Tunas

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Tunas
  Município do Brasil  
Símbolos
Brasão de armas de Tunas
Brasão de armas
Hino
Gentílico tunense
Localização
Localização de Tunas no Rio Grande do Sul
Localização de Tunas no Rio Grande do Sul
Mapa de Tunas
Coordenadas 29° 06' 10" S 52° 57' 21" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Municípios limítrofes Lagoão, Jacuizinho, Espumoso, Arroio do Tigre e Soledade
Distância até a capital 282 km
História
Fundação 12 de agosto de 1987 (32 anos)
Aniversário 8 de dezembro
Administração
Prefeito(a) Valdoir Fransisco da Silva (PMDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 217,969 km²
População total (Censo IBGE/2010[2]) 4 395 hab.
Densidade 20,2 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 339 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [3]) 0,719 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 45 962,792 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 10 141,83

Tunas é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 29º06'11" sul e a uma longitude 52º57'22" oeste, estando a uma altitude de 339 metros. Sua população estimada em 2004 era de 4.270 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Tunas é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. De 1900, tempo de formação dos povoados do Rio Grande do Sul, época em que havia pouca comunicação e pouco meio de transporte, carreteiros alemães que vinham de Porto Alegre a Cruz Alta até à fronteira, trazendo mercadorias como charque, sal, utensílios domésticos, tecidos, louças e pequenos moveis nas grandes carretas puxadas por várias juntas de bois, passavam por Tunas.

O local ficou conhecido por Tunas, pois ali existia uma planta da família das cactáceas de nome tuna. Assim, Tunas ficou conhecida e nasceu, especificamente no ano de 1918, quando o fazendeiro Abílio Rodrigues, que morava em Soledade, começou a se desfazer de uma terra que não ocupava vendendo boa parte da região fértil a Jacó Teleken e Jacob Welchs, alemães oriundos de Santa Cruz do Sul, os quais construíram as primeiras casas e deram início à agricultura, na região. Em 1919, aproximadamente, Frederico Becker comprou uma área de terra de Abílio Rodrigues e instalou uma serraria, dando início ao comércio e também à indústria, vendendo farinha de mandioca de uma tafona. Nesta mesma época, chegaram Albino Martins Wendel, que construiu e instalou a primeira ferraria; Fritz Simon. Instalou em uma casa comercial; Artur Pires Montou uma selaria; Augusto Mohr, Alfredo Schneider e Avelino Lang compraram o restante das terras de Abílio e, mais tarde, revenderam aos novos moradores que vinham chegando, dentre eles, as famílias Shmidt, Kaufmann, Kurtz.

Assim, os habitantes, a maioria de origem alémã, foi se preocupando com as novas necessidades e prioridades da comunidade.

Com o passar do tempo, essas famílias somaram-se a outras que formavam a comunidade de Tunas. Houve desenvolvimento, melhorando a infraestrutura da época. A educação em Tunas começou por volta de 1930. Não existia escola na época. As crianças estudavam nas dependências de uma casa cedida por uma família. Os professores eram pagos e vinham de outras localidades. A primeira professora foi Ilda Phail, que vinha de Coloninha, aproximadamente de Tunas. Após o ano de 1945, começaram a ser construídas as primeiras escolas municipais, cujos professores passaram a ser pagos pelos cofres do município. Em 1934, chegou a Tunas, Cláudio Klein, primeiro pastor que iniciou os cultos, realizados em casas particulares, sendo que, em 1946, foi fundada a comunidade. Em 1955, foi construída a primeira Igreja Evangélica Luterana, hoje denominada Comunidade Evangélica Luterana São Pedro de Tunas, paróquia que foi atendida pelos pastores Walter Klaudat (atendeu a comunidade aproximadamente 30 anos) e Irineu Strasburger (estagiário). Também foi atendida pelos pastores Danilo Fach Oldergarth e Aldino Borth.

