Manuel Alfredo Tito de Morais

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Tito de Morais
Tito de Morais
Presidente da Assembleia
da República Portuguesa
Portugal
Período Junho de 1983 a Outubro de 1984
Antecessor(a) Leonardo Ribeiro de Almeida
Sucessor(a) Fernando do Amaral
Vida
Nascimento 28 de junho de 1910
Lisboa
Morte 14 de dezembro de 1999 (89 anos)[1]
Dados pessoais
Partido MUD, PS
Profissão Engenheiro

Manuel Alfredo de Macedo Tito de Morais GCCGCL (Lisboa, 28 de junho de 1910Lisboa, 14 de dezembro de 1999) foi um engenheiro electrotécnico e político português.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do vice-almirante Tito Augusto de Morais e de sua mulher Carolina de Antas de Loureiro de Macedo, frequentou o Colégio Militar e o Liceu Camões, em Lisboa. Na Bélgica, licenciou-se em Engenharia Electrotécnica, pela Universidade de Gand. Trabalhou em Portugal, na Companhia Portuguesa Rádio Marconi e na General Electric.

Casou a 8 de Agosto de 1931 com Maria da Conceição Formosinho Mealha (27 de Março de 1912 - ?), filha de João Vitorino Mealha e de sua mulher Maria Julieta da Guerra Formosinho, da qual teve um filho e duas filhas: João Manuel Mealha Tito de Morais (22 de Abril de 1932 - 27 de Setembro de 1933), Maria Carolina Mealha Tito de Morais (28 de Novembro de 1933) e Maria da Conceição Mealha Tito de Morais (21 de Abril de 1935).[2]

Resistente anti-salazarista, foi, em 1945, chamado para a Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática, depois ilegalizado. Preso pela PIDE, em 1947 e 1961, partiu para o exílio, tendo passado por Angola, França, Brasil, Argélia, Suíça, Itália e Alemanha Ocidental. Em Argel foi locutor d' A Voz da Liberdade e dirigente da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Em Genebra foi um dos fundadores da Acção Socialista Portuguesa, em 1964, que daria origem ao Partido Socialista, em 1973. Em Roma foi co-fundador do Portugal Socialista em 1967, depois jornal oficial do PS.

Depois do 25 de Abril foi eleito deputado à Assembleia Constituinte, em 1975, e à Assembleia da República, no ano seguinte. Foi secretário de Estado do Emprego do VI Governo Provisório e da População e Emprego do I Governo Constitucional. Entre Maio de 1979 e Abril de 1980 foi vice-presidente da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, ocupando depois a vice-presidência da Assembleia da República, em 1977, sendo eleito presidente, em 1983. Voltou a ser eleito deputado em 1985, mantendo-se até 1989. A 24 de Agosto de 1985 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e a 1 de Outubto de 1985 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.[3] Foi presidente do PS, entre 1986 e 1988, eleito no VI Congresso.

À data da sua morte era Mestre da Maçonaria, onde se iniciou aos 80 anos, na Loja José Estêvão, afecta ao Grande Oriente Lusitano.

Condecorações[4] [3] [editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Infância». Comissão Executiva dasComemorações do Centenário de Tito de Morais. Consultado em 23 de junho de 2010. 
  2. a b Domingos de Araújo Afonso e Rui Dique Travassos Valdez (2.ª Edição, Lisboa, 1988). Livro de Oiro da Nobreza J. A. Telles da Sylva [S.l.] pp. Volume Terceiro. 671. 
  3. a b «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Manuel Alfredo Tito de Morais". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2015-02-06. 
  4. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "Manuel Alfredo Tito de Morais". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2015-02-06. 
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