Opar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Opar é uma cidade perdida fictícia, criada pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs no romance The Return of Tarzan, o segundo de um total de vinte e quatro livros sobre o personagem Tarzan. Opar é a única cidade perdida que Tarzan visitou mais de duas vezes, já que ela aparece em três outras aventuras do herói.[1]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

De origem imprecisa, o nome Opar parece derivado de Ofir [nota 1], a cidade africana que, segundo a Bíblia, enviava ao Rei Salomão um carregamento de ouro, prata, sândalo, pedras preciosas, marfim, macacos e pavões a cada três [anos.[1]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Antigo posto avançado da Atlântida, construído em um vale escondido nos confins da África, a decadente Opar é cercada por ásperos paredões. Domos e minaretes] dourados atraem aventureiros para suas ruínas.

Povo[editar | editar código-fonte]

Os homens de Opar são baixos, cabeludos e semelhantes a feras. Eles são o resultado do cruzamento milenar de gerações de humanos com macacos. Por outro lado, as mulheres continuam belas, em virtude de cuidadosa seleção genética.[1]

Os oparianos veneram o Sol, a quem oferecem sacrifícios humanos em um templo cujo altar é todo manchado de sangue. Nesses rituais, a maioria da população serve como sacerdotes e sacerdotisas.

Invasores são surpreendidos pelos horríveis gritos dos habitantes, escondidos nas sombras, que caem em massa sobre eles para aprisioná-los.[1]

O trono de Opar é ocupado pela Rainha e Grã-Sacerdotisa La, uma lindíssima e voluntariosa mulher branca, que se apaixona por Tarzan e por quem ele se deixa fascinar (porém, não ao ponto de trair Jane).

Opar e Tarzan[editar | editar código-fonte]

O tesouro de Opar[editar | editar código-fonte]

Tarzan descobre Opar em The Return of Tarzan, ao perguntar aos Waziri, guerreiros amigos, qual a origem do ouro que exibem em sua indumentária. Eles respondem que são os despojos de uma batalha contra uma tribo de homens feras. Daí, Tarzan organiza uma expedição para a cidade perdida, de onde quase não sai vivo.

Enquanto explora as ruínas, o rei da selva descobre incomensurável tesouro nos subterrâneos da cidade, há muito esquecido pelos oparianos. Essa é a fonte da riqueza de Tarzan e a ela o homem macaco retorna sempre que precisa reabastecer o cofre.

A política em Opar[editar | editar código-fonte]

Em suas diversas viagens à cidade esquecida, Tarzan acaba por se envolver nas intrigas palacianas, geralmente tecidas pelos adversários para destronar La. Tarzan sempre precisa salvá-la, já que a rainha tem sua autoridade questionada ao interceder em favor do rei das selvas quando ele escapa da prisão ou está a caminho de ser sacrificado.

Livros[editar | editar código-fonte]

Opar aparece nas seguintes aventuras de Tarzan:

  • The Return of Tarzan - O herói descobre a cidade e seus tesouros. Prisioneiro, escapa com interferência da rainha La;
  • Tarzan and the Jewels of Opar - Tarzan retorna a Opar, para buscar mais ouro, e chega a perder a memória;
  • Tarzan and the Golden Lion - Tarzan é dado como morto, enquanto um sósia e seus comparsas saqueiam a cidade perdida. O Tarzan verdadeiro salva La, vítima de um golpe de estado;
  • Tarzan the Invincible - Comunistas tentam saquear Opar. Tarzan chega antes e novamente salva La, que fora deposta por um casal de sacerdotes.

Um grupo de exilados de Opar são os homens maus da novela infantil|infanto-juvenil Tarzan and the Tarzan Twins with Jad-bal-ja, the Golden Lion, publicada em 1936. Em 1963, essa pequena obra tornou-se a segunda parte do volume Tarzan and the Tarzan Twins.

Cinema e TV[editar | editar código-fonte]

Opar é mostrada nas seguintes produções:[1]

No filme Tarzan and the Lost Safari, estrelado por Gordon Scott, aparece a tribo dos Oparianos, que cultua um deus leão. Contudo, essa tribo não tem nada a ver com a raça perdida criada por Burroughs.[1]

Quadrinhos[editar | editar código-fonte]

Opar tem despertado o interesse de muitos ilustradores e roteiristas. Abaixo, algumas histórias, adaptadas ou inspiradas pelos textos de Burroughs:

Notas

  1. "Ophir" em inglês

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f GRIFFIN, Scott Tracy, Tarzan: The Centennial Celebration, Londres: Titan Books, 2012, ISBN 9781781161692 (em inglês)
  2. MARSH, Jesse (arte) e DUBOIS, Gaylord (roteiro), Tarzan Revisits Opar in Tarzan no. 38, novembro de 1952 (Dell Comics), reimpressa em Tarzan: The Jesse Marsh Years, Vol. 7, Milwaukie: Dark Horse Comics, novembro de 2010, ISBN 9781595825476 (em inglês)
  3. MANNING, Russ (arte e roteiro), Tarzan and the Safari to Opar in TARZAN: The Complete Russ Manning Newspaper Strips, Volume Two: 1969-1971, San Diego: IDW Publishing, novembro de 2013, ISBN 9781613778303 (em inglês)
  4. MANNING, Russ, (arte e roteiro), O Templo de Opar in Tarzan no. 2, (Pranchas dominicais de 8/12/68 a 2/11/69), Rio de Janeiro: EBAL, 1978-1979
  5. KUBERT, Joe (arte e roteiro), A Volta do Rei das Selvas in Tarzan -- A Volta do Rei das Selvas e Outras Histórias, tradução de Marquito Maia, São Paulo: Devir, 2011, ISBN 9788575324684
  6. MANNING, Russ (arte e roteiro), Tarzan and the Giant Insects of Opar in TARZAN: The Complete Russ Manning Newspaper Strips, Volume Four: 1974-1979, San Diego: IDW Publishing, janeiro de 2015, ISBN 9781631402159 (em inglês)
  7. BUSCEMA, John (arte) e THOMAS, Roy (roteiro), Tarzan e as Joias de Opar in Tarzan Bimestral (O Livro da Selva) no. 1-3, Rio de Janeiro: EBAL, 1978-1979

Bibliografia[editar | editar código-fonte]