Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

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Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots
Capa norte-americana do jogo para PlayStation 3.
Produtora Kojima Productions
Editora(s) Konami
Motor Havok
Plataforma(s) PlayStation 3[1] [2] [3]
Série Metal Gear
Data(s) de lançamento 14 de junho de 2007 (lançamento global)[4]
Gênero(s) Stealth, ação
Modos de jogo Single-player, multiplayer online (somente Metal Gear Online, e conteúdo online baixável)
Classificação Permitido para maiores de 15 anos BBFC (Reino Unido)
Inadequado para menores de 17 anos i CERO (Japão)
Inadequado para menores de 17 anos i ESRB (América do Norte)
Inadequado para menores de 15 anos i OFLCA (Austrália)
Restrito a uma determinada classe e/ou objetivo OFLCN (Nova Zelândia)
Inadequado para menores de 18 anos i PEGI (Europa)
Inadequado para menores de 18 anos i USK (Alemanha)
Média 1 Blu-ray Disc (com conteúdo de download)
Controles Gamepad

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots (ou MGS4) é um jogo de acção/espionagem. Criado por Hideo Kojima, Shuyo Murata e Yoji Shinkawa, Guns of the Patriots foi produzido pela Kojima Productions exclusivamente para a PlayStation 3. É o sétimo título da série Metal Gear e o primeiro lançado na sétima geração de vídeo games. O jogo foi lançado mundialmente no dia 15 de Junho de 2007, 10 anos depois do lançamento de Metal Gear Solid e 20 anos depois do lançamento americano do primeiro Metal Gear.

Jogabilidade[editar | editar código-fonte]

Em Metal Gear Solid 4, o jogador (Solid "Old" Snake) deve mover-se de maneira furtiva e inteligente. O jogo usa uma visão em terceira pessoa com movimentação livre da câmera, mas também permite jogar livremente no modo em primeira pessoa, além de uma visão sobre o ombro que pode ser mudada tanto para o lado direito como para o esquerdo. O sistema de combate corpo-a-corpo ("Close Quarter Combat", ou "CQC") foi totalmente remodelado.

Muitos elementos de jogabilidade dos títulos anteriores voltaram de forma inovadora: o jogador utiliza uma nova forma de camuflagem chamada "Octocamo", que substitui o sistema de camuflagem utilizado em Metal Gear Solid 3, onde suas cores e texturas são alteradas conforme o ambiente (como um polvo, daí o nome) permitindo ao seu portador misturar-se com o ambiente em apenas alguns segundos. Um novo aparelho em forma de tapa-olho, chamado "Solid Eye", substitui os vários binóculos e intensificadores de imagem dos títulos anteriores e, além do clássico disfarce da caixa de papelão, temos um barril de aço. Este barril é capaz de suportar disparos de armas de fogo e pode ser usado para rolar, deixando os inimigos inconscientes por um curto período de tempo, entretanto, deixa Snake enjoado se for usado excessivamente.

O jogo está cheio de flashbacks (na realidade são fotos de eventos passados, lugares, ou personagens) que explicam brevemente os fatos ocorridos nos jogos anteriores e como eles se relacionam com os eventos de MGS4.

Snake também recebe ajuda por um pequeno robô, o Metal Gear Mk. II (MKII), construído e controlado por Otacon. O pequeno robô é capaz de incapacitar inimigos usando um choque elétrico de baixa-voltagem, como também providenciar reconhecimento de áreas desconhecidas. Para se comunicar com outros personagens, usamos o sistema CODEC, já tradicional na série. O jogo foi desenvolvido com uma nova característica: um "anel de ameaça" branco, que mostra em tempo real a localização de inimigos próximos.

