Patrick Mboma

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Patrick Mboma
Patrick Mboma
Mboma em 2008.
Informações pessoais
Nome completo Henri Patrick Mboma Dem
Data de nasc. 15 de novembro de 1970 (50 anos)
Local de nasc. Douala, Camarões
Nacionalidade camaronês
Altura 1,85 m
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Atacante
Clubes de juventude
–1990
1990–1992
Stade Pavillonnais
Paris Saint-Germain
Clubes profissionais
Anos Clubes
1990–1997
1992–1994
1995–1996
1997–1998
1998–2000
2000–2001
2002
2002–2003
2003–2004
2004–2005
Paris Saint-Germain
Châteauroux (emp.)
Metz (emp.)
Gamba Osaka
Cagliari
Parma
Sunderland (emp.)
Al-Ittihad Trípoli
Tokyo Verdy
Vissel Kobe
Seleção nacional
1995–2004 Camarões
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Sydney 2000 Equipe

Henri Patrick Mboma Dem (Douala, 15 de novembro de 1970) é um ex-futebolista camaronês que atuava como atacante[1]. Campeão olímpico em Sydney 2000 por seu país, jogou ainda 2 Copas do Mundo (1998 e 2002), 3 edições da Copa das Nações Africanas e uma Copa das Confederações.

Sua comemoração característica era apontando com as duas mãos como se estivesse atirando.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Após jogar no Stade Pavillonnais (equipe amadora dos arredores de Paris), Mboma foi integrado ao time B do Paris Saint-Germain em 1990. Não foi utilizado nenhuma vez no elenco principal, e foi emprestado para o Châteauroux em 1992, não evitando o rebaixamento ao Championnat National, a terceira divisão francesa. Em 1993, destacou-se ao fazer 17 gols em 29 partidas pelo clube, ajudando a conquistar o acesso à Ligue 2. Reintegrado ao time principal do PSG, disputou 8 partidas e fez um gol (12 jogos e 4 gols no total) antes de ser novamente emprestado, desta vez ao Metz, tendo pouco destaque apesar da boa campanha dos Grenás (17 partidas e 4 gols).

Ele ainda teve uma nova oportunidade no PSG na temporada 1996–97, e novamente pouco brilhou, novamente atuando 8 vezes e fazendo um gol.

Primeiro africano artilheiro da J-League[editar | editar código-fonte]

Em 1997, jogando pelo Gamba Osaka, tornou-se o primeiro africano a sagrar-se artilheiro na história da J-League, com 25 gols. O feito foi igualado em 2016, quando o nigeriano Peter Utaka fez 19 gols (empatado com o brasileiro Leandro).

Passagem pelo futebol italiano[editar | editar código-fonte]

De volta à Europa em 1998, Mboma foi contratado pelo Cagliari, recém-promovido à primeira divisão italiana. Atrapalhado por uma lesão, jogou apenas 13 vezes e fez 7 gols (3 foram contra o Empoli), suficientes para evitar o rebaixamento do clube sardo. Na segunda temporada, fez dupla com o belgo-brasileiro Luís Oliveira, destacando-se na campanha da Copa da Itália, onde o Cagliari parou apenas na semifinal contra a Internazionale, e foi o artilheiro da competição, com 6 gols. Na Série A, balançou as redes 8 vezes em 27 partidas, porém não conseguiu evitar a queda para a Série B.

Mboma esteve próximo de assinar com o Verona, mas o presidente da equipe, Giambattista Pastorello, desistiu da negociação, alegando que temia uma reação hostil da torcida. O atacante, no entanto, seguiria disputando a primeira divisão ao fechar com o ascendente Parma, chegando a fazer 2 gols na vitória sobre o Milan. A relação entre Mboma e os crociati, porém, começou a naufragar devido à concorrência com Amoroso, Savo Milošević e Marco Di Vaio, e o clube teve 3 técnicos diferentes (Alberto Malesani, Arrigo Sacchi e Renzo Ulivieri), ainda assim terminando em quarto lugar na classificação. As chegadas de Hakan Sükür e Emiliano Bonazzoli tiraram ainda mais espaço do atacante no elenco, e Mboma (que fez parte do elenco campeão da Copa da Itália) foi cedido ao Sunderland, encerrando sua passagem pelo futebol italiano.

