Portão (Rio Grande do Sul)

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Município de Portão
Bandeira indisponível
Brasão de Portão
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário 9 de outubro
Fundação 9 de outubro de 1963 (53 anos)
Gentílico portonense
Lema Terra boa pra se morar
Padroeiro(a) Nossa Senhora das Graças
CEP 93180-000
Prefeito(a) Jose Renato das Chagas (PDT)
(2017–2020)
Localização
Localização de Portão
Localização de Portão no Rio Grande do Sul
Portão está localizado em: Brasil
Portão
Localização de Portão no Brasil
29° 42' 07" S 51° 14' 31" O29° 42' 07" S 51° 14' 31" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre IBGE/2008 [1]
Microrregião Montenegro IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Ivoti, Lindolfo Collor, São José do Hortêncio, São Sebastião do Caí, Capela de Santana, Nova Santa Rita, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Estância Velha.
Distância até a capital 37 km
Características geográficas
Área 159,942 km² [2]
População 34 353 hab. est. IBGE/2016[3]
Densidade 214,78 hab./km²
Altitude 45 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,713 alto IBGE/2010 [4]
PIB R$ 584 919,355 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 19 333,62 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura http://www.portao.rs.gov.br/

Portão é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Anterior à ocupação lusa no século XVIII e alemã no século XIX, na região entre São Sebastião do Caí e São Leopoldo, municípios dos quais Portão fazia parte, há registros sobre a existência de indígenas, especialmente do grupo denominado Tape. Entretanto, a ocupação mais intensiva, no município de Portão, data do século XVIII quando começaram a se fixar nestas terras, as primeiras famílias de origem européia, lusos e luso-brasileiros, que receberam do Rei de Portugal terras em sesmaria, assumindo o compromisso de se fixarem e de tornarem as terras produtivas. Os primeiros colonos criavam gado, cultivavam árvores frutíferas e outros produtos. A Fazenda Boa Vista e a Fazenda Bom Jardim, datam deste período e, acabaram denominando estes lugares. Nessa região, as primeiras sesmarias e, famílias catalogadas, foram as de José Leite de Oliveira que compreendia a fazenda do Courita, a leste do rio dos Sinos, entre a estrada de Sapucaia, o morro do mesmo nome e o passo geral, no rio dos Sinos e alcançava as margens do arroio Correia a oeste, passando ao sul de Hamburgo Berg (Novo Hamburgo) e englobando as terras do futuro município de Estância Velha. A sesmaria do lado do arroio Correia seguindo pelas várzeas do arroio Cascalho, tributário na margem direita do arroio citado, presumivelmente até a Estrada dos Correia, limítrofe com a Fazenda da Cachoeira, de Ferraz de Abreu, se a hipótese é correta, toda e região de Portão Velho e Rincão do Cascalho estaria incrustada dentro desta sesmaria, cedida em nome de Manoel Correia. A sesmaria de José Pinto Ramires (meio irmão de Manoel Pinto Bandeira e Francisco Pinto Bandeira, este último, pai do lendário Coronel Rafael Pinto Bandeira), ficava no extremo sul, até a foz dos rios dos Sinos e Caí denominada de Fazenda de Santa’Ana, da Ilha do Rio do Sinos, fechando-se com o arroio Correia e o Cadeia. Luiz Alves Coelho, Sebastião Rodrigues, Francisco Rodrigues, são nomes facilmente encontrados na zona central e leste do atual município de Portão, Manoel Duarte do Amaral, Viúva Maria Nunes, com indicações orais de descendentes, na região central onde se situa a Estação Portão e a localidade da Boa Vista. Ainda, João Velho da Costa, possível antigo tropeiro,que deixou descendentes no ramo da marchantaria, na região oeste do povoado do Rincão do Cascalho. Salvador de Souza, José de Souza, com vários nomes esparsos, pelas vilas da localidade de Portão, possíveis descendentes do capitão João José de Azevedo e Souza, porém relacionado na história de Montenegro, como um dos pósfundadores do arraial de Capela de Santana. João Batista da Rosa, mencionado na história de Montenegro, ascendente do escritor Antonio Carlos F. da Rosa. Aparece como proprietário da fazenda do Desterro, na margem esquerda do rio Caí e a jusante do morro da Mariazinha. E ainda, Bernardo Baqueano, Marcelino Cordeiro, Antonio Gonçalves. Após 1758, muitos pioneiros vieram se somar aos primeiros colonizadores das terras de Portão, Capela de Santana e São João de Montenegro. Entre eles, poderíamos citar as famílias de Manoel Fernandes Chaves, Cândido Rodrigues Ferreira, Joaquim Pereira do Amorim e João Luiz Teixeira. Consta do mesmo trabalho, que as terras da diocese de Capela de Santana foram doadas por Desidéria de Oliveira Pinto Bandeira, casada com o capitão João José de Azevedo e Souza e a filha do Capitão Custódio Ferreira de Oliveira Guimarães. Quando se iniciou a colonização teuto e teuto-brasileira em Portão, as terras a leste e oeste do arroio do Portão, eram de propriedade particular e, após 1824, as terras da margem leste foram desapropriadas e utilizadas, para que oGoverno Imperial, fizesse doações aos primeiros imigrantes que chegaram de São Leopoldo.

