Olga Savary

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Olga Savary
Nascimento
Belém,  Brasil
Prémios Prémio Jabuti (1971)

Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1977, 2008)

Género literário Romance, conto
Movimento literário Pós-modernismo

Olga Savary (Belém, 21 de maio de 1933) é uma escritora brasileira[1] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha única do engenheiro eletricista russo Bruno Savary e da paraense Célia Nobre de Almeida, Olga estudou em Belém, Fortaleza e no Rio de Janeiro.

Na infância, absorveu fortemente os elementos da cultura da terra onde nasceu, transmitidos por sua família materna. Até os três anos de idade, teve a vida dividida entre Belém e Monte Alegre, no interior do Pará, cidade de seus avós maternos. Em 1936 seu pai, por motivo de trabalho, leva a família para o Nordeste, onde fixa moradia em Fortaleza.

Em 1942 os pais de Olga se separam, e ela vai para o Rio de Janeiro onde passa a morar com um irmão de sua mãe, começando a desenvolver suas habilidades literárias. Aos onze anos passa a redigir um jornalzinho, incentivada por um vizinho, para quem escrevia, sendo remunerada por isso. Sua mãe, no início, recriminava a vocação da filha, pois queria que ela se dedicasse à música, coisa que Olga detestava. Nesse tempo ela começa a escrever e a guardar seus escritos em um caderninho preto, que sempre era deixado com o bibliotecário da ABI para que sua mãe não o destruísse.

Sua convivência com a mãe tornar-se-á difícil ao ponto de a escritora, aos 16 anos, pensar em ir morar com o pai - desistindo por achar que ainda estaria muito perto da mãe. Contudo, aos 18 anos, Olga volta a Belém, indo morar com parentes e estudando no Colégio Moderno. Posteriormente decide voltar para o Rio, onde começa a alavancar sua carreira de escritora.

Participou do filme de 1968, 'Edu, Coração de Ouro.[2]

Correspondente de diversos periódicos no Brasil e no exterior, organizou várias antologias de poesia. Sua obra também está presente em diversas antologias brasileiras e internacionais, como a Antologia de Poesia da América Latina, editada nos Países Baixos, em 1994, com 18 poetas — inclusive dois prêmios Nobel: Pablo Neruda e Octavio Paz.

É poeta, como gosta de ser chamada, contista, romancista, crítica, tradutora e ensaísta.

Traduziu mais de 40 obras de mestres hispano-americanos[1], como Borges, Cortázar, Carlos Fuentes, Lorca, Neruda, Octavio Paz, Jorge Semprún e Mário Vargas Llosa, e também os mestres japoneses do haicai - Bashô, Buson e Issa.

É membro do PEN Club, associação mundial de escritores, vinculada à Unesco, da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI - Associação Brasileira de Imprensa e do Instituto Brasileiro de Cultura Hispânica. Foi presidente do Sindicato de Escritores do Estado do Rio de Janeiro em 1997-1998.

É também conhecida por ter sido a primeira mulher brasileira a lançar um livro inteiramente dedicado a poemas eróticos.

Colabora com vários jornais e revistas do Brasil e do exterior.

Teve também alguns de seus poemas musicados pelo compositor e intérprete Madan, Pedro Luiz das Neves (10/03/1961 - 13/09/2014), como "Çaiçuçáua", "Pele" e "Geminiana".

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • 1970 - Espelho Provisório (poemas)
  • 1977 - Sumidouro (poemas)
  • 1979 - Altaonda (poemas)
  • 1982 - Magma (o 1º livro editado por uma mulher só com poemas eróticos)
  • 1982 - Natureza Viva (poemas)
  • 1986 - Hai-Kais (poemas)
  • 1987 - Linha d'água (poemas)
  • 1987 - Berço Esplendido (poemas)
  • 1989 - Retratos (poemas)
  • 1994 - Rudá (poemas)
  • 1994 - Éden Hades (poemas)
  • 1996 - Morte de Moema (poemas)
  • 1996 - Anima Animalis (poemas)
  • 1997 - O Olhar Dourado do Abismo (contos)
  • 1998 - Repertório Selvagem (poesia reunida

Premiações[editar | editar código-fonte]

A escritora acumulou vários dos principais prêmios nacionais de literatura, entre eles o Prêmio Jabuti de Autor Revelação[1], pelo livro Espelho Provisório, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (1971), o Prêmio de Poesia, pelo livro Sumidouro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (1977), e o Prêmio Artur de Sales de Poesia, concedido pela Academia de Letras da Bahia pelo livro Berço Esplêndido (1987).

Referências

  1. a b c Itaú Cultural (28 de março de 2011). «Enciclopédia Literatura Brasileira». Consultado em 21 de janeiro de 2013 
  2. «Edu, Coração de Ouro». Cinemateca Brasileira 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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