Igapó

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Se procura a vegetação característica da Floresta Amazônica, veja Mata de Igapó.
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo. Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Igapó
—  Bairro do Brasil  —
Localização de Igapó em Natal.
Localização de Igapó em Natal.
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Região administrativa Zona Norte de Natal
Município  Natal
Área
 - Total 215,73 Ha
População
 - Total 28,819[1]
Limites Norte: Potengi e Nossa Senhora da Apresentação
Sul: São Gonçalo do Amarante (Município)
Leste: Salinas
Oeste: São Gonçalo do Amarante (Município)
Fonte: Não disponível

Igapó é um bairro localizado em Natal, no estado do Rio Grande do Norte, mais precisamente na Zona Norte da cidade.

História[editar | editar código-fonte]

Seu nome original era Aldeia Velha, herança do sitio que era a morada do Indio Potiguassu. A urbanização da área tem sua origem na década de 1900, ao redor da Praça Sto. Antônio de Paula, com a construção da estrada de ferro e depois a construção da Igreja da Santa Cruz ou Igreja da Praça, como é popularmente conhecida, e foi inicialmente ocupado por ferroviários, agricultores, vaqueiros e pescadores. Nessa epoca, tudo além rio pertencia a São Gonçalo do Amarante. Posteriormente, foi ocupado pela família Cavalcante Sant'Iago, a qual, na história mais recente, era formada pelo casal Adalgiso Sant'Iago e Josefa Cavalcanti que tinha 03 (três filhos) João, José e Maria da Glória. Este sítio ocupava toda a extensão da margem esquerda da rodovia que vai para Ceará-Mirim.

Na época das primeiras habitações "civilizadas", o índio potiguara chamado Potiguassu foi o responsável pela interação entre os indígenas e os novos moradores, em geral ferroviários que vieram para a construção da linha que ligara a estação da coroa (estação para barcas no lado norte do rio Potengi, hoje demolida, de onde saiam e chegavam barcas do Cais da Rua Tavares de Lira, na outra margem) aos interiores do estado. Esta primeira linha hoje é reduzida à ligação entre Natal  — Ceará-Mirim). Nessa época, o trem trazia, além de pessoas, gado da baixa verde, algodao de Lages, cana de Ceará-Mirim e sal da região salineira de Macau, e posteriormente a construção da ponte de ferro.

O índio teve seu nome dado à primeira escola pública do bairro, em homenagem aos seus feitos. Até os anos 60 era um bairro exclusivamente rural, assim como toda a Zona Norte, perecia a São Gonçalo do Amarante e concentrava a população às margens da ferrovia. Assim como boa parte da Zona Norte, foi afetado pela expansão imobiliária dos conjuntos habitacionais na segunda metade dos anos 70, quando a primeira parte do Conjunto Igapó foi construída, à direita da estrada da Redinha. Esse conjunto, em sua maioria, foi vendido a funcionários públicos. Na década de 80 após a morte de Dona Fefita, como era conhecida Josefa Cavalcanti Sant'Iago, foi completamente loteado e vendido para permitir a expansão urbana, formando o bairro de Jardim Loja, pertencente ao município de São Gonçalo do Amarante (Lola era o apelido da mãe de Fefita), porém é chamado por alguns de Igapó. Nesse bairro fica localizada a Ponte de Igapó, que na verdade é Ponte Presidente Costa e Silva (mais conhecida como Ponte de Igapó, em referência ao bairro onde a ponte está localizada, ou ainda Ponte Velha, em referência a ponte nova, Ponte Newton Navarro, Ponte de Todos ou Ponte Forte-Redinha). A finalidade da ponte é ligar a Zona Norte de Natal ao restante da cidade, passando pelo Rio Potengi que corta a cidade.[carece de fontes?]

Na realidade, há duas pontes: a primeira, cuja construção iniciou em 1913 e teve sua conclusão em 1915. Foi inaugurada em 20 de abril de 1916 e era totalmente de ferro e possuia uma via para a linha férrea, complementada com taboas e depois aço para permitir a passagem de veículos. Sua função era a de permitir a passagem dos trens da Estrada de Ferro Central vindos de Lages e Macau, facilitando o transporte entre a Capital e o interior do Rio Grande do Norte, que até então só era possível transpondo-se o Rio Potengi por meio de embarcações. Construída durante o governo do Des. Ferreira Chaves. Possuía uma extensão que totalizava 550 metros, com nove vãos de 50 metros e um de 70. Devido ao crescimento urbano da Zona Norte e o alto tráfego de fluxo de carros indo para aquela zona, a estrutura metálica foi deixada de lado, e ao lado dela, foi construída uma segunda ponte de concreto com sustentações de concreto e ferro. Essa segunda ponte foi concluída em 1970, na administração de Mons. Walfredo Gurgel, e contava com uma via simples para carros, uma para pedestres e uma via férrea. Posteriormente, foi duplicada e entregue ainda nos anos 80. [carece de fontes?] Segundo narrativas de antigos moradores do Igapó, passear na ponte de concreto antes da sua inauguração era um "programa badalado" entre os moradores. Muitos trabalharam ou acompanharam de perto a construção.

Hoje, além da nova Ponte Newton Navarro, a estrutura metálica é um símbolo e cartão postal informal da Zona Norte. Entretanto, a estrutura de ferro continua abandonada e enferrujada.

Conjuntos e Loteamentos[editar | editar código-fonte]

Este bairro é dividido em conjuntos e loteamentos[2]

Conjuntos

  • Igapó
  • Nova Igapó
  • Manoel Leopoldo
  • Cidade do Sol

Loteamentos

  • Parque Monte Líbano
  • Santa Rita - 2
  • Amazonas
  • Paraíso
  • Gancho
  • Nova Aldeia
  • Aldeia Velha
  • Vila Paraíso
  • Cidade do Sol

Favelas

  • Beira-Rio (entre a divisa de Igapó com o bairro Salinas)

Obs.: Existem o conjunto e loteamento Cidade do Sol

Transporte[editar | editar código-fonte]

O barro de Igapó é bem servido de linhas de ônibus e alternativos, apesar de não possuir um sistema de transporte próprio dependendo das linhas dos outros bairros da zona norte. Este bairro possui também, uma linha de trem.

Linha de trem[editar | editar código-fonte]

  • Estações: Natal, Alecrim I, Quintas, Igapó, Santa Catarina, Soledade, Nova Natal, Nordelândia, Estrela do Mar, Extremoz, Massangana, Lagoa Grande e Ceará-Mirim.

Obs.: As estações em negrito são as que estão localizadas no bairro de Igapó

Principais edificações[editar | editar código-fonte]

Unidade do Atacadão no bairro Igapó.

Possui um comércio variado, principalmente na Av. Tomaz Landin, próximo ao "gancho", onde faz limite com Jardim Lola, bairro de São Gonçalo do Amarante. Em paralelo, se encontra a Av. João Medeiros Filho, que concentra essencialmente residências e pequenos comércios e corta o bairro ao meio. Atualmente, vem sendo invadido por grandes empreendimentos comerciais, a exemplo do Atacadão (foto), da Espacial Veículos Chevrolet, da Unimed, entre outros. A área do conjunto financiado pela CEF nos aos 80 é totalmente saneada. A sede do Diário de Natal, bem como o Nordestão Igapó se encontram localizados no bairro.

Referências

  1. «População de Igapó - Natal - RN». Brasil Sabido. Consultado em 22 de agosto de 2015. 
  2. Bairro da Gente - Prefeitura do Natal
Ícone de esboço Este artigo sobre Rio Grande do Norte é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.