A Igreja Católica, na região, era atendida pelos padres capuchinhos. Em 8 de dezembro de 1959, foi criada a paróquia, tendo como padroeira Nossa Senhora da Conceição, onde o primeiro pároco foi Ettore Jachemet e seus sucessores foram o padre Albert Ludovico, padre Antônio Marcos Fabis, o frei Théo Monteiro, o frei Nadir Segala, que permaneceu por mais tempo .

Em 1970, teve início a mecanização das lavouras de trigo e, posteriormente de soja.

Fazendo parte do 4° distrito de Soledade, a comunidade encontrava-se longe e isolada da cidade-mãe em termos de rodovia. Então, iniciou outra luta árdua, como a da colonização. Essa era a luta pela emancipação político-administrativa. No ano de 1981, iniciou-se o movimento pró-emancipação de Tunas, mas não prosperou pela pouca mobilização da comunidade. Só em outubro de 1985 reiniciaram-se os trabalhos pró-emancipacionistas, quando foi formada a Comissão de Emancipação, assim constituída:residente: Claucídio Wendel; Vice-presidente: Eduardo José Schmitt;1° Secretário: Renato José Klafke;

2° Secretário: Frei Théo Monteiro;1° Tesoureiro: Armindo Weise;2° Tesoureiro: Alvárino Jacob Unfer;

Conselho Fiscal: Faustino Tavares, Evaldo Bohrer e Rubrech Kurtz; Suplentes: Ides Gerto Wendler, Nestor Kaufmann e David Fantoni.Neste período foi feito o cadastramento e reuniões de conscientização em toda a área a ser emancipada. Em setembro de 1987 o projeto foi entregue à Comissão Geral de Emancipações, na Assembléia Legislativa, em Porto Alegre, sendo protocolado no mesmo mês. Em 20 de setembro de 1987 foi autorizado o plebiscito, onde foram registrados 1469 votos SIM, 60 votos NÃO, 06 votos em branco e 05 votos nulos.Em 08 de dezembro de 1987 foi sancionada pelo governador Pedro Simon a Lei n° 8.447 criando o município de Tunas, publicada no Diário Oficial da mesma data.

Cria o município de Tunas.Pedro Simon, governador do Estado do Rio Grande do Sul:

Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 66, item IV da Constituição do estado que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:

Art.1° – É crido o município de Tunas, constituído do distrito do município de Soledade.

Parágrafo único – O território do novo Município fica com os seguintes limites:

AO LESTE: com o município de Soledade, Barra da Sanga, Cafife no Rio dos Caixões, desde o ponto da linha seca e reta aproximadamente até a foz do Arroio dos Tocos, pelo Manjolo até a sua nascente junto à estrada Tunas-Cerca Velha; por esta estrada em direção oeste, num percurso de aproximadamente , onde confronta com a nascente de uma sanga (afluente do Arroio Despraiado); pela referida sanga até o Arroio Despraiado (ponto este a leste da estrada SL-473); deste ponto rumo a sudeste, por linha seca e reta de aproximadamente , até a estrada Coloninha com a estrada SL-121 (Pinhalzinho-Bela Vista) na encruzilhada do Saul.A OESTE: com o município de Arroio do Tigre, Arroio Palmital até sua foz no Arroio Despraiado e por este até o Rio dos Caixões.

AO SUL: com o município de Lagoão, Estrada SL-121 (Bela Vista-Pinhalzinho), rumo sul, até um ponto aproximadamente do sul do se entroncamento com estrada Campestre-Miguel Antunes Vieira, na propriedade de Armando Nunes inclusive, onde encontra um afluente do Arroio Lagoãozinho; deste ponto rumo a noroeste, por linha seca e reta, aproximadamente até a nascente do Arroio Xaxim, junto à estrada da Coloninha; por esta estrada até a nascente do Arroio Palmital até a sua foz no Arroio Despraiado, e por este até o Rio dos Caixões.AO NORTE: com o município de Salto do Jacui e de Espumoso, inicia na barra do Arroio Despraiado, Rio dos Caixões, e por este acima até a Barra da Sanga do Cafife.Art. 3° – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art.4° – Revogam-se as disposições em contrário.

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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