Marco Mazzola

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Marco Mazzola
Informação geral
Nome completo Marco Aurélio da Silva Mazzola
Nascimento 25 de abril de 1950 (66 anos)
Origem São Cristóvão, RJ
País Brasil Brasil
Página oficial Site oficial

Marco Aurélio da Silva Mazzola (Rio de Janeiro, 25 de abril de 1950) é um produtor musical brasileiro.[1][2]

Cantou em coro de igreja antes de montar uma banda de rock. Começou como engenheiro de gravação em estúdios cariocas.[carece de fontes?]

Foi convidado por André Midani para assumir o posto de produtor e diretor artístico do selo Phonogram, da Philips.[carece de fontes?]

Esteve ligado ao início da carreira de Raul Seixas com o lançamento de "Krig-Ha Bandolo" (LP, 1973) e "Ouro de Tolo". Em 1974 trabalhou com Rita Lee e sua banda Tutti Frutti nas gravações do disco "Atrás do Porto Tem Uma Cidade".[3]

Em 1976 produziu o disco "Alucinação" de Belchior que foi às tabelas de vendas. Elis Regina ja tinha interpretado "Como Nossos Pais" e "Velha Roupa Colorida" no show "Falso Brilhante". Colaborou também com Jorge Ben em "África-Brasil" (1976).

Acompanhou André Midani na saída da Philips para a Warner.[carece de fontes?] No início dos anos 80 ingressou na Ariola (futura BMG), para onde levou nomes como Chico Buarque e Milton Nascimento.[carece de fontes?]

1980 foi o ano do projecto musical infantil "Arca de Noé" (com músicas de Vinicius de Moraes) e de "Coração de Estudante" de Milton Nascimento. Trabalha com Chico Buarque e Didi Mocó em "Os Saltimbancos Trapalhões" (1981). Convenceu Ney Matogrosso a gravar o xote "Homem com H" e João Bosco registrou "Papel Marché".[4]

Colaborou com Elba Ramalho em "De Volta pro Aconchego" (1985). 1986 é o ano de "Rádio Pirata ao Vivo do RPM.[carece de fontes?]

Com mais de 30 anos de carreira, Marco Mazzola foi responsável pela qualidade técnica e artística de muitos discos de Gal Costa, João Bosco, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Djavan, Gilberto Gil, Chico Buarque, Simone, Elis Regina, Caetano Veloso, Banda Eva, entre outros nomes da música brasileira. Suas produções conquistaram cerca de 73 Discos de Ouro, 43 de Platina, 16 Duplos de Platina e 4 Discos de Diamante[5] (vendas acima de 1 milhão – “The Rythm of the Saints”, Paul Simon; “Rádio Pirata ao Vivo”, do grupo RPM; o compacto “Não Chore Mais”, Gilberto Gil; e “Vou de Táxi”, Angélica). Os discos produzidos em 30 anos de carreira renderam a astronômica cifra de 30 milhões de cópias vendidas, até 1997.[6]

Marco Mazzola também produziu o primeiro disco de Ivete Sangalo e grandes hits como "Coleção", "Se eu não te amasse tanto assim", "Canibal".

Quando completou seus 30 anos de carreira foi presenteado com uma pequena frase de Ivete: "Existe uma voz de Ivete antes do Mazzola e outra depois do Mazzola".

No mercado internacional, o produtor deixou sua marca em inúmeros trabalhos: além do álbum de Paul Simon com o Olodum, que vendeu sete milhões de discos, co-produziu, com Phill Ramone, a faixa “The World on a String”, de Frank Sinatra, em duo com Lisa Minelli, num dos últimos discos do cantor.

Produziu duas faixas no CD “Brazil”, do grupo Manhattan Transfer (Grammy de melhor disco de 1989), e colaborou com Quincy Jones no LP gravado ao vivo por Miles Davis em Montreux, em 1994.

Idealizador da Noite Brasileira do Festival de Montreux, que se transformou num dos eventos mais importantes da festa, Mazzola é o principal diretor-organizador desta noite no festival junto à sua gravadora Mza Music. Além disso, é membro integrante da Academia do Latin Grammy Awards.[carece de fontes?]

Há 15 anos, Mazzola é dono da sua própria marca, a Mza Music, que além de contar com um cast de artistas importantes da música brasileira como Zeca Baleiro, Margareth Menezes, Martinho da Vila, participa de projetos especiais ligados a Música Popular Brasileira e se dedica a novos artistas.[7]

Em 2007 Mazzola lançou sua autobiografia “Ouvindo Estrelas”, pela editora Planeta contando sua trajetória nos bastidores da música Brasileira além de lançar o CD duplo MPB-Z (30 anos, 30 sucesso by Marco Mazzola), com trinta de suas produções.[2]

No ano de 2009 foi responsável pela divulgação de uma versão inédita da música gospel de Raul Seixas que tinha sido censurada pela ditadura militar.[8][9]

Em 2010, Mazzola realizou a 1ª Edição do Prêmio de Música Digital[10][11] – Brazilian Digital Music Awards, projeto este que tentava viabilizar desde 2004, mas que levou 6 anos para concretizar por conta de inúmeras autorizações e liberações para auditar os números das gravadoras e artistas.

O Prêmio é pioneiro no Brasil e no mundo e tem o objetivo de moralizar o consumo de música digital, reconhecer as músicas mais vendidas nos meios digitais além de ser o primeiro Prêmio a reconhecer o autor, a editora e a gravadora, além do intérprete.[12] O evento será realizado anualmente. A primeira edição foi transmitida pela TV Bandeirantes.[13]

Em 2011 Mazzola lançou o MPB-Z 2 com outros grandes hits de suas produções.

Artistas que produziu[editar | editar código-fonte]

Produções internacionais[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Mazzola (2)». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 15 de abril de 2011 
  2. a b «Dados Artísticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 15 de abril de 2011 
  3. «Mazzola comemora 30 anos como produtor contando histórias». Gazeta do Povo. 10 de outubro de 2005. Consultado em 5 de abril de 2016 
  4. «O homem das estrelas». Istoé. Consultado em 5 de abril de 2016 
  5. «Margareth Menezes faz show do seu novo trabalho: "Naturalmente"». Teatro Castro Alves. 14 de outubro de 2010. Consultado em 15 de abril de 2011 
  6. RADA NETO, José. O Iê-Iê-Iê Realista de Raul Seixas: trajetória artística e relações com a indústria cultural. Monografia de Conclusão de Curso. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2013, p. 162.
  7. Rosualdo Rodrigues (21 de agosto de 2011). «Marco Mazzola, o homem que testemunhou e fez acontecer a história da MPB». Correio Braziliense. Consultado em 5 de abril de 2016 
  8. «Sai inédita de Raul Seixas». RollingStone. 18 de agosto de 2009. Consultado em 16 de abril de 2011 
  9. «Fantástico descobre música de Raul Seixas que foi censurada». Fantástico. Consultado em 16 de abril de 2011 
  10. Antônio Carlos Miguel (30 de abril de 2010). «Gravadoras multinacionais e independentes se unem e criam Prêmio da Música Digital». O Globo. Consultado em 16 de abril de 2011 
  11. «Download de músicas terá prêmio na MPB». Jornal do Brasil. 30 de novembro de 2010. Consultado em 16 de abril de 2011 
  12. «Prêmio de Música Digital joga luz em artistas que bombam na internet». Folha.com. 8 de novembro de 2010. Consultado em 16 de abril de 2011 
  13. «Band Rio transmite o Prêmio Música Digital». eBand. 10 de novembro de 2010. Consultado em 16 de abril de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]