Rodolfo Amoedo

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Rodolfo Amoedo
Nascimento 11 de dezembro de 1857
Salvador
Morte 31 de maio de 1941
Rio de Janeiro
Cidadania Brasil
Alma mater École nationale supérieure des Beaux-Arts, Academia Julian
Ocupação pintor, professor catedrático

Rodolfo Amoedo (Salvador, 11 de dezembro de 1857Rio de Janeiro, 31 de maio de 1941) foi um pintor, desenhista, professor e decorador brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido na Bahia, muda-se para o Rio de Janeiro quando ainda criança, em 1868. Começou na profissão convidado por um amigo pintor-letrista para trabalhar no extinto Teatro São Pedro. É admitido no Colégio Pedro II e permanece lá por algum tempo, mas a falta de dinheiro o impede de concluir o curso. Depois disso, passa a trabalhar como assistente do pintor-letrista Albino Gonçalves. [1]Volta aos estudos somente em 1873, aos 16 anos, matriculando-se no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde foi aluno de Costa Miranda, Sousa Labio e Victor Meirelles. No ano seguinte, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), onde estudou com outros grandes artistas, como Zeferino da Costa, Agostinho José da Mota e o escultor Chaves Pinheiro. Em 1878, ainda muito jovem e com uma tela retratando O sacrifício de Abel, conquistou, em polêmico concurso, o Prêmio de Viagem à Europa, no qual concorria com Henrique Bernardelli e o paisagista e pintor de assuntos históricos Antônio Firmino Monteiro.

Estudos em Paris[editar | editar código-fonte]

De 1879 a 1887 vive e estuda em Paris, como pensionista da Aiba. Inicialmente, cursa a Academia Julian e em 1880 consegue matricular-se na École des Beaux-Arts. É orientado por Alexandre Cabanel, Paul Baudry e Puvis de Chavannes, renomados pintores acadêmicos do Segundo Império. Participou do Salon de Paris (1882, 1883 e 1884), passando a desenvolver seus grandes temas em torno da mitologia (A narração de Filectas), de temas bíblicos (Jesus em Cafarnaum, A partida de Jacob) e da literatura brasileira, na qual se destacou pela produção de grandes telas voltadas para o indianismo (O Último Tamoio, Marabá).[2]

O Último Tamoio (1883), uma das obras mais notórias de Amoedo.

Volta ao Brasil[editar | editar código-fonte]

De volta ao Rio de Janeiro, ainda em 1888 foi nomeado professor honorário da Academia, passou a lecionar na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e realizou sua primeira exposição individual. Foi várias vezes premiado nas Exposições Gerais de Belas Artes, destacando-se a medalha de ouro na Exposição Nacional Comemorativa do 1º Centenário da Abertura dos Portos do Brasil (RJ, 1908), e a medalha de honra na Exposição Geral de 1917.

Foi professor da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), onde incentivava seus alunos a pesquisar os mais diversos processos de pintura: têmpera, encáustica, aquarela etc. Foi também vice-diretor da Enba, ocupando, interinamente, o cargo de diretor em diversas ocasiões.

Criou painéis para o Supremo Tribunal Federal, em 1909, para a Biblioteca Nacional e para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1916. Em 1918, foi novamente contratado pela Enba para reger a segunda cadeira de Pintura da Escola, cargo que ocupou até a sua aposentadoria em 1934.

Entre seus alunos, destcam-se Batista da Costa, Rodolfo Chambelland, os irmãos Arthur Timóteo da Costa e João Timóteo da Costa, Lucílio de Albuquerque, Eliseu Visconti e Candido Portinari.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Rodolfo Amoedo. In Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017.
  2. As pinturas indianistas de Rodolfo Amoedo. Por Marcelo Gonczarowska Jorge. 19&20, Rio de Janeiro, vol. V, nº 2, abril de 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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