Santa Ernestina

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Município de Santa Ernestina
Entrada de Santa Ernestina, vindo de Taquaritinga

Entrada de Santa Ernestina, vindo de Taquaritinga
Bandeira de Santa Ernestina
Brasão de Santa Ernestina
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de março
Fundação 1965 (52–53 anos)
Gentílico santa-ernestinense
Prefeito(a) Marcelo Veronezi (Verô) (PPS)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Santa Ernestina
Localização de Santa Ernestina em São Paulo
Santa Ernestina está localizado em: Brasil
Santa Ernestina
Localização de Santa Ernestina no Brasil
21° 27' 46" S 48° 23' 27" O21° 27' 46" S 48° 23' 27" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Ribeirão Preto IBGE/2008[1]
Microrregião Jaboticabal IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Guariba, Dobrada e Taquaritinga
Distância até a capital 324 km
Características geográficas
Área 134,964 km² [2]
População 5 568 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 41,26 hab./km²
Altitude 570 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,77 elevado PNUD/2000[4]
PIB R$ 37 274,720 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 616,03 IBGE/2008[5]

Santa Ernestina é um município brasileiro do estado de São Paulo. De acordo com o censo de 2010, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possui uma população de 5.568 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

O município levou o nome de uma santa(alemã), para homenagear a nora do fundador da Estrada de Ferro Araraquarense, Carlos Batista de Magalhães, que lá implantou uma estação. Ernestina Reis de Magalhães, foi casada com o "barão do café" Carlos Leôncio de Magalhães, o maior cafeicultor do Brasil no início do século XX. Com ele teve 8 filhos: Maria José, Carlos, Oswaldo, Ernestina, Maria Cecilia, Paulo, Adelaide e José Carlos Reis de Magalhães. A grande dama, senhora de excelsas virtudes cristãs, nasceu no Rio de Janeiro, em 1876, filha de José Monteiro Reis e Adelaide Monteiro Palha, viveu na lendária Fazenda Cambuhy em Matão, entre 1900 e 1914, e faleceu em São Paulo, em 1968.

A referida Estação Ferroviária, inaugurada em 2 de abril de 1901, que é o "berço" da cidade, foi construída para favorecer o escoamento do café, oriundo da fazenda de Carlos Magalhães, que ficava na região. Na época, quase não havia moradores no lugar, destacavam apenas dois: Manoel de Almeida Rollo e João Lourenço Leite, o qual doou terras para um pequeno loteamento. No entanto, para identificar a parada do trem, foi posto a princípio, o nome de "Estação Ernestina". Logo em seguida, começou a formar um povoado ao redor da estação, o qual foi batizado como "Vila de Santa Ernestina", que depois passou a Distrito de Taquaritinga.

Desenvolvimento econômico[editar | editar código-fonte]

Após a construção da estação férrea, Santa Ernestina começou a desenvolver-se e alcançou seu apogeu entre os anos de 1930 e 1940, quando anualmente embarcavam milhares de sacas de café beneficiado, em trens especiais e fretados com destino à S.Paulo depois, ao porto de Santos.

Na época dos embarques, podia observar-se um intenso trânsito de veículos como: carroças, carroções, carros de boi e alguns caminhões da época, os quais traziam o café, oriundo das fazendas que circundavam Santa Ernestina e, se acumulavam ao redor da estação, desembarcando e recolhendo no armazém interno e às vezes, carregavam as milhares de sacas, diretamente nos vagões do trem.

E assim, a "Vila" (como era chamada) progrediu no auge do Café, onde os fazendeiros e colonos faziam suas compras no Armazém dos Messa Puerta e o "Ranca Toco", foi formado por colonos meeiros da tradicional Fazenda Água Santa. Apesar do café, ter sido a principal atividade agrícola no passado, acabou substituído pela citricultura a partir dos anos 60, a qual Santa Ernestina era conhecida como a "Terra da Laranja", por fim, acabou também cedendo esse cultivo, pelo plantio de cana, que se fortaleceu e predomina até os dias atuais.

Em 1964, emancipou-se como município, sendo comemorado seu aniversário, todo 21 de março de cada ano. Recebeu também, o cognome de "Cidade Alegria". A economia da cidade atualmente gira em torno da Usina Sucroalcooleira do Grupo Raízem, que é a maior fonte de emprego da cidade. E também do comércio da cidade.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2016

População total: 5.672

  • Urbana: 5.145
  • Rural: 423
  • Homens: 2.852
  • Mulheres: 2.716

Densidade demográfica (hab./km²): 42,53

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,80

Expectativa de vida (anos): 71,25

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,60

Taxa de alfabetização: 90,45%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,770

  • IDH-M Renda: 0,685
  • IDH-M Longevidade: 0,771
  • IDH-M Educação: 0,854

(Fonte: IPEADATA)

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

Apesar do município possuir o nome de Santa Ernestina, a localidade tem como padroeiros locais, São Joaquim e Sant'Ana. A primeira capela, remonta a época da construção da estrada de ferro, em 1900. Em 1965 uma comissão formada pelos moradores locais deram inicio a construção da atual igreja Matriz. A paróquia é reconhecida regionalmente pela sua festa em louvor aos santos padroeiros realiza no mês de Julho e pelas missas da Renovação Carismática, que atrai fiéis a cidade. A paróquia faz parte da Diocese de Jaboticabal, forânia de São Sebastião. Peregrinos recorrem aos Milagrosos Padroeiros: São Joaquim e Sant'Ana em busca de graças e bençãos (Principalmente mulheres ou casais quem dificuldades em engravidar).

Igrejas
  • Igreja Matriz São Joaquim e Sant'Ana - localizada na praça São Joaquim, no centro da cidade.
  • Igreja de Santa Rita - localizada na Vila Bonfim, seu estilo relembra a primeira igreja da cidade, a única a possuir relógio na torre.
  • Capela de Nossa Senhora Aparecida - localizada no Jardem Vanessa, a comunidade realiza anualmente a novena, quermesse e procissão em louvor a padroeira.
  • Capela de Nossa Senhora do Carmo da Saudade - localizada no cemitério municipal.
  • Futura Igreja de São Brás - Será localizada no jardim Sérgio Corona.
Comunidades
  • Comunidade São Joaquim = Centro e Vila Tonini
  • Comunidade Santa Ana = Jardim Bela Vista, Jardim Nova Santa Ernestina.
  • Comunidade Nossa Senhora Aparecida = Jardim Vanessa, Viela Sant'Ana, Viela São Joaquim e Jardim Beatriz.
  • Comunidade Santa Luzia = Vila Piva, Chacaras Santo Antonio, Jardim Sol Nascente
  • Comunidade Santa Rita = Vila Bonfim e Jardim São Thomas
  • Comunidade São Paulo Apostolo = Jardim São Paulo e Vila Rodrigues
  • Comunidade Três Santos Arcanjos = Jardim Antonio Sérgio Corona II
  • Comunidade São Brás = Jardim Antonio Sérgio Corona I

Transporte[editar | editar código-fonte]

Fonte - ARTESP

A cidade é servida por quatro linhas de ônibus, que interligam as cidades das regiões:

  • Matão - Santa Ernestina Via Dobrada
  • Matão - Taquaritinga via Dobrada e Santa Ernestina
  • Santa Ernestina - Guariba via Usina Bonfim
  • Matão - Ribeirão Preto via Dobrada, Santa Ernestina, Usina Bonfim e Jaboticabal

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]