Se o jogador for baleado, cortado e/ou queimado, estes ferimentos vão ficar expostos na sua pele. No entanto, os desenvolvedores do jogo decidiram retirar o stress e manter a saúde de Snake. Por isso, ele usa uma farda protetora (muscle suit), permitindo ao jogador mover-se de forma similar aos jogos anteriores. Snake tem agora um medidor e um índice que substitui a barra de Stamina, usada em MGS3. O índice, "Stress", baseia-se nas condições atuais de combate e clima. Pode fazer com que o Snake vá para o combate "animado", o que aumenta bastante a sua pontaria e reduz o dano recebido. No entanto, este efeito pode eventualmente acabar e causar a Snake um colapso temporário (fumar um cigarro o acalma). O medidor, "Psique", diminui lentamente ao longo do tempo, reduzindo a pontaria e a sua capacidade de recuperar a barra de vida (life bar). Muitos itens do jogo (como o iPod) subirão o medidor, o jogador pode também consumir "regain energy drinks", (bebidas energéticas), comer massa (e rações militares), ou usando compressas em músculos doloridos.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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A jogabilidade de Guns of the Patriots é semelhante à dos jogos anteriores da série Metal Gear Solid. Snake, sendo controlado pelo jogador, deve mover-se por um ambiente hostil e cheio de inimigos sem ser notado. Apesar de Snake adquirir várias armas (abrangendo de pistolas a lançadores de granadas), a ênfase está em usar o stealth para evitar combates. Um número de objetos e ferramentas podem ser encontradas pelo caminho para ajudá-lo em tal tarefa, incluindo detectores de movimento para detectar soldados e a caixa de papelão tradicional da série Metal Gear, no qual Snake pode se esconder para que não seja visto. Embora em alguns aspectos o jogo tenha sido modificado (principalmente os gráficos), a tensão e o humor da série foram mantidos.

Personagens[editar | editar código-fonte]

O elenco do jogo consiste basicamente de personagens dos jogos anteriores, porém, claro que existem novos personagens. Um prematuramente envelhecido Solid Snake (agora conhecido como Old Snake) regressa como sendo o único personagem jogável, juntos a Snake estão Roy Campbell, seu ex-comandante; seu amigo Otacon, Naomi Hunter, a cientista que o contaminou com o vírus FOXDIE; Meryl Silverburgh, comandante da Rat Patrol Team 01 (R.P.T.01), Mei Ling, ex-analista de dados e agora capitã do navio de guerra USS Missouri (BB-63); Raiden, agora parecido com o (falecido) Ciborgue Ninja; Rosemary, ex-namorada de Raiden, que agora trabalha como psicóloga; e EVA (de MGS3), agora conhecida como Big Mama. Também aliando-se a Snake estão Drebin 893, um traficante de armas; Sunny, a filha de Olga Gurlukovich, que foi resgatada dos Patriots por Raiden; e os outros membros da R.P.T.01 (Ed, Jonathan e Johnny Sasaki). Johnny é o guarda dominado por Meryl, quando ela escapa da cela, em MGS1. O antagonista do jogo é Liquid-Ocelot, Revolver Ocelot, ex agente dos Patriots usou nanomáquinas e tarapias de hipnóse para assumir uma personalidade parecida com a de Liquid. Porém, ele manteve a história que sua mente fora "possuída" por Liquid Snake, como resultado de um transplante de braço. Aliando-se a Liquid-Ocelot estão: Vamp, único membro vivo do extinta Unidade Dead Cell; a The Beauty and The Beast Unit; e o seu exército particular, o Haven Troops. O fantasma de Psycho Mantis (MGS1) faz uma aparição especial no jogo. The Beauty and The Beast Unit servem como os principais "chefes" do jogo: os seus membros são Crying Wolf, Raging Raven, Screaming Mantis, e Laughing Octopus. Os seus nomes de animais remetem claramente para os membros da Fox-Hound, as suas emoções se voltam para os Cobras e as suas armas foram "retiradas" dos membros do Dead Cell. Uma observação: Screaming Mantis carrega duas marionetes representando dois falecidos personagens da série: Psycho Mantis e The Sorrow, ambos psíquicos. As quatro membros de The Beauty and The Beast Unit são todas mulheres que sofreram stress pós-traumático e, como resultado, tornaram-se máquinas insanas de matar. As suas aparências interiores (às armaduras que usam) são referida como os seus lados "beauty" (belo), enquanto que as exteriores são referentes às "beast" (fera), daí o nome da unidade.

