Reis lendários da Suécia

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O rei lendário Harald Hildetand na lendária batalha de Bråvalla, gravura de Lorenz Frølich

Os Reis lendários da Suécia - em sueco sagokungar, em alemão Sagenkönige, em inglês legendary kings - são os reis que foram documentados muito depois do seu tempo, estando frequentemente as fontes históricas existentes cheias de contradições e elementos mitológicos.
Devido à dificuldade de as verificar ou comprovar, essas fontes têm um valor histórico de peso incerto e variável, mas podem conter alguma verdade e serem interessantes na pesquisa histórica.
Dado que, até por volta do ano 900, as referências históricas aos reis da Suécia repousam em documentos tardios eivados de elementos míticos, esses reis são designados de reis lendários, reis semilendários ou reis míticos. [1][2]

O primeiro rei considerado histórico é Érico, o Vitorioso ou Érico VI da Suécia - Erik Segersäll - que reinou mais ou menos em 970-995. [3]
Há uma grande lista de reis lendários que o precederam, de acordo com fontes tais como: a Heimskringla de Snorri Sturluson, baseada na Lista dos Inglingos, de Thjodolf de Hvinir, as sagas de reis islandesas e norueguesas, o poema anglo-saxão Beowulf, a biografia Vita Ansgari de Rimbert, a Gesta Hammaburgensis Ecclesiae Pontificum de Adan de Bremen, a Historia Norwegiæ de autor anónimo e a Gesta Danorum de Saxo Grammaticus.

Todos os monarcas citados foram descritos como descendentes da Casa de Yngling, na linha real direta, ou através da casa de Ragnar Lodbrok e da casa de Skjöldung (Scylding).

Dinastia dos Inglingos (Ynglingaätten)[editar | editar código-fonte]

Esta dinastia lendária está mencionada em várias fontes, como sejam por exemplo a Heimskringla de Snorri Sturluson, as sagas de reis islandesas e norueguesas e o poema anglo-saxão Beowulf. O seu nome - Ynglinga - provém do nome do primeiro rei lendário dessa casa real - Yngve-Frej.
Os primeiros monarcas desta dinastia são considerados completamente míticos, e estão incluídos no artigo sobre os Reis míticos da Suécia. Segundo a Heimskringla, Yngve-Frej teria vivido na época do nascimento de Cristo, isto é, por volta do ano 0. [4]

Com a morte de Ingjald Illråde, acaba a Dinastia dos Inglingos, e uma nova dinastia toma o poder na terra dos Sveas - a Dinastia dos Vidfamne.[9][10]

Reis dos Sveas - Dinastia de Ivar Vidfamne[editar | editar código-fonte]

Com a morte de Ingjald Illråde, e a fuga do seu filho Olof Trätälja para a Värmland, a Terra dos Sveas - Svitjod - passou a ser reinada por Ivar Vidfamne. A dinastia por ele iniciada tem contornos indefinidos e é designada por Dinastia de Ivar Vidfamne, Dinastia dos Skjöldung ou Dinastia de Ragnar Lodbrok, segundo as diferentes fontes.[11]
Estes são os reis que sucederam a dinastia de Yngling e constaram em algumas lendas, Harald Hildetand e Ragnar Lodbrok. Björn Flanco de Ferro deve ser incluído aqui, mas é considerado como sendo o fundador da dinastia seguinte. De acordo com o historiador dinamarquês Saxo Grammaticus, Sigurd Ring pertenceu aos Ynglings e era filho de Ingjald Illråde. As sagas, de um lado, dão seu pai como Randver, o filho de Ráðbarðr, rei de Garðaríki.

