Revolta de Carrancas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Revolta de Carrancas
ou Levante de Bella Cruz
Sede da fazenda Bella Cruz em Cruzília
Local Fazendas Campo Alegre e Bella Cruz
Data 13 de maio de 1833
Mortes Gabriel Francisco de Andrade Junqueira, José Francisco Junqueira, Antônia Maria de Jesus, Ana Cândida da Costa, Manoel José da Costa, Emiliana Francisca Junqueira, Francisco da Costa.

A Revolta de Carrancas ou Levante de Bella Cruz[1] foi uma rebelião escrava iniciada em 13 de maio de 1833, no curato de São Tomé das Letras, na freguesia de Carrancas, termo da Vila de São João del-Rei, comarca do Rio das Mortes, Minas Gerais.[2]

Esta rebelião figura entre as maiores rebeliões escravas que ocorreu nas fazendas Campo Alegre e Bela Cruz. Estas fazendas faziam parte de uma grande extensão de terra concedida pela Coroa a João Francisco, português de São Simão da Junqueira. Este chegou na comarca do Rio das Mortes por volta de 1753 e deixou numerosa descendência. Na quarta década do século XIX, as propriedades de seus descendentes davam importância sócio-econômica da família, se refletindo no campo da política, pois um de seus membros, Gabriel Francisco Junqueira, tornou-se deputado geral da província de Minas, por várias legislaturas seguidas ao longo da década de 1840.

O processo-crime relativo a esta rebelião foi instaurado a partir da denúncia de Gabriel Francisco Junqueira, que se tornou posteriormente Barão de Alfenas, em virtude das mortes de seus familiares, executadas pelos escravos.

Mortes[editar | editar código-fonte]

Foram assassinados na revolta:

Na fazenda Campo Alegre
Na fazenda Bella Cruz
  • José Francisco Junqueira e sua mulher, Antônia Maria de Jesus[3][4]
  • Ana Cândida da Costa, viúva de Francisco José Junqueira[3]
  • Manoel José da Costa e sua mulher, Emiliana Francisca Junqueira[3][4]
A caminho da fazenda Jardim
  • Francisco da Costa[4]

Punições[editar | editar código-fonte]

Alguns escravos foram condenados como cabeças de insurreição, de acordo com o artigo 113 do Código Criminal de 1830, outros por homicídio qualificado, de acordo com o artigo 192 do mesmo código.[5]

Referências

  1. Família Junqueira: o Levante da Bella Cruz
  2. Marcos Ferreira de Andrade. «Negros rebeldes nas Minas Gerais: a revolta dos escravos de Carrancas (1833)». Consultado em 19 de dezembro de 2010 
  3. a b c d Marcos Ferreira de Andrade. «Massacre em Carrancas» 
  4. a b c d Antonio Clarét Maciel Santos (18 de maio de 2011). «178º aniversário da tragédia que abalou a família Junqueira». Migalhas 
  5. Marcos Ferreira de Andrade. «Depois do massacre» 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]