Costa 1a rodada Espanha A.Costa - 1a rodada Espanha F.Mantilla
1997 2a rodada Espanha F.Mantilla 2a rodada Bélgica F.Dewulf - 3a rodada Suécia M.Larsson
1998 1a rodada França C.Pioline Oitavas de Final Áustria T.Muster - 1a rodada Suécia T.Johansson
1999 1a rodada Estados Unidos T.Martin Semi-final Ucrânia A.Medvedev - 2a rodada República Checa S.Dosedel
2000 1a rodada Alemanha T.Behrend 2a rodada Espanha A.Corretja 1a rodada Suécia T.Johansson 1a rodada Espanha J-C.Ferrero
2001 - 3a rodada Estados Unidos A.Agassi 2a rodada Chile N.Massu 2a rodada Reino Unido T.Henman
2002 1a rodada Suíça M.Kratochvil 2a rodada Chile F.Gonzalez 1a rodada República Checa J.Novak 2a rodada Espanha T.Robredo
2003 1a rodada França S.Grosjean - - -

Duplas[editar | editar código-fonte]

Ano Australian Open Roland-Garros Wimbledon US Open
1997 1a rodada[61] 2a rodada[61] - 1a rodada[61]
1998 - Quartas de finais[61] -
1999 1a rodada[62] 2a rodada[63] - 1a rodada[64]
2000 1a rodada[65] - - -
2003 2a rodada[66] - - -

Destaques da carreira[editar | editar código-fonte]

  • Campeão pan-americano (2003)
  • Semifinalista de Roland Garros (1999)
  • Quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996)
  • Dez títulos em torneios ATPs (3 de simples, e 7 em duplas)
  • 7 títulos de torneios Challengers.
  • Esteve entre os 100 melhores do mundo durante dez anos consecutivos. Apenas ele e mais 4 tenistas que estiveram em atividade nesta época conseguiram este feito.[17]
  • 4o Jogador que mais venceu partidas no saibro no ano de 1999.[20]
  • 48,2% de aproveitamento em torneios de primeira linha em sua carreira. Isto representa o 4o melhor desempenho de um brasileiro na história.[67]
  • Copas Davis - disputou durante dez anos como jogador, tendo participado de 28 partidas. Depois de ter abandonado o circuito profissional, Meligeni ainda atuou como capitão da equipe brasileira em duas ocasiões (2005 e 2006).
  • Em 2003, foi agraciado com a Medalha Tiradentes, por conta de seu "espírito olímpico, união e garra que desempenhou nos jogos de São Domingo, representando o país com brilho".[26]
  • Tenista brasileiro que foi mais longe em uma Olimpíada, ficando com o 4o lugar em Atlanta.
  • Eleito o melhor atleta brasileiro pelo COB em 2003. "Conquistar o Prêmio Brasil Olímpico é fechar com chave de ouro a minha carreira. Disputei o prêmio com dois amigos, duas pessoas que representam o esporte brasileiro tão bem. É um pouco demais para mim.", disse ele, ao receber o prêmio.[68]
  • Em 2010, foi incluído na calçada da fama do Maracanãzinho[31]

Ranking ao final das temporadas[editar | editar código-fonte]

Outras conquistas e honrarias[editar | editar código-fonte]

  • Em outubro de 2011, o site "Ubitennis.com" divulgou algumas listas, feitas por jornalistas e ex-tenistas. Nestas listas, cada um elegeu "Os 30 melhores tenistas sul-americanos da história" na sua opinião. De 11 listas divulgadas pelo site, Meligeni apareceu em 3 (26º na lista do jornalista Juan Salas, do jornal chileno "El Mercurio"; 26º na lista do jornalista Enrique Cano, da "Radio del Plata", de Buenos Aires; e 23º na lista de Roberto Nappo, da "BBC World Latin America").[70][71]

Jogos históricos[editar | editar código-fonte]

Meligeni x Sampras - Masters de Roma de 1999[editar | editar código-fonte]

10 de maio de 1999
Relatório
Detalhes
Fernando Meligeni Brasil 2 - 0 Estados Unidos Pete Sampras Ginásio Esportivo do Foro Italico
6
6
Set 1
Set 2
Set 3
3
1

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Meligeni Brasil Estatística da partida Sampras Estados Unidos
62% % Primeiro saque 47%
2 Aces 1
2 Duplas faltas 5
13 Winners
(bolas vencedoras)
15
14 Erros não forçados 36
5/11 Break points 1/6

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Em votação realizada antes da partida no o site da ATP (www.atptour.com), 75% dos internautas apostavam na vitória do Meligeni.[72]

Final do Pan-Americano de 2003[editar | editar código-fonte]

10 de agosto de 2003
Relatório
Fernando Meligeni Brasil 2 - 1 Chile Marcelo Ríos Complexo de Tênis do Parque del Este, Santo Domingo, República Dominicana
5
7(8)
7(7)
Set 1
Set 2
Set 3
7
6(6)
6(5)
  • Duração da partida: 2 horas e 53 minutos de partida

Oservações[editar | editar código-fonte]

  • Esta foi a primeira - e única - vitória de Fininho sobre Marcelo Ríos, em 6 confrontos.[73]
  • Meligeni terminou a partida tão exausto, que chegou a tropeçar na hora de subir no pódio.[74]

Campanha completa de Roland Garros 1999[editar | editar código-fonte]

  • Fonte:CurtaTennis[75]
1ª rodada
2ª rodada
3ª rodada
Oitavas de final
Quartas de final
Semifinal

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]