Geografia da Guiné-Bissau

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Geografia da Guiné-Bissau
Mapa da Guiné-Bissau
Continente África
Região África Ocidental
Área
Posição 133.º maior
Fronteiras
Total
Países vizinhos Senegal e Guiné
Imagem de satélite da Guiné-Bissau em Janeiro de 2003

A Guiné-Bissau é um pequeno país tropical que se situa a baixa altitude: o seu ponto mais alto sobe apenas a 300 metros. O interior é composto por savanas e a linha costeira é basicamente uma planície pantanosa. A sua estação das chuvas semelhante a uma monção alterna com períodos em que ventos quentes e secos sopram do [Saara]. O arquipélago de Bijagós espalha-se pelo mar.

Geologia[editar | editar código-fonte]

Podem distinguir-se na Guiné-Bissau as seguintes formações:
a) Soco primitivo (xistos);
b) Séries intermédias (grés e quartzitos);
c) Cobertura sedimentar primária (xistos argilosos, fossilíferos e grés siliciosos);
d) Erupções doleríticas;
e) Séries de cobertura terciárias (margas fossilíferas, areias siliciosas);
f) Formações quaternárias (dunas consolidadas, depósitos vasosos, aluviões fuviais e areias dunares).[1]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo é monótono, podendo a Guiné considerar-se uma grande peneplanície, baixas, cujas maiores altitudes só raramente atingem os 300 m, nas Colinas de Boé[2], uma extensão dos contrafortes do Futa Jalom ocidental.[3]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A Guiné apresenta um facies hidrográfico bastante complexo, constituído por rias e rios, nos quais se pode distinguir duas zonas:
a) Zona litoral, sujeita à influência das marés, na qual se encontram as seguintes rias: Sucujaque, Cacheu, Calequisse, Mansoa, Bissau, Grande de Buba, Tombali, Ganjola, Cumbijã e Cacine;
b) Zona interior, com cursos de água doce e de regime irregular, na qual se encontram as bacias hidrográficas dos rios: Farim, Geba e Corubal. Existem ainda inúmeras lagoas.[4]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é tipicamente tropical, podendo considerar-se duas regiões: uma, de clima subguineense, menos quente e mais pluvioso, e outra, de clima sudanês, mais quente e menos pluvioso.[5]

A estação das chuvas vai desde Junho a Outubro e a estação seca de Novembro a Maio. A precipitação mensal média na estação das chivas é 298.2 mm, enquanto no resto do ano não há praticamente precipitação. Na estação seca registam-se as temperaturas mais elevadas e reduzidas do ano, nomeadamente em Maio (29 ◦C) e Dezembro-Janeiro (25 ◦C), respetivamente.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação natural é constituída pelos seguintes agrupamentos fisionómicos:
a) Floresta hidrófila, com predomínio de espécies sempre verdes, principalmente leguminosas (galerias florestais, povoamentos edáficos das aluviões litorais);
b) Floresta tropófila aberta, com predomínio de espécies de folha caduca, agrupando algumas sempre verdes;
c) Savanas secundárias dos terrenos elevados com árvores e arbustos, as quais ocupam a maior parte da Guiné;
d) Savanas climaces das terras baixas, sem árvores nem arbustos, constituindo o povoamento (geralmente herboso) das depressões mal drenadas;
e) Povoamentos aquáticos, com os mangais e a flora dos pântanos , rios e lagoas.[6]

Áreas Protegidas[editar | editar código-fonte]

As áreas protegidas da Guiné-Bissau representam 26,3% do território nacional[7] e incluem várias tipologias de conservação[8]. A maioria das áreas protegidas são geridas pelo Instituto para a Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP). Os 6 parques nacionais são:

Existem 2 parques naturais:

Existem 6 monumentos naturais:

  • Fonte de água quente de Cofra
  • Rochas de Nhampassare
  • Muralha de Canjadude
  • Montanha da Indipendencia
  • Gruta sagrada de Cabuca
  • Rápidos de Cusselinta

Existem 5 reservas florestais:

  • Reserva Florestal de Sumbundo;
  • Reserva Florestal de Canquelifa;
  • Reserva Florestal de Dungal;
  • Reserva Florestal de Mansoa;
  • Reserva Florestal de Salifo.

Destaca-se a Reserva da Biosfera do Arquipélago dos Bijagós, o Parque Nacional Marinho João Vieira e Poilão e a Área Marinha Protegida Comunitária das Ilhas de Formosa, Nago e Chediã (UROK).

Referências

  1. Lopes Cabral, Amílcar (1959). A agricultura da Guiné. Algumas notas sobre as suas características e problemas fundamentais, AEISA.
  2. EMBALÓ, G.B. A Vulnerabilidade da População às Alterações Agro-Ecologicas: Estudo de Caso no sector de Pirada, Região de Gabú/Guiné-Bissau (Dissertação de Mestrado em Economia Agrária e Sociologia Rural). Lisboa: Instituto Superior de Agronomia/Universidade Técnica de Lisboa, 2008
  3. Lopes Cabral, Amílcar (1959). A agricultura da Guiné. Algumas notas sobre as suas características e problemas fundamentais, AEISA.
  4. Lopes Cabral, Amílcar (1959). A agricultura da Guiné. Algumas notas sobre as suas características e problemas fundamentais, AEISA.
  5. Lopes Cabral, Amílcar (1959). A agricultura da Guiné. Algumas notas sobre as suas características e problemas fundamentais, AEISA.
  6. Lopes Cabral, Amílcar (1959). A agricultura da Guiné. Algumas notas sobre as suas características e problemas fundamentais, AEISA.
  7. http://www.gw.undp.org/content/guinea_bissau/fr/home/news-centre/les-gardes-du-parc-national-de-cantanhez-ainsi-que-leurs-collabo.html
  8. Protected Planet (Abril de 2018). «Guinea-Bissau». Consultado em 4 de Abril de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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