Rosa Lobato de Faria

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Rosa Lobato de Faria
Nome completo Rosa Lobato de Faria
Nascimento 20 de abril de 1932
Lisboa
Morte 2 de fevereiro de 2010 (77 anos)
Lisboa
Ocupação Actriz, escritora, compositora
Atividade 1982 - 2010
Outros prêmios
Prémio Máxima de Literatura em 2000

Rosa Maria de Bettencourt Rodrigues Lobato de Faria GOIH (Lisboa, 20 de Abril de 1932 - Lisboa, 2 de Fevereiro de 2010)[1] foi uma escritora, compositora e actriz portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Segunda filha de um oficial da Marinha, Joaquim António de Lemos Lobato de Faria, e de sua mulher Vera Correia Mendes de Bettencourt Rodrigues, em parte descendente de Goeses católicos, cresceu entre Lisboa e Alpalhão, no Alentejo. Irmã de Maria da Graça Lobato de faria (1930-2012).

Com apenas dezanove anos casou em Caminha, Moledo, a 27 de Maio de 1951 com António de Vilas-Boas Romano e Vasconcelos Barreto Ferraz Sacchetti (5 de Fevereiro de 1928), Representante do Título de Visconde da Granja, de quem foi primeira mulher e teve duas filhas (Teresa Maria e Ana Margarida) e um filho (João Rui) e de quem se divorciou mais tarde.

Como actriz integrou o elenco de várias séries televisivas (1987 - Cobardias, 1988 - A Mala de Cartão, 1992 - Crónica do Tempo, 1992 - Os Melhores Anos), sitcoms (1987 - Humor de Perdição, 1990 - Nem o Pai Morre Nem a Gente Almoça, 2002 - A Minha Sogra é uma Bruxa, 2006 - Aqui Não Há Quem Viva) e novelas (1982 - Vila Faia, 1983 - Origens, 2004 - Só Gosto de Ti, 2004 - O Jogo, 2005 - Ninguém como Tu). Experimentou o cinema, sob a direcção de João Botelho, em Tráfico (1998) e A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América (2003), além dos filmes de Lauro António, Paisagem Sem Barcos (1983) e O Vestido Cor de Fogo (1986) e de Monique Rutler, 'Jogo de Mão (1984).

O seu nome está na escrita como guionista, romancista, contista, poeta, dramaturga e letrista de canções. Assinou o argumento da sitcom Humor de Perdição (1987), e de séries e novelas como Passerelle (1988), Pisca-Pisca (1989), Nem o Pai Morre Nem a Gente Almoça (1990), Telhados de Vidro (1994) e Tudo ao Molho e Fé em Deus (1995).

Publicou os romances O Pranto de Lúcifer (1995), Os Pássaros de Seda (1996), Os Três Casamentos de Camilla S. (1997), Romance de Cordélia (1998), O Prenúncio das Águas (1999), galardoado com o Prémio Máxima de Literatura em 2000, A Trança de Inês (2001), O Sétimo Véu (2003), Os Linhos da Avó (2004) e A Flor do Sal (2005). Em co-autoria participou em Os Novos Mistérios da Estrada de Sintra e Código d' Avintes.

Para além disto publicou contos infantis (A Erva Milagrosa, As quatro Portas do Céu e Histórias de Muitas Cores). Foi autora de A Gaveta de Baixo, longo poema inédito, acompanhado de aguarelas de Oliveira Tavares, estando o resto da ua obra poética reúnida no volume Poemas Escolhidos e Dispersos (1997).

Para o teatro escreveu as peças A Hora do Gato, Sete Anos – Esquemas de um Casamento e A Severa.

Foi ainda a letrista que, a par de José Carlos Ary dos Santos, permanece como a mais bem sucedida no Festival RTP da Canção, tendo obtido quatro vezes o primeiro lugar com Amor de Água Fresca (1992), Chamar a Música (1994), Baunilha e Chocolate (1995) e Antes do Adeus (1997).

De Carlos Alberto Gomes Franco (Lisboa, 12 de Junho de 1928 - 15 de Maio de 1992) teve um filho: Nuno Alexandre (1964). Teve quatro filhos: João e Teresa Sachetti, Nuno Franco e Bi Rebelo de Sousa.[1]

Vitimou-a uma anemia, aos setenta e sete anos. Era viúva de Joaquim Aires de Figueiredo Magalhães (Porto, 5 de Agosto de 1916 - Lisboa, Hospital dos Capuchos, 26 de Novembro de 2008), editor literário, com quem casara civilmente a 14 de Agosto de 1978 e de quem não teve geração, desde 26 de Novembro de 2008.

"Balão Azul", um texto inédito da escritora, foi lançado em Março 2011 é o primeiro título da coleção Biblioteca Infantil Rosa Lobato de Faria[2].

Televisão[editar | editar código-fonte]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Histórias de muitas cores (1987);
  • As pequenas palavras (1987);
  • Memórias do corpo - poemas (1992);
  • Livro do livro (1995);
  • O pranto de Lúcifer (1995);
  • Os pássaros de seda (1996);
  • Poemas escolhidos e dispersos (1997);
  • Romance de Cordélia (1998);
  • Os três casamentos de Camila S. (1998);
  • O prenúncio das águas (1999);
  • A gaveta de baixo - poema (1999);
  • As quatro portas do céu (2000);
  • A trança de Inês (2001);
  • ABC dos bichos em rima infantil (2002);
  • ABC das flores e dos frutos em rima infantil (2002);
  • O sétimo véu (2003);
  • Os linhos da avó (2004);
  • O livro do bem-estar (2004);
  • A flor do sal (2005);
  • Asas sobre a cidade: conto de Natal (2006);
  • A estrela de Gonçalo Enes (2007);
  • A voz do coração: contos de Natal (2007);
  • A parábola dos dez porquinhos (2007);
  • A alma trocada (2007);
  • As esquinas do tempo (2008);
  • Vento suão (2011);
  • O balão azul (2011);
  • Alma minha gentil (2013);
  • A menina e o cisne

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

A sua obra "As esquinas do tempo" foi escrita após uma estadia numa casa de Turismo Rural real na zona de Gondomar, chamada Casa de São Miguel-Turismo Rural. As 4 irmãs que são proprietárias da casa e a decoração e espólio da mesma, transportaram a autora para um tempo 100 anos no passado o que inspirou o tema do romance. Rosa Lobato Faria, explicava isso em quase todas as apresentações do livro, embora por opção das donas do espaço, nunca se referisse ao mesmo directamente. O Turismo em causa ainda existe nos dias de hoje e está conservado conforme Rosa Lobato Faria o encontrou nessa altura. No livro de honra da Casa de São Miguel pode-se observar a dedicatória que a autora deixou ás proprietárias do Turismo Rural, bem como dedicatórias de outros amigos da autora e diversas figuras públicas (ex. Mário Zambujal, Dr. José Hermano Saraiva, D. Ximenes Bello, D. Manuel Clemente, etc). Para quem quiser visitar aquele local imaculadamente conversado dos tempos de outrorá, pode visitar online em www.casasmiguel.com e www.facebook.com/casasmiguelgondomar ou então pernoitar por lá e viver a mesma experiência da autora e compreender melhor a obra e aproveitar para visitar toda a casa e Museu privado e seguir o percurso da autora.

A 8 de Junho de 2010 foi agraciada a título póstumo com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.[2]

Notas e referências

  1. Morreu Rosa Lobato Faria Jornal Público (2 de fevereiro de 2010). Visitado em 2 de fevereiro de 2010.
  2. http://www.ordens.presidencia.pt/

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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