Reis dos Sveas - Casa de Munsö[editar | editar código-fonte]

A chamada Casa de Munsö (Munsöätten) - também apelidada de Casa de Björn Flanco de Ferro, Casa de Uppsala , Casa do Rei Björn ou simplesmente de Velha Dinastia - abrange vários reis vikings que reinaram entre os séculos VIII e X. Alguns destes reis são considerados lendários e alguns são considerados históricos.[12][13]

Há discordâncias e indefinições entre as diversas fontes históricas. Uma circunstância da época é a tradição de co-regência, em que dois irmãos podiam ser eleitos reis ao mesmo tempo. Outra circunstância é o facto de as fontes em causa muitas vezes mencionarem uns detalhes e excluirem outros, como é o caso da guerra civil durante os reinados de Björn på Högen e Anund Uppsale, ou os problemas gerados em redor da sucessão de Érico o Vitorioso (970-995), Olavo II Björnsson (970-975) e Styrbjörn Starke.[14]

Entre as fontes históricas e literárias sobre este período, merecem especial destaque a Vida de Ansgário (em latim: Vita Ansgari), uma biografia de Ansgário, o "Apóstolo do Norte", escrita no séc. IX por Rimberto de Hamburgo, e a Gesta Hammaburgensis ecclesiae pontificum, uma obra de Adão de Bremen, escrita no séc.XI.

Referências

  1. Örjan Martinsson. «Sagokungar» (em sueco). Tacitus.nu. Consultado em 17 de maio de 2014. 
  2. Harrison, Dick (13 de outubro de 2011). «Varför jag inte tror på sagokungar». Svenska Dagbladet [S.l.: s.n.] ISSN 1101-2412. Consultado em 25 de outubro de 2016. 
  3. «Sveriges regenter under 1000 år» (em sueco). Sveriges Kungahus - Casa Real Sueca. Consultado em 17 de maio de 2014. 
  4. Örjan Martinsson. «Sagokungar» (em sueco). Tacitus.nu. Consultado em 25 de outubro de 2016. 
  5. Harrison, Dick (13 de outubro de 2011). «Varför jag inte tror på sagokungar». Svenska Dagbladet [S.l.: s.n.] ISSN 1101-2412. Consultado em 25 de outubro de 2016. 
  6. a b Lagerqvist, Lars; Nils Åberg (2004). «Saga och sägen om våra förhistoriska kungar». Litet lexikon över Sveriges regenter (em sueco) (Boda kyrkby: Vincent). p. 7. ISBN 91-87064-43-X. 
  7. «Ale» (em sueco). Dicionário Biográfico Sueco. Consultado em 30 de maio de 2014. 
  8. «Adils» (em sueco). Dicionário Biográfico Sueco. Consultado em 30 de maio de 2014. 
  9. «Ingjald Illråde» (em sueco). Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 8 de junho de 2014. 
  10. LAGERQUIST, Lars O (1997). «Forntid». Sveriges Regenter. Från forntid till nutid (em sueco) (Estocolmo: Norstedts). p. 20-21. ISBN 91-1-963882-5. 
  11. LAGERQUIST, Lars O (1997). «Forntid». Sveriges Regenter. Från forntid till nutid (em sueco) (Estocolmo: Norstedts). p. 21-22. ISBN 91-1-963882-5. 
  12. Örjan Martinsson. «Gamla kungaätten» (em sueco). Tacitus.nu. Consultado em 19 de maio de 2014. 
  13. Hadenius, Stig; Nilsson, Torbjörn; Åselius, Gunnar (1996) Sveriges historia: vad varje svensk bör veta. Bonnier Alba, Borås. ISBN 91-34-51857-6 p. 88
  14. LAGERQUIST, Lars O (1997). «Forntid - Vikingakungar». Sveriges Regenter. Från forntid till nutid (em sueco) (Estocolmo: Norstedts). p. 24-30. ISBN 91-1-963882-5. 
  15. a b c d e f g h i Lagerqvist, Lars; Nils Åberg (2004). «Saga och sägen om våra förhistoriska kungar». Litet lexikon över Sveriges regenter (em sueco) (Boda kyrkby: Vincent). p. 7. ISBN 91-87064-43-X. 
  16. LAGERQUIST, Lars O (1997). «Forntid». Sveriges Regenter. Från forntid till nutid (em sueco) (Estocolmo: Norstedts). p. 25. ISBN 91-1-963882-5. 

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