Tarzan and the Jewels of Opar

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Tarzan and the Jewels of Opar
Tarzan e as Jóias de Opar (PT)
O Tesouro de Tarzan (BR)
Autor(es) Edgar Rice Burroughs
País  Estados Unidos
Género Aventura
Série Tarzan
Ilustrador J. Allen St. John
Arte de capa J. Allen St. John
Editora A.C. McClurg
Lançamento 1918
Edição portuguesa
Tradução Raúl Correia
Editora Portugal Press
Lançamento 1972
Edição brasileira
Tradução Manuel Bandeira
Editora Companhia Editora Nacional
Lançamento 1934
Páginas 208
Cronologia
The Son of Tarzan
Jungle Tales of Tarzan

Tarzan and the Jewels of Opar (O Tesouro de Tarzan (título no Brasil) ou Tarzan e as Joias de Opar (título em Portugal)) é um romance de autoria do escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs. Publicado em 1918, é o quinto de uma série de vinte e quatro livros sobre o personagem Tarzan.[1]

Resumo[editar | editar código-fonte]

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Tarzan é vítima de fraude e fica com as finanças abaladas. Ele, então, volta a Opar com um grupo de guerreiros Waziri, para obter mais ouro. A expedição é seguida por Albert Werper, desertor do exército belga a serviço de Achmet Zek, um mercador de marfim e de escravos. Tarzan e os Waziri, por fim, adentram as cavernas onde o tesouro está guardado sem que La, a Grã-Sacerdotisa de Opar, desconfie de algo.

Alertado por Werper de que o caminho está livre, Achmet Zek incendeia a propriedade de Tarzan e rapta Jane. Mugambi, o bravo Waziri amigo do homem-macaco, é o único sobrevivente. Gravemente ferido, ele jura vingar-se de Zek e seu bando.

Um terremoto isola Tarzan e Werper dentro das cavernas, deixando o herói inconsciente. Werper tenta a fuga, porém é capturado pelos oparianos para ser sacrificado.

Tarzan volta a si mas, atacado pela amnésia, retorna ao estado mental de sua juventude, quando vivia como um macaco na tribo de Kerchak.[1]

História editorial[editar | editar código-fonte]

Tarzan and the Jewels of Opar foi escrito de cinco de setembro a nove de outubro de 1915.[1]

Foi publicado inicialmente na revista pulp All-Story Weekly, em cinco edições sucessivas, de 18 de novembro a 16 de dezembro de 1916. P. J. Monahan ilustrou a capa do primeiro número.[1]

Em livro, com capa dura, o romance foi lançado pela editora A.C. McClurg em 20 de abril de 1918, com ilustração da capa e outras oito no tom sépia feitas por J. Allen St. John.[1]

A Companhia Editora Nacional publicou a obra no Brasil em 1934, dentro da respeitada coleção Terramarear, onde recebeu o número 25. A tradução foi feita por Manoel Bandeira. Quinze mil exemplares foram impressos.[2] O livro foi reeditado seis vezes, entre 1946 e 1968, as quatro primeiras com dez mil e as duas últimas com cinco mil exemplares cada.[2]

Ainda no Brasil, o romance foi lançado em 1959 pela CODIL - Companhia Distribuidora de Livros, com o título de Tarzan - O Tesouro, dentro de um lote de doze aventuras do rei das selvas. A luxuosa edição recebeu ilustrações de Manoel Victor Filho.[2]

Em Portugal, a obra, assim como as outras do personagem, foi editada pela Portugal Press.[2]

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Frank Merrill como Tarzan, no seriado da Universal Pictures Tarzan the Tiger, de 1929. O ator já interpretara o homem macaco no seriado anterior, intitulado Tarzan the Mighty, de 1928.

Quadrinhos[editar | editar código-fonte]

A primeira quadrinização foi na forma de tiras diárias, publicadas nos jornais de 17 de março a 12 de julho de 1930. As ilustrações e o roteiro são de Rex Maxon e R. W. Palmer, respectivamente.[1]

A estreia nos gibis se deu em três partes, entre agosto e outubro de 1966, pela editora Gold Key. Russ Manning ilustrou e Gaylord Du Bois fez o roteiro. A história foi relançada pela Dark Horse Comics em 1999, no formato de graphic novel.[1]

No Brasil, a adaptação foi lançada pela EBAL, na coleção Lança de Prata, no final da década de 1960, com o título de As Joias de Opar. A história foi relançada em 1986, em dois números da revista Tarzan.[3]

Em 1977, a Marvel Comics mostrou sua versão, que teve desenhos de John Buscema e roteiros de Roy Thomas.[1] A EBAL lançou-a no Brasil na série de três números intitulada O Livro da Selva, entre agosto de 1978 e janeiro de 1979.[4]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Mademoiselle Kithnou como La de Opar em Tarzan the Tiger

Com o sucesso do seriado Tarzan the Mighty, os produtores imediatamente produziram sua sequência, Tarzan the Tiger, em 1929, com quinze episódios. Levemente baseado em Tarzan and the Jewels of Opar, o herói foi vivido por Frank Merrill, Jane, por Natalie Kingston e La de Opar por Mademoiselle Kithnou. Igualmente bem sucedido comercialmente, Tarzan the Tiger é o único filme de Tarzan com versões tanto muda quanto sonora.[5]

Tarzan and the Lost City, produção de 1998, estrelada por Casper van Dien e Jane March, também aproveitou elementos do livro de Burroughs.[1]

Televisão[editar | editar código-fonte]

La de Opar (Angela Harry) em três episódios da série Tarzan: The Epic Adventures (1996-1997), estrelada por Joe Lara e em três episódios da série animada The Legend of Tarzan da Walt Disney Pictures: "Lost City of Opar", "The Leopard Men Rebellion" e "Return of La".

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f g h i GRIFFIN, Scott Tracy, Tarzan: The Centennial Celebration, Londres: Titan Books, 2012, ISBN 9781781161692 (em inglês)
  2. a b c d SILVA, Diamantino da e LOSSO, Umberto, Tarzan, O Mito da Liberdade, edição especial de Mocinhos & Bandidos, São Paulo, 1986
  3. MANNING, Russ, As Joias de Opar, in Tarzan no. 16 e no. 17 (12a. série), Rio de Janeiro: EBAL, 1986
  4. BUSCEMA, John, O Livro da Selva in Tarzan Bimestral (O Livro da Selva) no. 1-3, Rio de Janeiro: EBAL, 1978-1979
  5. ESSOE, Gabe, Tarzan of the Movies, sexta impressão, Secaucus, EUA: The Citadel Press, 1968, ISBN 0-8065-0295-9 (em inglês)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Fanzim, Edição de Natal, editado por Anibal Barros Cassal, Porto Alegre, 1993

Ligações externas[editar | editar código-fonte]