História[editar | editar código-fonte]

Série Metal Gear
(cronologia fictícia)


Estamos em 2014, cinco anos após os incidentes em Big Shell (MGS2). MGS4 traz um mundo onde a intervenção militar em solo estrangeiro está proibida, aumentando a necessidade de Private Military Companies (Companhias Militares Privadas, PMCs), para travar guerras de negócios. O Estados Unidos, por estar impedido de intervir diretamente em conflitos internacionais, decidiu intervir indiretamente através de PMCs. As primeiras PMCs, ao enriquecerem com os serviços prestados ao governo estadunidense, também quiseram estender a sua área de atuação e sua clientela. Vários outros governos passaram a imitar o modelo norte-americano de privatização militar, recorrendo à empresas do setor privado para executar seus interesses militares, pois dessa forma seriam capazes de participar de guerras internacionais a custos muito menores e melhor ainda: de forma indireta e sigilosa. Além disso, as pessoas que guerreavam eram mercenários interessados em lucro e não cidadãos, como nos séculos anteriores. A opinião pública seria menos hostil à essa noção de guerra "privada" do que à de guerra comum. Dezenas de PMCs começaram a surgir ao redor do mundo assim como o poder das grandes companhias do ramo aumentou exponencialmente. PMCs não guerreiam por ideologias ou nações e sim por oportunidade de lucro. Em 2014, as organizações que contratam PMCs envolvem desde governos e facções rebeldes até grupos terroristas. A guerra se tornou algo lucrativo e o mundo entrou na era da "economia de guerra".

A nanotecnologia tornou-se importantíssima, tanto para aumentar as habilidades dos soldados, como para reforçar a fidelidade dos mercenários. O sistema nanotecnológico que as PMCs usam é chamado de "Sons of the Patriots" (SOP). O SOP foi criado pela Arms-Tech (a mesma empresa que criou o Metal Gear Rex, a serviço do governo norte-americano em MGS1) e permite que "senhores de guerra" tenham total controle sobre o campo de batalha, assim como otimiza as qualidades individuais de cada soldado e integra ações de grupos militares. Esse controle diminuiu o números de baixas civis e barbaridades na guerra. Tornando o campo de batalha mais "limpo". Forças armadas nacionais começaram a declinar e perder recursos pois seus serviços não eram capazes de competir com a eficiência das companhias militares privadas e a facilidade de contratar os serviços destas. Grandes guerras também criam orfãos, e grande parte dessas crianças seriam recrutadas pelas próprias PMCs. As cinco maiores PMCs (Praying Mantis, Otselotovaya Khvatka, Werewolf, Pieuvre Armement e Raven Sword) são controladas por uma única companhia, chamada Outer Heaven, comandada por Liquid Ocelot. No comando de um imenso exército, capaz de rivalizar com qualquer outro exército no mundo, Liquid-Ocelot prepara uma revolta armada com o objectivo de tomar controle absoluto do SOP. Com o mundo mais uma vez em crise, um desacreditado Solid Snake é "jogado" no Oriente Médio com a missão de eliminar definitivamente Liquid. O jogo se situa em cinco localidades: Oriente Médio, América do Sul, Leste europeu, Shadow Moses e Outer Haven.

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Recepção crítica[editar | editar código-fonte]

Estande de Metal Gear Solid 4 na Tokyo Game Show.

A primeira matéria sobre MGS4 foi feito pela revista inglesa Playstation Magazine, o game tirou nota máxima, bem justificada pela revista. Pouco do jogo antes do seu lançamento pôde ser conferido na versão Beta de Metal Gear Online. Na versão online a mesma qualidade gráfica está presente, bem como o som e jogabilidade, tudo exatamente como presenciado na campanha solo. Após o lançamento vários conceituados sites e revistas publicaram suas matérias. É surpreedente a quantidade de notas máximas conseguidas e a surpresa maior fica por conta do quase ausente destaque dos pontos negativos do jogo, já que estes quase inexistem, ainda que não seja absolutamente perfeito. Um dos pontos mais apontados nas matérias é o fato de MGS4 ter se juntado aos 9 únicos jogos a receberem os 40 pontos da revista japonesa Famitsu e tirou nota 10 nos sites da GameSpot e IGN.

Recentemente a Konami divulgou que Metal Gear Solid 4 havia vendido 4,75 milhões de cópias mundialmente, o colocando na lista como um dos mais vendidos da série Metal Gear.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]