Saipan

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Vista aérea de Saipan
Mapa das ilhas Saipan e Tinian, no sul das Ilhas Marianas Setentrionais

Saipan ou Saipã[1][2] é a maior das Ilhas Marianas do Norte, uma cadeia de quinze ilhas tropicais pertencentes ao Arquipélago das Marianas, no Oceano Pacífico ocidental. Capital do protetorado norte-americano das Marianas, tem uma área de 115,39 km² e uma população de 62.392 habitantes (censo 2000).

Sendo um dos pontos turísticos mais procurados do Pacífico, Saipan se estende por 20 km de comprimento e 9 km de largura, 200 km ao norte de Guam. O lado oeste da ilha é coberto de praias arenosas e de uma barreira de corais que forma uma grande lagoa. Seu litoral leste é coberto de escarpas rochosas e de recifes. O Monte Tapochau, uma pequena montanha coberta de visgo, é o seu ponto culminante, com 474m de altitude.

As línguas mais faladas são o inglês e o idioma nativo chamorro, usado por cerca de 20% da população. Áreas ainda não desenvolvidas da ilha são cobertas por uma densa floresta seca chamada Tangan-Tangan. Entre as dezenas de frutas e produtos agrícolas cultivados pelos fazendeiros e pelas famílias locais, os mais importantes são banana, coco, mamão, pimenta vermelha, raízes de taro e manga. A pesca esportiva é bastante praticada fora do litoral, onde dezenas de pequenos barcos pescam atum e outras espécies de peixes da região.

História e atualidade[editar | editar código-fonte]

Saipan e suas vizinhas Guam, Tinian e outras pequenas ilhotas que se estendem ao norte do arquipélago, foram habitadas pela primeira vez cerca de 2000 A.C. No século XVI, os espanhóis foram os primeiros europeus a travarem contato com os nativos, os Taotaomonas – hoje chamados de Chamorros, um povo com uma mistura de sangue taotaomona e espanhol – e anexaram Saipan à Espanha como parte das Marianas.

Por volta de 1815, nativos de outras partes das Ilhas Marianas se estabeleceram em Saipan, enquanto os chamorros se encontravam aprisionados em Guam, o que causou uma grande perda de direitos e de terras destes naturais da ilha. Entre 1899 e 1914, Saipan esteve sob administração alemã, passando ao controle japonês após a I Guerra Mundial, por mandato da Liga das Nações.

Fuzileiro conversando com civis chamorros durante a Batalha de Saipan.

Durante seu período de administração, os japoneses desenvolveram largamente as indústrias de pesca e açúcar na região e a fortaleceram militarmente nos anos 30, o que resultou na presença de mais de 30 mil soldados em Saipan por ocasião da eclosão da Guerra do Pacífico e a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial em dezembro de 1941. Em razão disso, em 15 de junho de 1944, durante a ofensiva aliada contra o Império do Japão no Pacífico, os marines dos Estados Unidos desembarcaram no sudoeste da ilha para retomá-la das tropas japonesas, numa batalha de três semanas de duração que ficou conhecida na história da Segunda Guerra Mundial como Batalha de Saipan.

Após a agregação da Comunidade das Ilhas Marianas aos Estados Unidos em 1986, em que ficou definido que algumas das leis federais americanas, principalmente quanto a impostos, não seriam aplicadas na região, o turismo floresceu em Saipan e demais ilhas do arquipélago, com a construção de inúmeros hotéis, se tornando o principal fator econômico do local.

Fábricas de roupas empregando trabalhadores estrangeiros também foram inauguradas e deram margem a grande controvérsia e crítica nos EUA por causa das condições de trabalho de seus empregados. Estas fábricas suprem o mercado norte-americano com vestuário a preços mais baixos graças à isenção de tarifas e são rotuladas com Made in USA. Desde 2002, entretanto, a maioria delas passou a usar o rótulo Made in Northern Mariana Islands, USA.

Referências

  1. Serviço das Publicações da União Europeia. «Anexo A5: Lista dos Estados, territórios e moedas». Código de Redacção Interinstitucional. Consultado em 19 de janeiro de 2012 
  2. Macedo, Vítor (Primavera de 2013). «Lista de capitais do Código de Redação Interinstitucional» (PDF). Sítio web da Direcção-Geral da Tradução da Comissão Europeia no portal da União Europeia. A Folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias (n.º 41). 10 páginas. ISSN 1830-7809. Consultado em 23 de maio de 2013