Emancipação[editar | editar código-fonte]

Portão conquistou a sua autonomia política aos poucos e impulsionado pelo progresso econômico, foi atingindo sua emancipação. Em 1927 passou a ser o 8º distrito de São Sebastião do Caí, sob a gestão do intendente Ernesto Noll. O capitão Pedro Schüler foi nomeado primeiro subprefeito da localidade. Em 1939, o Distrito foi elevado à categoria de Vila e em 1962 iniciou-se o Movimento Pró Emancipação.

Todas as localidades de Portão estavam representadas por membros das suas comunidades, sendo assim, o movimento emancipacionista integrou a localidade através das lideranças de áreas rurais e urbanizadas. Segundo a primeira ata do Movimento Pró-Emancipação: '(...) Por indicação do Sr. Ewaldo Francisco Thiessen foi nomeado para presidente da mesa o Sr. Walberto Uebel, por aclamação. (...) o mesmo indicou a mim, José Mehringer, para secretário'.

'Por solicitação do Sr. Paulo Müller leu-se a relação dos nomes lembrados para a composição da Comissão de estudos Pró Emancipação, ressalvando que novos nomes poderiam ser indicados, uma vez que a mesma não é uma relação definitiva. (...)Foram indicados por aclamação os representantes de cada sub-distrito: para Fazenda das Palmas e Sanga Funda, Hugo Silva; para a zona pertencente aos municípios de Estância Velha e São Leopoldo, Nereu Hoff; para Rincão do Cascalho, Egon Krummenauer; para Socorro, Oscar Müller; para Morretinhos, José Rodrigues da Rosa; para Portão Velho, Antônio Biehler; para Sertão Capivara, Oscar Gehm; para a Estação Portão, Walberto Uebel. Por aclamação, Theobaldo Roese foi indicado como o presidente de Honra da comissão'.

Na reunião seguinte ficou estabelecido que, com assessoramento do Dr. Lidovino Antônio Fanton, seria constituída a Comissão Emancipacionista, assim constituída: Oscar Müller, Arthur Dieder, Hugo Silva, Oswaldo Scherer, Otto Lemmertz, José Mehringer, Rubi Franke, Urbano Uebel, Lauro Matzembacher, Kurt Kirst, Nicolau Rippel, Evaldo Thiessen, Alonso Dietrich, José Cassel, Paulo Müller, Antônio Biehler, Círio Jung, Delmar Winck, Egon Krummenauer, Orlando Engel, Nereu Hoff, Alfredo Lemmertz, José Rodrigues da Rosa, Oscar Gehm, Walberto Uebel, Theobaldo Roese, Silvio Flores, Osni Nazário e Alvício Mattje.

O trabalho da Comissão Emancipacionista foi além de organizar encontros da comunidade com lideranças políticas locais e com a Assembleia Legislativa. Havia toda uma burocracia a ser cumprida. Após a comissão cumprir as exigências legais para que fosse concedido a Portão o título de município, foi elaborado um processo 'encabeçado' pelo deputado Lidovino Fanton, o qual foi assinado por Walberto Uebel (presidente da Comissão) e entregue à Assembleia do Rio Grande do Sul, sendo indicado o mesmo deputado como relator.

Em 25 de agosto de 1963 foi realizada a consulta plebiscitária relativa à emancipação e o resultado foi que 801 votos determinavam o 'Sim', 274 portonenses foram contrários e 348 eleitores se declararam 'indecisos'. Em 9 de Outubro de 1963, o Município de Portão foi criado pelo Governador Ildo Meneghetti. Finalmente, no dia 14 de Outubro de 1963 foi publicado no Diário Oficial a Lei nº4.579, oficializando o nascimento do Município de Portão. As primeiras eleições realizaram-se em 19 de Janeiro de 1964, sendo eleito prefeito Lothar Kern e vice Rubi Nelson Franke, candidatos integrantes da coligação PSD, formado pela Aliança Popular de Portão. Para o Legislativo foram eleitos sete vereadores: Antônio Biehler, Paulo Müller, Oscar Gehm e Egon Krummenauer do PSD; Antônio José de Fraga, Mário Pires Machado e Euclides Xavier de Almeida do PTB

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a 29º42'06" de latitude sul e 51º14'31" de longitude oeste, a uma altitude de 45 metros. Sua população em 2007 era de 28.583 habitantes. Possui uma área de 158,75 km². É um município que conta com as águas do rio dos Sinos ao sul e com as águas do rio Cadeia ao norte.

A cidade[editar | editar código-fonte]

A cidade destaca-se em vários segmentos da economia do Rio Grande do Sul. A indústria química, coureira, calçadista e da borracha, são as principais áreas de desenvolvimento tecnológico. A comercialização de flores, vasos e outras peças de artesanato, gastronomia típica alemã, também atraem pessoas de outras cidades e regiões.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade de Portão é um lugar cheio de bonitas paisagens e de uma área rural muito bem aproveitada. A região é cercada por Acácias Negras, plantações de citrus e floriculturas ao longo da rodovia. A praça Armando A. Mattes (Praça do Chafariz), situada no centro da cidade, também é um ponto a ser visitado. Ali se realiza o principal evento do município: a VOLK'S FEST.

Além disso a cidade conta também o Centro de Atividade Lothar Kern, com infraestrutura adequada para práticas de esportes como Skate e apresentações culturais regionais.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativas populacionais para os municípios e para as Unidades da Federação brasileiros em 01.07.2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 25 de junho de 2017 
  4. «Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 08 de novembro de 2015  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]