Final de carreira[editar | editar código-fonte]

No Sunderland, Mboma jogou novamente poucas vezes (9 jogos) e fez um único gol, vendo os Black Cats escaparem do rebaixamento por apenas 4 pontos de vantagem para o Ipswich Town. Ele ainda jogaria no Al-Ittihad Trípoli, um dos principais times da Líbia, fazendo 12 gols em 28 jogos e sagrando-se campeão nacional, voltando ao Japão em 2003.

No Tokyo Verdy, atuou em 35 jogos e marcou 17 gols em 2 temporadas, enquanto no Vissel Kobe foi prejudicado por seguidas lesões, entrando em campo apenas 10 vezes e fazendo 2 gols, encerrando sua carreira em maio de 2005, aos 34 anos.

Seleção Camaronesa[editar | editar código-fonte]

Pela Seleção Camaronesa, Mboma estreou em dezembro de 1995, num amistoso contra a Libéria, mas não foi convocado para a Copa Africana do ano seguinte. Ainda em 1996, marcou seu primeiro gol pelos Leões Indomáveis, na vitória por 4 a 2 sobre o Togo, pelas eliminatórias da Copa de 1998. Neste ano, disputou a Copa Africana pela primeira vez, não fazendo gols.

Na Copa do Mundo, fez um gol de cabeça no empate por 1 a 1 contra o Chile, resultado que eliminou os Camarões do torneio. O melhor ano do atacante em sua carreira internacional foi em 2000, quando venceu a CAN sediada em conjunto por Gana e Nigéria e foi vice-artilheiro da competição com 4 gols (empatado com Samuel Eto'o), conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, sagrando-se novamente vice-artileiro com 4 gols (juntamente com o chileno Reinaldo Navia e o hondurenho David Suazo), igualando o feito da Seleção Nigeriana em Atlanta 1996, além de levar o prêmio de Futebolista Africano do Ano, sendo o quarto camaronês a conquistar a honraria. Fez parte do elenco que disputou a Copa das Confederações em 2001, quando os Camarões foram eliminados na primeira fase.

Em 2002, foi novamente campeão africano e artilheiro da CAN disputada no Mali, com 3 gols (empatado com Salomon Olembé e o nigeriano Julius Aghahowa. No mesmo ano, fez um gol no empate por 1 a 1 contra a República da Irlanda, e novamente pouco fez para evitar a queda na fase de grupos. Sua última competição internacional foi a Copa Africana de 2004, disputada na Tunísia. Mboma balançou as redes 4 vezes e foi novamente o artilheiro do torneio, empatado com outros 4 jogadores (Jay-Jay Okocha, Francileudo Santos, Youssef Mokhtari e Frédéric Kanouté).

A última de suas 57 partidas foi também na Copa Africana, quando os Camarões perderam para a Nigéria nas quartas-de-final. Com 33 gols, é o terceiro maior artilheiro da equipe, ficando atrás de Samuel Eto'o e Roger Milla.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Camarões
Paris Saint-Germain
Metz
Parma

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Nelson Oliveira (14 de agosto de 2018). «O camaronês Patrick Mboma teve seus melhores momentos nos gramados da Itália». Calciopédia. Consultado em 12 de dezembro de 2020 
  2. Evans, Hilary; Gjerde, Arild; Heijmans, Jeroen; Mallon, Bill; et al. «Perfil na Sports Reference». FIFA.com (em inglês). Olympics em Sports-Reference.com. Consultado em 13 de fevereiro de 2016. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2016