Olga Savary

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes confiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. (desde Outubro de 2012) Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Olga Savary
Nascimento 21 de maio de 1933 (84 anos)
Belém do Pará,  Brasil
Nacionalidade Brasil Brasileira
Ocupação Poetisa
Prémios Prémio Jabuti (1971)

Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1977, 2008)

Género literário Romance, conto
Movimento literário Pós-modernismo
Magnum opus Repertório selvagem: Obra reunida : 12 livros de poesia : 1947-1998

Olga Savary (Belém do pará, 21 de maio de 1933) é uma escritora brasileira[1] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha única do engenheiro eletricista russo Bruno Savary e da paraense Célia Nobre de Almeida, Olga estudou em Belém, Fortaleza e no Rio de Janeiro.

Na infância, absorveu fortemente os elementos da cultura da terra onde nasceu, transmitidos por sua família materna. Até os três anos de idade, teve a vida dividida entre Belém e Monte Alegre, no interior do Pará, cidade de seus avós maternos. Em 1936 seu pai, por motivo de trabalho, leva a família para o Nordeste, onde fixa moradia em Fortaleza.

Em 1942 os pais de Olga se separam, e ela vai para o Rio de Janeiro onde passa a morar com um irmão de sua mãe, começando a desenvolver suas habilidades literárias. Aos onze anos passa a redigir um jornalzinho, incentivada por um vizinho, para quem escrevia, sendo remunerada por isso. Sua mãe, no início, recriminava a vocação da filha, pois queria que ela se dedicasse à música, coisa que Olga detestava. Nesse tempo ela começa a escrever e a guardar seus escritos em um caderninho preto, que sempre era deixado com o bibliotecário da ABI para que sua mãe não o destruísse.

Sua convivência com a mãe tornar-se-á difícil ao ponto de a escritora, aos 16 anos, pensar em ir morar com o pai - desistindo por achar que ainda estaria muito perto da mãe. Contudo, aos 18 anos, Olga volta a Belém, indo morar com parentes e estudando no Colégio Moderno. Posteriormente decide voltar para o Rio, onde começa a alavancar sua carreira de escritora.

Participou do filme de 1968, 'Edu, Coração de Ouro.[2]

Correspondente de diversos periódicos no Brasil e no exterior, organizou várias antologias de poesia. Sua obra também está presente em diversas antologias brasileiras e internacionais, como a Antologia de Poesia da América Latina, editada nos Países Baixos, em 1994, com 18 poetas — inclusive dois prêmios Nobel: Pablo Neruda e Octavio Paz.

É poeta, como gosta de ser chamada, contista, romancista, crítica, tradutora e ensaísta.

Traduziu mais de 40 obras de mestres hispano-americanos[1], como Borges, Cortázar, Carlos Fuentes, Lorca, Neruda, Octavio Paz, Jorge Semprún e Mário Vargas Llosa, e também os mestres japoneses do haicai - Bashô, Buson e Issa.

É membro do PEN Club, associação mundial de escritores, vinculada à Unesco, da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI - Associação Brasileira de Imprensa e do Instituto Brasileiro de Cultura Hispânica. Foi presidente do Sindicato de Escritores do Estado do Rio de Janeiro em 1997-1998.

É também conhecida por ter sido a primeira mulher brasileira a lançar um livro inteiramente dedicado a poemas eróticos.

Colabora com vários jornais e revistas do Brasil e do exterior.

Teve também alguns de seus poemas musicados pelo compositor e intérprete Madan, Pedro Luiz das Neves (10/03/1961 - 13/09/2014), como "Çaiçuçáua", "Pele" e "Geminiana".

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • 1970 - Espelho Provisório (poemas)
  • 1977 - Sumidouro (poemas)
  • 1979 - Altaonda (poemas)
  • 1982 - Magma (o 1º livro editado por uma mulher só com poemas eróticos)
  • 1982 - Natureza Viva (poemas)
  • 1986 - Hai-Kais (poemas)
  • 1987 - Linha d'água (poemas)
  • 1987 - Berço Esplendido (poemas)
  • 1989 - Retratos (poemas)
  • 1994 - Rudá (poemas)
  • 1994 - Éden Hades (poemas)
  • 1996 - Morte de Moema (poemas)
  • 1996 - Anima Animalis (poemas)
  • 1997 - O Olhar Dourado do Abismo (contos)
  • 1998 - Repertório Selvagem (poesia reunida

Premiações[editar | editar código-fonte]

A escritora acumulou vários dos principais prêmios nacionais de literatura, entre eles o Prêmio Jabuti de Autor Revelação[1], pelo livro Espelho Provisório, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (1971), o Prêmio de Poesia, pelo livro Sumidouro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (1977), e o Prêmio Artur de Sales de Poesia, concedido pela Academia de Letras da Bahia pelo livro Berço Esplêndido (1987).

Referências

  1. a b c Itaú Cultural (28 de março de 2011). «Enciclopédia Literatura Brasileira». Consultado em 21 de janeiro de 2013 
  2. «Edu, Coração de Ouro». Cinemateca Brasileira 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Olga Savary


Portal A Wikipédia possui o portal:


Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.